Tecnologia
Como tirar fotos de celular boas da Superlua
Nesta segunda-feira (14) será possível observar a maior Superlua em quase 70 anos.
Fotografar este fenômeno, no entanto, pode ser uma tarefa complicada. Por emitir bastante luz e ser fotografada normalmente quando já está totalmente escuro, a Lua acaba se tornando uma mancha branca no meio do céu. Para resolver esse e outros problemas o G1 preparou algumas dicas, confira:
1. Luz
O mais importante é fazer a medição correta da luz. A Lua é um corpo celeste muito brilhante, e como na maioria das vezes ela é fotografada durante a noite, é comum que o celular faça uma medição geral do quadro (onde 90% do espaço está escuro) e a Lua vire um borrão de luz branca. Para resolver isso é preciso colocar a medição do celular exatamente em cima da Lua. Se for um iPhone, basta colocar o quadradinho sobre o satélite. No Android, é um círculo. Se o seu celular oferecer a opção de posicionar o foco em um ponto infinito, habilite-a. Aplicativos com controles manuais também podem ser utilizados para atingir a medição correta.
2. Horário
Para que a foto não seja apenas um fundo preto com uma bolinha branca o ideal é fotografá-la antes que o céu esteja totalmente escuro. Um bom horário é o momento do crepúsculo, por volta das 19h, quando o céu ainda está relativamente claro e a Lua já está alta e grande o suficiente para uma boa foto.
3. Enquadramento
As fotos ficam mais interessantes quando vão além da Lua sozinha com o céu de fundo. Tente incluir pessoas, árvores, pássaros ou outros elementos na composição da foto. Se você tiver acesso a algum local alto, como o topo de um prédio, fotografe de lá para ter a cidade na composição com a lua.
4. Configuração
Utilize a maior resolução disponível no aparelho. Se puder escolher também a quantidade da imagem deixe sempre a opção com menor compressão. Apesar dos arquivos ocuparem mais espaço na memória, vale a troca por imagens com mais detalhes e menos ruídos causados pela compressão. Se o seu celular possuir a opção de fazer imagens com HDR, acione-a. A tecnologia aumenta a capacidade do aparelho de capturar luzes com diferentes intensidades.
5. Acessórios
Por cerca de 80 reais é possível comprar um adaptador de lente teleobjetiva para o celular. Essa lente aumenta o poder do ‘zoom’ do aparelho. Como a maioria dos celulares tem uma lente bem aberta, é bastante recomendável utilizar uma dessas para fotografar a Lua.
6. Luminosidade
Reduza a luminosidade para ressaltar os traços da Lua e suas cores. Tanto em iPhone quanto em Android, é só deslizar a bolinha que aparece do lado do quadradinho ou da bolinha.
7. ISO
Se o celular selecionar opções manuais de fotografar, opte por diminuir ao máximo o ISO, que determina a sensibilidade da câmera. A Lua já fornecerá luz intensa o suficiente.
8. Modo contínuo
Diversos celulares permitem que se tirem várias fotos em sequência enquanto se segura o botão de disparo. Esse recurso pode ser utilizado para evitar fotos tremidas.
9. Selfies/Retratos
Selfies não são uma boa ideia pela baixa qualidade da câmera frontal da maioria dos telefones. Já o problema de tirar retratos de pessoas com a Lua ao fundo é a grande diferença de luz entre a pessoa e o satélite da Terra. Para que a pessoa saia bem iluminada, o celular utilizará uma configuração que provavelmente tratará a Lua como uma fonte emissora de luz muito grande. O resultado será desagradável: a Lua vai virar um borrão branco. Uma alternativa é utilizar o flash ou tirar a foto no início da noite, antes de escurecer totalmente.
Tecnologia
Prédios que respiram: a arquitetura que ajuda a enfrentar o calor sem depender do ar-condicionado
Ventilação cruzada, sombreamento, escolha adequada de materiais e telhados verdes estão entre as estratégias usadas para melhorar o conforto térmico e reduzir a dependência da climatização artificial
Com a aproximação da primavera e a elevação gradual das temperaturas, o projeto das edificações ganha um papel central na busca por ambientes mais confortáveis sem depender exclusivamente do ar-condicionado. A chamada arquitetura bioclimática considera as características do clima e do local desde o planejamento da construção, utilizando fatores como direção dos ventos, incidência solar, temperatura média e umidade para definir as melhores soluções.
Um estudo de 2023 realizado pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) apontou que a implementação de estratégias bioclimáticas em habitações populares reduziu o consumo de energia em até 82,6%, com o percentual de horas dentro de uma faixa de temperatura tida como confortável ficando em torno de 80% do dia. O investimento adicional necessário para a implementação das estratégias não chegou a 7% do valor total da edificação.
É nesse contexto que aparece a expressão “prédio que respira”. A ideia está relacionada a edificações que favorecem a renovação natural do ar e aproveitam as condições do ambiente para melhorar o conforto interno. Segundo Vitor Del Giudice Pena, professor de Arquitetura e Urbanismo da UNIASSELVI, um dos principais recursos é a ventilação cruzada, que permite a circulação do ar entre diferentes aberturas.
“Não é apenas abrir grandes janelas. O projeto precisa entender de onde o vento vem, por onde ele entra, como ele percorre o ambiente e por onde ele sai”, explica Vitor. Para isso, a posição das janelas, a orientação da edificação e até a presença de construções vizinhas precisam ser consideradas. Em situações nas quais a ventilação natural não é suficiente, sistemas mecânicos de ventilação ou exaustão podem complementar a estratégia.
“Em alguns projetos mais específicos também podem ser utilizadas estratégias mais complexas, como torres de ventilação, pátios internos ou sistemas subterrâneos de condicionamento do ar”, complementa o especialista.
Cada clima exige uma resposta
A arquitetura bioclimática pode ser aplicada tanto em grandes edifícios quanto em residências, mas as soluções precisam ser adaptadas às condições de cada região brasileira. “Nosso país possui diferentes zonas climáticas e as estratégias precisam ser adaptadas a cada uma delas. Uma solução que funciona muito bem em uma região mais quente, como o Nordeste ou o Centro-Oeste, pode não ser a melhor escolha para uma região fria, como o Sul ou o Sudeste”, afirma Pena.
Além da ventilação cruzada, que funcionaria em boa parte dos contextos brasileiros, há outras soluções mais específicas que podem ser avaliadas na criação de um projeto arquitetônico. “Podemos trabalhar com sombreamento das fachadas e das aberturas; orientação adequada da edificação em relação ao nascente e ao poente do sol; proteção contra a radiação solar direta; utilização de materiais apropriados e, dependendo da situação, estratégias como o ‘efeito chaminé’, com aberturas em diferentes alturas para facilitar a saída do ar quente”, enumera o professor da UNIASSELVI.
Material certo para o contexto da edificação
A escolha dos materiais também interfere diretamente no comportamento térmico das construções. Características como condutividade térmica, densidade e capacidade de armazenar calor determinam como cada sistema construtivo absorve, transmite e libera energia.
“Em algumas situações, podemos buscar materiais e sistemas construtivos que dificultem a transferência de calor, funcionando como uma espécie de barreira térmica. Em outras, podemos aproveitar a capacidade térmica de determinados materiais para armazenar calor e liberá-lo posteriormente, em horários mais frios do dia”, explica o especialista.
Por isso, a decisão não deve considerar apenas o material isoladamente, mas sua aplicação em conjunto com o sistema construtivo e as condições climáticas do local. “Não existe simplesmente um ‘material melhor’ para o conforto térmico. O mais importante é entender qual é o comportamento daquele material dentro do sistema construtivo e em relação ao clima onde a edificação está localizada”, explica Pena.
‘Telhado verde’ vai além da estética
Outra estratégia que pode ser incorporada aos projetos são os ‘telhados verdes’, sistemas de cobertura de edificações que recebem vegetação, reduzindo a transferência direta da radiação solar para a cobertura e contribuindo para melhorar o desempenho térmico do edifício.
“Além da estética, o telhado verde pode funcionar como uma estratégia de desempenho ambiental. Mas ele exige projeto adequado, execução especializada e manutenção posterior, justamente para evitar problemas”, ressalta o professor.
O sistema também pode ajudar no gerenciamento das águas pluviais, retendo parte da chuva e liberando-a gradualmente. Mas, para isso, a adoção exige planejamento específico. “É importante destacar que telhados verdes não são simplesmente terra e plantas colocadas sobre o edifício. Existe uma composição de camadas necessária para que o sistema funcione corretamente, como estrutura apropriada, impermeabilização, sistemas de drenagem e filtragem, entre outras camadas específicas”, afirma Vitor.
Mais do que depender de uma tecnologia isolada, a arquitetura bioclimática busca integrar diferentes decisões desde o início do projeto. Ventilação, orientação, sombreamento, materiais e vegetação podem atuar em conjunto para aproveitar melhor as condições naturais do local e contribuir para o conforto dos usuários.
Sobre a UNIASSELVI
A UNIASSELVI é uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil. Com uma oferta diversificada de mais de 500 cursos, que incluem Graduação, Pós-Graduação e Profissionalizantes, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância (EAD), a instituição se destaca pela sua abrangência e qualidade educacional. Presente em todos os estados brasileiros, a UNIASSELVI conta com uma ampla rede de mais de 1,3 mil polos e mais de 16 unidades de ensino presencial. É reconhecida como a única instituição de grande porte nacional a receber nota máxima no Recredenciamento Institucional, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). A missão da UNIASSELVI é fornecer os recursos e o suporte necessários para que os alunos construam suas próprias histórias e alcancem o sucesso acadêmico e profissional, promovendo assim o desenvolvimento pessoal e profissional de cada estudante.
Tecnologia
Descartes usa IA para acelerar processos aduaneiros e reduzir trabalho manual com documentos
A Descartes Systems Group, líder global em conectar empresas intensivas em logística no comércio internacional, anunciou novos recursos de Image Document Management (IDM) baseados em inteligência artificial (IA). Esses recursos ajudam despachantes aduaneiros, forwarders e prestadores de serviços logísticos a acelerar a preparação de declarações aduaneiras, além da criação e execução de embarques. Com agentes de IA treinados para operações logísticas e incorporados diretamente às soluções de transporte e aduaneiras da Descartes, as organizações podem transformar documentos comerciais em dados prontos para uso operacional, reduzindo a entrada manual de dados e aumentando a eficiência operacional.
“Inserir dados de fatura comercial é uma das atividades que mais consome tempo no processo de importação, especialmente quando os embarques envolvem documentos complexos com centenas de itens de linha”, disse Scott Sangster, General Manager, Logistics Service Providers da Descartes. “Em vez de simplesmente digitalizar documentos um a um, nossa solução de IDM habilitada por agentes interpreta faturas comerciais, conhecimentos de embarque, packing lists e outros documentos relacionados ao embarque dentro do seu contexto. Ela consegue extrair, validar e preparar dados que podem iniciar imediatamente fluxos de trabalho aduaneiros e de transporte, com significativamente menos exceções e correções manuais. Ao eliminar a necessidade de redigitar informações de múltiplos documentos e permitir que os usuários permaneçam dentro das aplicações Descartes que já utilizam, as organizações conseguem processar volumes maiores de embarques com mais consistência e muito menos esforço manual.”
Por meio da Descartes Global Logistics Network™ (Descartes GLN™), os recursos de IDM baseados em IA permitem que as organizações processem documentos comerciais diretamente dentro das aplicações Descartes que utilizam no dia a dia para criar embarques e preparar declarações aduaneiras. Diferentemente de soluções isoladas de processamento de documentos com IA, que exigem aplicações separadas, integrações personalizadas ou transferências manuais de informações entre sistemas, a solução da Descartes elimina a troca de fluxos de trabalho entre plataformas, reduz a complexidade de implementação e acelera o tempo de retorno. A solução também é capaz de entender e processar múltiplos tipos de documentos associados a um mesmo embarque.
Principais benefícios
- Menos entrada manual de dados por meio da extração, interpretação e preparação, orientadas por IA, de informações aduaneiras e logísticas a partir de faturas comerciais, conhecimentos de embarque, packing lists e outros documentos comerciais.
- Preparação mais rápida de declarações aduaneiras e criação de embarques por meio de dados prontos para uso operacional, capazes de iniciar transações aduaneiras e de transporte sem redigitação.
- Processamento mais consistente de documentos relacionados ao embarque, com menos exceções, correções manuais e retrabalho em operações aduaneiras e logísticas de alto volume.
- Maior escalabilidade operacional por meio da ampliação da capacidade de processamento de documentos, que sustenta o crescimento do negócio sem aumento proporcional de equipe.
- Adoção de IA simples e prática por meio de agentes treinados para logística, incorporados às soluções Descartes já existentes, eliminando a necessidade de aplicações isoladas, integrações complexas ou modelos de IA treinados pelo cliente.
“Embora o processamento de documentos continue sendo uma das maiores fontes de esforço manual nas operações de despacho aduaneiro e logística, a maioria dos clientes não está em busca de mais uma aplicação de IA isolada para gerenciar documentos”, disse Ken Wood, Executive Vice President of Product Management da Descartes. “Nossa solução automatiza uma das atividades que mais consome tempo nas operações aduaneiras e logísticas por meio de capacidades agênticas incorporadas à plataforma Descartes que os clientes já usam todos os dias. O objetivo não é simplesmente ler um documento de embarque, mas compreender rapidamente seu contexto logístico e preparar os dados necessários para movimentar declarações aduaneiras ou embarques de forma mais rápida e precisa.”
Saiba mais sobre os recursos de Image Document Management baseados em IA da Descartes.
Sobre a Descartes
A Descartes impulsiona supply chains internacionais e domésticas mais responsivas, eficientes, seguras e sustentáveis, conectando empresas intensivas em logística em sua Global Logistics Network (GLN). Embarcadores, transportadoras e prestadores de serviços logísticos se conectam e colaboram na GLN, utilizando tecnologia, dados e IA para gerenciar entregas de última milha, embarques nacionais e internacionais, cotação e pagamento de fretes, pesquisas de comércio global, conformidade aduaneira e uma variedade de processos regulatórios. Saiba mais sobre a Descartes em www.descartes.com e conecte-se conosco no LinkedIn e no X.
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