Mato Grosso do Sul
Bioparque Pantanal recebe ponto de entrega voluntária de resíduos e reforça educação ambiental em MS
A sustentabilidade ganhou um novo aliado em Mato Grosso do Sul. O Bioparque Pantanal passou a abrigar o primeiro Ponto de Entrega Voluntária de Resíduos (PEV) implantado em uma instituição no Estado, iniciativa da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems) que une educação ambiental, cidadania e conscientização sobre a destinação correta dos resíduos sólidos.
Instalado em um dos principais espaços de ciência, educação e preservação ambiental do país, o PEV amplia o alcance das ações desenvolvidas pela Agems para incentivar práticas sustentáveis e fortalecer a cultura da reciclagem entre crianças, jovens e toda a sociedade.
Mais do que um local para o descarte adequado de materiais recicláveis, o equipamento passa a atuar como ferramenta permanente de aprendizado e sensibilização ambiental, permitindo que os visitantes compreendam, na prática, a importância da responsabilidade compartilhada na preservação do meio ambiente.

A iniciativa integra o Programa de Educação Ambiental da AGEMS, que já certificou mais de 5 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino, levando conhecimento sobre sustentabilidade, saneamento, consumo consciente e preservação dos recursos naturais para escolas de diversas regiões de Mato Grosso do Sul.
Para o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, a entrega representa mais um passo na construção de uma cultura ambiental voltada às futuras gerações.
“Os PEVs representam muito mais do que um local para descarte de resíduos. Eles são instrumentos de educação, conscientização e transformação social. Quando instalamos o primeiro PEV institucional do Estado justamente no Bioparque Pantanal, estamos conectando sustentabilidade, conhecimento e cidadania em um espaço que inspira milhares de pessoas todos os anos. Nosso objetivo é fazer com que cada criança que passe por aqui compreenda que pequenas atitudes podem gerar grandes mudanças para o meio ambiente e para o futuro da nossa sociedade”, destacou.
A escolha do Bioparque Pantanal para receber o primeiro PEV institucional do Estado reforça a sinergia entre duas instituições que compartilham o compromisso com a formação cidadã e a preservação ambiental. Reconhecido nacionalmente por seu trabalho em educação, pesquisa, inovação e conservação da biodiversidade, o Bioparque passa a contar com mais uma ferramenta voltada à conscientização dos visitantes.
A relevância dessa iniciativa e o compromisso da instituição com as melhores práticas corporativas e de preservação foram destacados pela diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri. “Essa entrega tem bastante significado, principalmente pelo fato de um dos nossos pelares ser a educação ambiental. A iniciativa também se alinha a um dos projetos que desenvolvemos sobre a gestão ESG, no qual buscamos sensibilizar todos os visitantes e funcionários”.
A ação também fortalece a parceria entre a AGEMS e a Secretaria de Estado de Educação, ampliando as oportunidades de aprendizado para estudantes da Rede Estadual de Ensino e consolidando a educação ambiental como instrumento de transformação social.
A estudante Fernanda Maisa, da Escola Estadual Maria de Lourdes Toledo Areias, localizada no Bairro Recanto dos Rouxinois, explica a importância dessas ações para a sua aprendizagem. “Muitas pessoas não sabem sobre a reciclagem e acabam jogando o lixo na rua ou em qualquer lugar, o que prejudica o meio ambiente. Eu achei muito importantes as palestras que eles realizaram e esta ação”.
Gabriel Issagawa, Comunicação Bioparque Pantanal
Foto: Bia Marques
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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