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Celulose em Destaque

Arauco recebe primeiras máquinas para suas operações florestais em Mato Grosso do Sul

Com a aquisição de 254 ativos, entre harvesters, forwarders e caminhões, Companhia avança nos preparativos para as operações de colheita do Projeto Sucuriú

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Equipe celebra chegada do primeiro lote de máquinas florestais do Projeto Sucuriú - Foto: Arauco

A Arauco deu um importante passo na estruturação das operações florestais do Projeto Sucuriú, em Inocência (MS), com o recebimento do primeiro lote de máquinas de colheita florestal para celulose. A chegada dos equipamentos marca a transição da fase de planejamento para a execução operacional em campo, consolidando a montagem de uma das estruturas florestais mais modernas e avançadas do país.

Com aporte da ordem de R$ 500 milhões, a aquisição contempla 254 ativos de grande porte para o projeto, dos quais 108 unidades já foram entregues. O lote inicial inclui 26 harvesters (máquinas para colheita de madeira) e seis forwarders (máquinas para baldeio), além de 76 caminhões de apoio. A frota completa será composta por 128 harvesters, 50 forwarders e 76 caminhões, que vão operar em 10 módulos de colheita com potencial produtivo superior a 1,1 milhão de m³ de madeira por mês.

Para o diretor Florestal da Arauco, Ricardo Austin, a aquisição valida a visão de longo prazo e o compromisso da Companhia com o desenvolvimento regional. “Cada máquina representa um investimento no futuro da nossa operação e no desenvolvimento da região. Estamos construindo uma estrutura florestal de classe mundial, que alia tecnologia, segurança e pessoas qualificadas para garantir o abastecimento sustentável do Projeto Sucuriú e consolidar a presença da Arauco como referência global no setor florestal”, completa.

Chegada das primeiras máquinas marca avanço nas operações florestais do Projeto – Foto: Arauco

A previsão é a de que o primeiro módulo de colheita entre em operação ainda em dezembro deste ano e o segundo, em fevereiro de 2027. Os demais módulos deverão entrar em atividade gradualmente, entre 2027 e o início de 2028. Quando estiver em plena capacidade, a colheita florestal vai mobilizar cerca de 1.200 profissionais, entre operadores de máquinas, mecânicos, motoristas e equipes de gestão e suporte.

Qualificação profissional

Em paralelo ao recebimento do maquinário, a Arauco vem investindo na qualificação da mão de obra local por meio do Programa Colheita de Talentos. Desenvolvida em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), John Deere e Komatsu, a iniciativa prevê a formação de cerca de 700 operadores e mecânicos florestais. A estratégia visa aliar tecnologia embarcada, eficiência operacional e altos padrões de segurança do trabalho para garantir a sustentabilidade e a previsibilidade do abastecimento de madeira.

Sobre o Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.

Em todas as fases de desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

Sobre a Arauco Brasil

No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega 3.500 colaboradores e conta com cinco unidades industriais brasileiras.

As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR); e, em 2027, a Companhia prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose branqueada em Inocência (MS).

Todas as florestas de eucalipto plantadas pela Arauco no Brasil são certificadas pelo FSC® (Forest Stewardship Council®), que reconhece o manejo florestal ambientalmente adequado, socialmente benéfico e economicamente viável. A Companhia também conta com certificações FSC relacionadas à Cadeia de Custódia, Madeira Controlada, operação Multisite e uso da marca, que abrangem a rastreabilidade da madeira utilizada na produção de painéis, inclusive a adquirida de terceiros. Os painéis também atendem à certificação CARB, relacionada aos baixos níveis de emissão de formaldeído.

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Oportunidade de Trabalho| Arauco Abertura de Vagas para Diversos Cargos em Três Lagoas

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​Uma oportunidade imperdível promete movimentar o mercado de trabalho em Três Lagoas (MS). A multinacional Arauco, em parceria com a consultoria Evoluir RH, realiza um grande processo seletivo presencial nos dias 17 e 18 de setembro de 2026. Se você busca recolocação ou quer dar um salto na carreira, esta é a sua chance.

​As entrevistas acontecem na Escola SESI (Rua Angelina Tebet, nº 807, Bairro Santa Luzia), com portões abertos a partir das 7h30.

Vagas por dia de atendimento

  • Quinta-feira (17/09) – Setor Florestal:
    • ​Operador(a) de Colheita Florestal – Harvester
    • ​Operador(a) de Colheita Florestal – Forwarder
    • Requisito: CNH categoria B.
  • Sexta-feira (18/09) – Manutenção e Transporte Pesado:
    • ​Mecânico(a) I – Borracheiro/Munck (CNH D)
    • ​Mecânico(a) III (CNH D)
    • ​Motorista II – Comboio (CNH D)
    • ​Motorista III – Caminhão Prancha (CNH E)

Como participar

Compareça ao local no dia correspondente à sua área levando documento original com foto e duas cópias atualizadas do currículo impresso. Dúvidas podem ser esclarecidas diretamente pelo telefone/WhatsApp: (67) 98442-9442. Chegue cedo e garanta sua chance!

João Maria Vicente, com Andradina Virtual

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Celulose se consolida como nova locomotiva da indústria de MS

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Em pouco mais de uma década, a indústria da celulose transformou-se em um dos principais motores do desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. O setor ampliou sua participação na economia estadual, consolidou uma forte presença internacional e tornou-se um dos maiores responsáveis pela geração de riqueza na indústria de transformação.

Os números evidenciam esta trajetória. Entre 2010 e 2025, o total de trabalhadores cresceu de 7.004 para 24.430, avanço de 249%. No mesmo período, a receita das exportações saltou de US$ 431,4 milhões para US$ 3,12 bilhões.

Para Ezequiel Resende, a celulose representa a principal novidade da transformação industrial sul-mato-grossense.

“A celulose é uma nova locomotiva. Pelo volume de investimentos, pelo rápido crescimento e pela participação na atividade econômica e industrial do Estado, ela se consolidou como um dos principais ramos da indústria de transformação do Mato Grosso do Sul.”

O valor bruto da produção do setor aumentou de R$ 1,63 bilhão para R$ 20,4 bilhões entre 2010 e 2024, crescimento de 1.148%. Já o volume exportado passou de 857,8 mil toneladas para 6,91 milhões de toneladas.

Segundo o economista-chefe da Fiems, a atividade já ocupa posição de destaque na geração de riqueza industrial.

“Hoje a celulose está entre os segmentos que mais contribuem para a geração de riqueza da indústria de transformação sul-mato-grossense”, afirma.

A evolução do setor também explica parte do aumento do valor agregado das exportações do Estado.

“O melhor exemplo dessa transformação é a celulose. Ganhamos novos produtos de maior valor agregado, alcançamos novos mercados e aumentamos significativamente nossa presença internacional”, destaca Resende.

Baseada em florestas plantadas e integrada a uma cadeia industrial de alta competitividade, a celulose consolidou Mato Grosso do Sul como um dos principais polos do setor no Brasil e no mercado global.

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