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Mato Grosso do Sul

Imasul alerta para risco de inundação após Rio Miranda atingir 680 centímetros

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Aviso de evento crítico aponta proximidade da cota de emergência, previsão de novas chuvas e avanço das águas sobre instalações próximas ao curso do rio.
O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) emitiu, nesta quarta-feira (14), um aviso de evento crítico para o município de Miranda devido à elevação do nível do Rio Miranda. A Sala de Situação do Imasul, responsável pelo monitoramento dos rios do Estado, emitiu aviso de evento crítico após o rio atingir 680 centímetros às 14h09, ficando próximo da cota de emergência, estabelecida em 700 centímetros, nível considerado de inundação.
O documento alerta para o potencial de danos materiais e riscos à integridade humana caso a situação se agrave. A elevação do nível está associada ao volume de chuvas registrado desde o fim de semana, que provocou a subida das águas na região.
Continuidade das chuvas
O aviso considera a previsão meteorológica elaborada pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), que indica a continuidade de pancadas de chuva na bacia hidrográfica do Rio Miranda, pelo menos até esta quinta-feira (15).
O documento também destaca um aviso meteorológico do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), com grau de severidade classificado como perigo para o período, além de um alerta do CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) para chuvas intensas, classificado como nível 2 nas 24 horas anteriores. A continuidade das precipitações pode contribuir para a elevação do nível do rio e agravar as condições nas áreas próximas ao curso hídrico.
Conforme a avaliação técnica da Sala de Situação do Imasul, a elevação do nível do Rio Miranda já provocava o avanço das águas sobre instalações localizadas nas proximidades do curso hídrico. O cenário exige atenção devido à possibilidade de agravamento, especialmente diante da previsão de novas chuvas.
Atenção
Moradores de áreas próximas ao Rio Miranda devem acompanhar os comunicados oficiais da Defesa Civil e das autoridades locais. Em caso de inundação ou risco iminente, a orientação é evitar áreas de risco e não tentar atravessar trechos com água corrente.
O Imasul mantém o monitoramento dos níveis dos rios por meio da Sala de Situação, que acompanha os dados hidrológicos e as informações meteorológicas para identificar situações críticas e subsidiar a atuação dos órgãos responsáveis.
Gustavo Escobar, Comunicação Imasul
Imagem: Saul Schramm (arquivo)

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Campo Grande será sede do maior encontro de turismo de natureza do Brasil

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Capital de Mato Grosso do Sul funciona como hub de um dos mais estruturados sistemas de turismo de natureza do País.

Quando se fala em turismo de natureza em Mato Grosso do Sul, o município de Bonito, a Serra da Bodoquena e o Pantanal são as referências imediatas para turistas e amantes da biodiversidade e da flora. Entre esses dois polos, Campo Grande, a capital do Estado, é o território fundamental para a conexão de um dos mais estruturados sistemas de turismo de natureza do Brasil.

A capital reúne infraestrutura, conectividade, serviços, profissionais, negócios e conhecimento que dão suporte aos fluxos turísticos em direção às regiões do estado. Ao mesmo tempo, é uma cidade que começa a afirmar uma oferta própria de experiências ligadas à natureza, à biodiversidade, à cultura e à vida no campo.

É neste centro de articulação de uma cadeia de destinos de natureza reconhecidos internacionalmente que acontecerá a 23ª edição do Abeta Summit, o principal encontro brasileiro dedicado ao ecoturismo e ao turismo de aventura, entre 25 e 28 de novembro.

Realizado pela Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura) em parceria com a Fundtur-MS (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), o evento reunirá empresários, gestores públicos, destinos turísticos, guias, condutores, pesquisadores, unidades de conservação, lideranças indígenas e iniciativas comunitárias de diferentes regiões do país, com programação que inclui conteúdo técnico, networking, negócios e visitas técnicas aos atrativos da região.

“Nosso estado e a sua capital foram escolhidos porque o Mato Grosso do Sul lidera o ecoturismo brasileiro, dentro e fora do Brasil, e é um dos destaques do mercado internacional. Faz todo o sentido sediar o maior evento de ecoturismo do Brasil no principal destino do setor do país”, afirmou o diretor-presidente da Fundtur-MS, Bruno Wendling.

A escolha reflete a própria transformação do turismo de natureza em Mato Grosso do Sul, estado que deixou de depender de destinos isolados e passou a operar como um sistema integrado de territórios, empresas, profissionais, infraestrutura e conservação. Segundo o levantamento Ecoar 2024, realizado pelo Polo Sebrae de Ecoturismo, com o apoio da Abeta, Embratur e do Ministério do Turismo, 83% das empresas de turismo de MS entrevistadas atuam com ecoturismo, e o segmento representa aproximadamente 70,8% do faturamento.

“Campo Grande é estratégica porque nos permite olhar para o turismo de natureza não como uma coleção de atrativos isolados, mas como um sistema. Aqui estão conectados mercado, infraestrutura, conhecimento, conservação e alguns dos destinos mais sofisticados do Brasil. Queremos que o Summit ajude o setor a enxergar e replicar esse modelo em outras regiões do país”, explicou a presidente da Abeta, Lejania Malheiros.

As parcerias com o poder público e com os associados locais entregarão o maior valor agregado da história do evento, com formações de alto nível e experiências únicas em campo que vão conectar profissionais, destinos e natureza de forma prática.

Centralidade

A posição estratégica da cidade, associada à infraestrutura de transporte aéreo e rodoviário, a torna peça-chave para a distribuição dos fluxos turísticos aos principais destinos de natureza como Bonito, Serra da Bodoquena e Pantanal. O visitante que chegar ao Summit poderá conhecer uma capital que construiu uma identidade própria associada à natureza, à cultura e à biodiversidade.

O Parque das Nações Indígenas, o Bioparque Pantanal (maior aquário de água doce do mundo), o Parque Estadual do Prosa, o Museu das Culturas Dom Bosco, a Morada dos Baís, o Mercado Municipal e a Feira Central estão entre os atrativos que ajudam a apresentar a identidade sul-mato-grossense antes mesmo de o visitante seguir viagem para os grandes destinos de natureza da região.

Com infraestrutura para eventos, conectividade aérea, rodoviária e uma oferta própria de experiências culturais, gastronômicas e de natureza, a cidade é considerada a Capital do Turismo de Observação de Aves no país e reúne cerca de 400 espécies catalogadas em áreas urbanas e periurbanas, aproximadamente 20% delas migratórias, segundo o Guia de Aves de Campo Grande – Áreas Verdes Urbanas. A cidade ainda recebeu, por seis anos consecutivos, o reconhecimento internacional Tree Cities of the World, que destaca municípios comprometidos com a gestão e a valorização de suas árvores.

Em março, essa vocação ganhou projeção internacional quando a cidade sediou a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS/COP15), reunindo representantes, especialistas e instituições de dezenas de países.

Do congresso para o território

Mais do que um congresso, o Abeta Summit foi concebido como uma experiência no território. Os participantes terão a oportunidade de vivenciar regiões que são referências globais de manejo e segurança, como excelência em conservação do Recanto Ecológico Rio da Prata em Jardim e da Boca da Onça em Bodoquena.

A programação inclui visitas técnicas e experiências que permitem conhecer, na prática, diferentes modelos de operação, segurança, conservação e desenvolvimento do turismo de natureza.

“Queremos que o participante volte para casa com mais do que boas ideias. Ele precisa sair do Summit sabendo o que pode aplicar na própria operação, no próprio destino ou na política pública que conduz. Por isso, Campo Grande é tão importante, já que o conteúdo do congresso ganhará uma dimensão prática quando o profissional experienciar como as soluções funcionam”, afirmou Lejania.

Para aproveitar o momento de recordes no turismo nacional, o Summit alinhará os desafios e oportunidades do turismo de natureza no Brasil, com dados atualizados do setor e atualizações da base associada, em um contexto de crescimento da demanda por experiências ao ar livre e destinos sustentáveis.

A programação, que ainda inclui uma rodada de negócios e a entrega do Prêmio Abeta Brasil, e a programação completa pode ser conferida no site oficial: abetasummit.com.br

Serviço

Abeta Summit 2026
Data: 25 a 28 de novembro de 2026
Local: Centro de Convenções Arq. Rubens Gil de Camillo — Campo Grande (MS)
Realização: Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta)
Informações: abetasummit.com.br

Débora Bordin, Comunicação Fundtur-MS, com colaboração da Assessoria Abeta
Imagens: @visitmsoficial (foto destaque)/ Alexis Prappas e @visitmsoficial (galeria)

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Parque Estadual do Rio Ivinhema lidera ranking nacional em listas de observação de aves

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O Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (PEVRI), administrado pelo Governo do Estado, por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), alcançou destaque nacional durante o October Big Day 2026, que se trata de uma mobilização internacional dedicada à observação e ao registro de aves. A unidade de conservação ficou em primeiro lugar no Brasil em número de listas de observação e em segundo na classificação por quantidade de espécies registradas, com 217 espécies identificadas durante a atividade realizada no último sábado (10).

Os resultados também colocaram o parque na primeira posição em Mato Grosso do Sul nas classificações apresentadas no painel do eBird (Plataforma global voltada para a observação e o registro de aves). Ao todo, foram contabilizadas 109 listas de observação no hotspot associado ao PEVRI. No ranking nacional por espécies, a unidade ficou atrás apenas do Parque Estadual Intervales, que registrou 242 espécies.

Outro destaque foi o Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari (PENT), que contabilizou 97 espécies no levantamento apresentado. O resultado reforça a contribuição das unidades de conservação estaduais para o conhecimento da biodiversidade e para a valorização dos ambientes naturais de Mato Grosso do Sul.

A participação dos parques evidencia o potencial das áreas protegidas para a observação de aves e destaca a importância das ações de conservação desenvolvidas pelo Governo do Estado, na proteção da fauna silvestre e dos ecossistemas.

Os dados do eBird mostram que o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema alcançou resultados expressivos em duas categorias. No ranking nacional por número de listas, a unidade aparece na primeira colocação, com 109 listas, superando o segundo colocado, que contabilizou 53.

Na classificação por quantidade de espécies, o parque registrou 217, ocupando o segundo lugar no Brasil. Em Mato Grosso do Sul, também liderou o levantamento estadual por espécies, à frente de hotspots como Aquidauana–Fazenda Barranco Alto, com 196 espécies; Refúgio da Ilha Ecolodge, com 187; e Refúgio Ecológico Caiman, com 178.

Os números demonstram a expressiva participação registrada na unidade durante o evento. A quantidade de espécies identificadas representa a diversidade documentada nas observações, enquanto o número de listas indica o volume de registros enviados pelos participantes.

Para Dione Sales dos Santos, guarda-parque do Imasul e organizador da atividade no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, o resultado representa uma oportunidade de valorizar a biodiversidade protegida na unidade.

“Participar do Big Day é uma oportunidade de mostrar a riqueza de aves que temos no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema e a importância de conservar esses ambientes. O registro de tantas espécies demonstra o potencial da nossa unidade e reforça que proteger a natureza é fundamental para manter essa biodiversidade para as futuras gerações”, destaca Dione.

Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS)

Registros de aves reforçam a riqueza da fauna protegida

A diversidade registrada durante o Big Day se soma a levantamentos anteriores realizados no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema. Em uma publicação sobre o Global Big Day de 2022, o Imasul destacou registros de aves como o tricolino, o joão-grilo e o socoí-vermelho, observadas durante a atividade na unidade.

O parque possui mais de 73 mil hectares e abrange os municípios de Jateí, Naviraí e Taquarussu, protegendo remanescentes de várzea, fragmentos florestais e ecossistemas associados aos rios Ivinhema e Paraná. Esses ambientes contribuem para a manutenção de diferentes habitats utilizados pela avifauna.

Já o Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, localizado em Costa Rica, protege áreas do Cerrado e regiões importantes para a conservação das nascentes da bacia do Alto Taquari. O registro de 97 espécies durante o evento amplia o destaque da unidade no levantamento estadual.

É importante distinguir os registros históricos das observações realizadas em 2026: os nomes de espécies citados nesta matéria correspondem a registros de edições anteriores, não a uma lista nominal confirmada de todas as aves observadas no October Big Day deste ano.

Conservação ambiental contribui para a proteção da biodiversidade

Para o diretor-presidente do Imasul, André Borges, os resultados alcançados no evento reforçam a importância das unidades de conservação para a proteção da biodiversidade em Mato Grosso do Sul.

“Os resultados do Big Day reforçam a importância de manter e proteger nossas unidades de conservação. O Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, assim como o Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, demonstra o potencial ambiental do nosso Estado. A conservação desses espaços é fundamental para proteger a fauna, preservar os habitats naturais e garantir que essa riqueza continue sendo conhecida pelas próximas gerações”, destaca André Borges.

A diretora de Desenvolvimento do Imasul, Thais Caramori, ressalta que eventos de observação de aves contribuem para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade, estimular a participação da sociedade e dar visibilidade às áreas naturais protegidas.

“Quando uma unidade de conservação se destaca em um evento como o Big Day, temos uma oportunidade de ampliar a visibilidade da biodiversidade que protegemos. Esses registros aproximam as pessoas da natureza, estimulam a observação de aves e reforçam a importância da conservação dos ambientes naturais. É também uma forma de valorizar o trabalho desenvolvido nas áreas protegidas e incentivar o conhecimento sobre a fauna de Mato Grosso do Sul”, afirma Thais Caramori.

As unidades de conservação administradas pelo Governo do Estado, por meio do Imasul, desempenham papel estratégico na proteção de habitats, na manutenção dos processos ecológicos e na preservação da fauna silvestre. Além disso, oferecem oportunidades para pesquisas, monitoramento ambiental, educação e sensibilização da população.

Big Day estimula ciência cidadã e valoriza os parques estaduais

O October Big Day é uma mobilização internacional que reúne observadores de aves, pesquisadores, fotógrafos e entusiastas da natureza em um esforço coletivo de registro da avifauna. As observações são compartilhadas em plataformas especializadas, como o eBird, contribuindo para ampliar as bases de dados sobre a ocorrência e a distribuição das espécies.

“O sucesso do Big Day, com 217 espécies registradas, reflete anos de dedicação. Nosso reconhecimento as equipes do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema – PEVRI e IMASUL/GUC, cujo trabalho de preservação garante que a fauna encontre aqui um ambiente seguro para prosperar”, comentou Olacio Komori, participante do evento em Ivinhema, com a equipe Tricolino. O grupo contou com nove participantes. Iniciaram a observação as 0hs até as 20hs.

Reginaldo Oliveira, Gestor no NUPAP – Núcleo de Proteção e Apoia as UVs, comentou. “O Bigday ja faz parte do calendário de eventos da Gerência de Unidades de Conservação e ver uma de nossas UCs alcançar um número tão grande registro de aves num único dia é a comprovação de que estamos no caminho certo. Esse ano nossa equipe contou com 9 participantes, é muito importante que as UCs estejam abertas para receber o público nesse tipo de evento.”

O ranking considera indicadores distintos, como o número de listas enviadas e a quantidade de espécies registradas em cada hotspot. Por isso, as classificações não representam uma avaliação geral da qualidade da gestão ambiental, mas demonstram o desempenho dos locais participantes durante o período do evento.

O destaque alcançado pelo Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema e a participação do Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari reforçam a relevância das unidades de conservação de Mato Grosso do Sul para a valorização do patrimônio natural brasileiro.

Os resultados também evidenciam como a proteção dos ambientes naturais favorece iniciativas de conhecimento e observação da biodiversidade, aproximando a sociedade dos parques estaduais e fortalecendo o reconhecimento da importância de conservar a fauna e os ecossistemas para as próximas gerações.

Gustavo Escobar, Comunicação Imasul
Fotos aves: Dione Sales/Imasul

Fonte: Governo MS

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