Mato Grosso do Sul
Alinhamento institucional é foco de encontro que reúne dirigentes do Sistema Penitenciário de todo o Estado
Com ênfase no alinhamento dos trabalhos e troca de conhecimentos, o Encontro para Dirigentes do Sistema Penitenciário teve início na quinta-feira (17) e reúne mais de 70 gestores de Mato Grosso do Sul. Coordenado pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), por meio da Espen (Escola Penitenciária), o encontro acontecerá até esta sexta-feira, às 20h30, na Capital.
Durante a abertura, a diretora da Escola, Soraya Placência, ressaltou a importância desse encontro como ferramenta de alinhamento das ações dentro das unidades penais, troca de experiências e de receber orientações referente ao trabalho que tem sido desenvolvido pelos diferentes setores, além de sanar dúvidas e de apresentar demandas também.
“A finalidade consiste ainda em aproximar os dirigentes. Que possamos agrupar tanto o conhecimento adquirido pela experiência quanto o conhecimento da inovação e tecnologia. Desejo que todos estejam abertos à capacitação, para absorver o máximo possível”, destacou.
Soraya informou, ainda, que a Escola tem oferecido muitos cursos, inclusive pela Plataforma EaD para atingir a todos os servidores. Além disso, tem passado por muitas melhorias, tanto na estrutura física quanto na questão educacional. Atualmente, a Espen está integrada à Respen (Rede das Escolas de Serviços Penais), em âmbito nacional.
A qualificação visa capacitar os atuais diretores das unidades penais e patronatos, diretores e chefes de divisões e núcleos da Sede administrativa, Grupamentos operacionais como Cope (Comando de Operações Penitenciárias), GEP (Grupamento de Escola Penitenciária), Gafip (Grupamento de Ações de Fiscalização Penitenciária), além da CPAC/CG (Central Provisória de Audiência de Custódia de Campo Grande), Corregedoria, Ouvidoria e Gisp (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário) em todo o estado, abordando temas pertinentes e de interesse à rotina de trabalho.
O diretor-geral da Polícia Penal, Creone da Conceição Batista, deu as boas-vindas aos gestores e afirmou que o encontro é o momento de estreitar os laços, sanar dúvidas e dar sugestões também. “Sejam ativos, estamos aqui para dividir conhecimento e aprender uns com os outros”, disse.

Pautado no crescimento institucional, o secretário Executivo de Justiça da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), Rafael Garcia Ribeiro, esclareceu durante o encontro que o objetivo é atuar em conjunto com os gestores do sistema prisional para evoluir enquanto instituição.
“Estamos aqui como aliados para auxiliar o trabalho de vocês. Queremos estruturar mais as unidades penais e estamos em tratativas constantes com o Governo de forma a aprimorar o bom trabalho que já vem sendo realizado pelos servidores”, parabenizou o secretário, que atua há 25 anos na pasta penitenciária.
De acordo com Rafael Garcia, para a estruturação é necessário a capacitação de todos os servidores, de forma a aprimorar os conhecimentos para oferecer um serviço de qualidade para a população. “A nossa meta é chegar ao final do ano com esse objetivo cumprido, para isso contamos com o apoio da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), intermediada pelo coordenador de Supervisão Penitenciária, Rodrigo Almeida Morel”, informou.
O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, ressaltou que o conhecimento é a base de tudo. “A Agepen está crescendo e abrangendo diferentes atividades, então necessitamos nos capacitar. Isso é de grande importância para nós enquanto profissionais, podendo até criar possibilidades melhores no futuro”, finalizou.
Keila Oliveira e Tatyane Santinoni, Comunicação Agepen
Fotos: Tatyane Santinoni
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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