Mato Grosso do Sul
Campanha conscientiza sobre vagas destinadas às pessoas com deficiência
“Essa vaga não é sua nem por um minuto”. Com esse nome, uma ação de conscientização sobre as vagas destinadas às pessoas com deficiência foi realizada nesta quarta-feira (24), em Campo Grande. O objetivo é informar a população sobre o uso exclusivo de vagas, para pessoas com deficiência e pessoas idosas.
A vaga reservada é um direito assegurado por uma lei federal com uso regulamentado por resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que determina que 2% do total de vagas do estacionamento regulamentado sejam destinadas a pessoas com deficiência.
A subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Telma Nantes, fala sobre as reivindicações da campanha. “As pessoas com deficiência precisam das vagas reservadas, desse espaço mais acessível e com segurança, para dar autonomia, para a pessoa ir e vir. A inclusão depende de todos nós, a acessibilidade é uma responsabilidade de todas as pessoas.” comenta.
A Lei nº 13.281, que passou a vigorar em janeiro de 2017, classifica a infração por estacionar em local proibido e em área privada (shopping, supermercados etc) como gravíssima.
O valor da multa é de R$ 293,47, além de sete pontos na carteira do condutor infrator. “Começamos com ação pedagógica para reflexão, mas também temos uma parceria com a Agetran para começar a punir ainda mais essas pessoas que utilizam as vagas indevidamente, é uma infração que dá multa na carteira”, explica Thais Helena, subsecretária de Defesa de Direitos Humanos de Campo Grande.
A ação contou com a participação de pessoas que utilizam cadeiras de rodas e associações de pessoas com deficiência. Foi realizada uma panfletagem com o slogan “Todo mundo quer esta vaga, mas ninguém quer esta cadeira!”. Cadeiras de rodas foram colocadas nas vagas de estacionamento disponíveis na quadra da 14 de Julho, no ponto entre a Avenida Afonso Pena e Rua Barão do Rio Branco.
Para a vice-presidente da Associação de Mulheres com deficiência de Mato Grosso do Sul, Ana Lúcia Serpa, as vagas destinadas às pessoas com deficiência estão em pontos estratégicos da cidade, onde existem rampas para acesso às calçadas, onde tem espaço para abertura total da porta, a fim de descer a cadeira de rodas. “’Não tem ninguém, vou parar rapidinho fazer o que eu tenho pra fazer e não vou atrapalhar’. Vai atrapalhar sim, usar essa vaga você quer, e sentar nessa cadeira de rodas você quer?” questiona a vice-presidente.
A campanha é uma ação da Subsecretaria de Defesa de Direitos Humanos de Campo Grande, por meio da Caped (Coordenadoria de Apoio à Pessoa com Deficiência), com apoio da Agetran, Consórcio Guaicurus e da Segov.
Texto: Bel Manvailer, Setescc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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