Arapuá
Carreta da Sadia pega fogo no Km 40 da BR 262, próximo ao Distrito de Arapuá, VEJA VÍDEO
Nesta tarde de sábado (26) de Novembro, por volta das 15h:30 min, uma equipe do Corpo de Bombeiros e PRF, foram acionadas, ao chegar ao local, no Km 40 da BR 262, encontram um caminhão Scania em chamas.
Conforme o motorista de 40 anos, o caminhão bi-trem teve um problema mecânico no Km 34, um mecânico foi ao local e após conserto, seguiu viagem, logo após alguns quilômetros, aconteceu um estouro na cabine, imediatamente o caminhão foi estacionado ao lado da rodovia, só deu tempo do condutor sair do veiculo, que começou a pegar fogo, nos dois tanques com cerca de 500 litros de óleo, altas labaredas assustaram os condutores da rodovia, a pista foi imediatamente interditada pela PRF.
O corpo de bombeiros acionou um guincho para separar um vagão de outro, evitando que o fogo se alastrasse para o próximo vagão, graças ao resfriamento não ocorreu a explosão dos tanques, um principio de incêndio ocorreu do lado oposto da rodovia, em uma pastagem que fica próximo a rodovia, que dá acesso ao Assentamento 20 de Março, mas foi combatido. O combate às chamas durou cerca de 30 minutos e contou com cinco militares e duas viaturas.
O caminhão bi-trem teria a cidade Lucas do Rio Verde-MT como destino, onde entregaria a carga na fábrica da sadia, transportando dois vagões com 30 toneladas de farinha de trigo em pó, o motorista é morador da cidade de Campo Grande, nada aconteceu com o rapaz, somente um grande susto, e danos materiais a empresa.
Arapuá
O lado invisível da celulose| Esvaziamento populacional e apagamento cultural em Arapuá e Garcias
Entre 2000 e 2020, enquanto o setor de celulose impulsionava a economia regional, os distritos de Arapuá e Garcias seguiam no caminho inverso, enfrentando um rápido encolhimento populacional. Dados do IBGE e projeções demográficas revelam que a população de Arapuá caiu 17% (de 1.911 para 1.586 habitantes), enquanto Garcias registrou uma queda de 15% (de 2.301 para 1.967 moradores).
Uma pesquisa conduzida pela geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS, revela que esse impacto vai além da economia: trata-se do esfacelamento da vida comunitária.
De Vilas Vivas a “Cidades Desertas”
A partir de dezenas de entrevistas com moradores, a pesquisadora documentou a perda das tradições que uniam a população. Tradicionais bailes, quermesses, campeonatos de futebol e festas religiosas desapareceram à medida que as famílias deixavam a zona rural.
“Tem dias que você passa lá e parece uma cidade deserta”, relata um morador. Outro relembra que os bailes que duravam até o amanhecer deram lugar a ruas totalmente vazias antes mesmo da meia-noite.
A mudança na paisagem também foi radical. Entrevistados relatam que antigas sedes de fazendas, que antes abrigavam dezenas de famílias de trabalhadores, foram demolidas. Tratores abriram grandes valas para enterrar as estruturas das antigas moradias, abrindo espaço para os extensos monocultivos de eucalipto e apagando vestígios da história local.
Impactos na Fauna, Flora e o Fim da Escola Local
O estudo também capturou a percepção dos moradores sobre as alterações no ecossistema:
- Fauna: Espécies nativas como perdizes, jaós e anus tornaram-se raras. Em contrapartida, tucanos, araras, papagaios e macacos passaram a invadir os quintais das casas, provavelmente atraídos pela busca por alimento.
- Flora: Frutos tradicionais do Cerrado, como a guavira, o pequi e o marolo, tornaram-se cada vez mais difíceis de encontrar. (Os autores ressaltam que esses relatos refletem a percepção dos moradores e não estabelecem, isoladamente, uma relação científica de causa e efeito).
O Símbolo do Abandono
O marco mais doloroso dessa transição foi o fechamento das instituições locais. A escola, que historicamente funcionava como o principal ponto de encontro e integração dos moradores, viu o número de alunos despencar.
Em Garcias, a escola foi definitivamente desativada em 2018. Com o encerramento das atividades, o sentimento de comunidade se enfraqueceu ainda mais, e as crianças da região passaram a enfrentar longas e cansativas viagens diárias de ônibus para conseguir estudar no distrito vizinho.
Leia na integra a pesquisa geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS
02.docxPor Campo Grande News
Arapuá
Defesa Civil acompanha recuperação de erosão na MS-459 e reforça segurança no trecho para moradores locais
A Defesa Civil de Três Lagoas segue atuando de forma preventiva na identificação e solução de situações que possam comprometer a segurança da população. Na manhã desta segunda-feira, 20 de julho, o agente da Defesa Civil, Luiz Fabiano, acompanhado do engenheiro da AGESUL, Mário, esteve na rodovia MS-459, no trecho entre a BR-262 e o Distrito de Arapuá, para vistoriar uma erosão identificada nos últimos dias.
O local, que já havia sido devidamente sinalizado e isolado para garantir a segurança dos motoristas, começou a receber nesta segunda-feira os serviços de recuperação. A intervenção tem como objetivo restabelecer as condições adequadas de trafegabilidade da via, evitar o avanço da erosão e proporcionar mais segurança aos usuários da rodovia.
| Texto por: | Raquel Tozi | Foto por: | Defesa Civil |
Fonte: Prefeitura Três Lagoas MS
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