Arapuá
Arapuá-MS ao combate ao Covid-19| Vigilância Sanitária e Policia Militar realizam ações de enfrentamento ao Coronavírus
O Distrito de Arapuá até o momento não tem nenhum positivo para o Coronavírus, bem diferente do Município de Três Lagoas que fica a 40 quilômetros com cerca de 120 mil habitantes, e chega nesta quinta-feira (07) de maio com 70 casos positivos ao Covid-19. O Município vizinho Brasilândia, até a alguns dias não tinha nenhum caso, e em apenas 3 dias já são 7 casos positivos.
Mas mesmo assim as autoridades estão preocupadas e nesta manhã (07) de maio, estiveram visitando o comercio do Distrito de Arapuá.
Os militares da GU PM do 3º GPM/2º BPM do distrito da Arapuá, realizou juntamente com a Vigilância Sanitária nesta manhã, uma ação de enfrentamento à pandemia de Coronavírus.
Alinhada ao Plano de Contingência da Covid-19, a Vigilância Sanitária fiscalizou e orientou os estabelecimentos que estão em atividades, averiguando sempre se há condições sanitárias para o funcionamento.
A ação realizada pela Vigilância Sanitária teve como objetivo: fiscalizar os estabelecimentos e serviços essenciais; e forneceu orientações técnicas à população e aos trabalhadores em geral.
Nossa reportagem já havia visitado alguns estabelecimentos como Mercado, Padaria e Açougue, e já havia notado que estavam exigindo o uso de máscaras para adentrarem no estabelecimento e na entrada sendo disponibilizados o uso de álcool em gel 70%, mas notamos também que a maioria da população ao sair nas ruas não estão usando máscaras, lembrando que os decretos que são emitidos pela Prefeitura Municipal de Três Lagoas, são os mesmos validos ao Distrito de Arapuá.
Quem for na Unidade Básica de Saúde “Altair Cabral Trannin’ tem que está usando a máscara, isso já vem sendo adotado a alguns dias.
Quem não tem máscaras, a Carmem Cáfaro está confeccionando com diversas cores, o valor unitário de R$ 5,00, o contato 67 992417635.

Arapuá
O lado invisível da celulose| Esvaziamento populacional e apagamento cultural em Arapuá e Garcias
Entre 2000 e 2020, enquanto o setor de celulose impulsionava a economia regional, os distritos de Arapuá e Garcias seguiam no caminho inverso, enfrentando um rápido encolhimento populacional. Dados do IBGE e projeções demográficas revelam que a população de Arapuá caiu 17% (de 1.911 para 1.586 habitantes), enquanto Garcias registrou uma queda de 15% (de 2.301 para 1.967 moradores).
Uma pesquisa conduzida pela geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS, revela que esse impacto vai além da economia: trata-se do esfacelamento da vida comunitária.
De Vilas Vivas a “Cidades Desertas”
A partir de dezenas de entrevistas com moradores, a pesquisadora documentou a perda das tradições que uniam a população. Tradicionais bailes, quermesses, campeonatos de futebol e festas religiosas desapareceram à medida que as famílias deixavam a zona rural.
“Tem dias que você passa lá e parece uma cidade deserta”, relata um morador. Outro relembra que os bailes que duravam até o amanhecer deram lugar a ruas totalmente vazias antes mesmo da meia-noite.
A mudança na paisagem também foi radical. Entrevistados relatam que antigas sedes de fazendas, que antes abrigavam dezenas de famílias de trabalhadores, foram demolidas. Tratores abriram grandes valas para enterrar as estruturas das antigas moradias, abrindo espaço para os extensos monocultivos de eucalipto e apagando vestígios da história local.
Impactos na Fauna, Flora e o Fim da Escola Local
O estudo também capturou a percepção dos moradores sobre as alterações no ecossistema:
- Fauna: Espécies nativas como perdizes, jaós e anus tornaram-se raras. Em contrapartida, tucanos, araras, papagaios e macacos passaram a invadir os quintais das casas, provavelmente atraídos pela busca por alimento.
- Flora: Frutos tradicionais do Cerrado, como a guavira, o pequi e o marolo, tornaram-se cada vez mais difíceis de encontrar. (Os autores ressaltam que esses relatos refletem a percepção dos moradores e não estabelecem, isoladamente, uma relação científica de causa e efeito).
O Símbolo do Abandono
O marco mais doloroso dessa transição foi o fechamento das instituições locais. A escola, que historicamente funcionava como o principal ponto de encontro e integração dos moradores, viu o número de alunos despencar.
Em Garcias, a escola foi definitivamente desativada em 2018. Com o encerramento das atividades, o sentimento de comunidade se enfraqueceu ainda mais, e as crianças da região passaram a enfrentar longas e cansativas viagens diárias de ônibus para conseguir estudar no distrito vizinho.
Leia na integra a pesquisa geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS
02.docxPor Campo Grande News
Arapuá
Defesa Civil acompanha recuperação de erosão na MS-459 e reforça segurança no trecho para moradores locais
A Defesa Civil de Três Lagoas segue atuando de forma preventiva na identificação e solução de situações que possam comprometer a segurança da população. Na manhã desta segunda-feira, 20 de julho, o agente da Defesa Civil, Luiz Fabiano, acompanhado do engenheiro da AGESUL, Mário, esteve na rodovia MS-459, no trecho entre a BR-262 e o Distrito de Arapuá, para vistoriar uma erosão identificada nos últimos dias.
O local, que já havia sido devidamente sinalizado e isolado para garantir a segurança dos motoristas, começou a receber nesta segunda-feira os serviços de recuperação. A intervenção tem como objetivo restabelecer as condições adequadas de trafegabilidade da via, evitar o avanço da erosão e proporcionar mais segurança aos usuários da rodovia.
| Texto por: | Raquel Tozi | Foto por: | Defesa Civil |
Fonte: Prefeitura Três Lagoas MS
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