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Agronegócios

Frango brasileiro recupera mercados e exportações crescem 29,9%

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As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 519,2 mil toneladas em julho, crescimento de 29,9% sobre o mesmo mês de 2025. A receita chegou a R$ 5,06 bilhões, alta de 34,3%, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O avanço expressivo precisa ser analisado a partir da base de comparação. Em julho do ano passado, importantes compradores mantinham restrições à carne de frango brasileira após o registro de influenza aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial. China, União Europeia (UE) e África do Sul não compraram o produto brasileiro naquele mês.

Com a retomada desses mercados, a China voltou à primeira posição entre os destinos em julho de 2026, com 70,5 mil toneladas. A União Europeia comprou 36,8 mil toneladas, enquanto a África do Sul adquiriu 26,1 mil toneladas.

Os Emirados Árabes Unidos ficaram na segunda colocação, com 41,4 mil toneladas, queda de 19,9%. A Arábia Saudita comprou 39,7 mil toneladas, alta de 26,2%, e o Japão recebeu 38,5 mil toneladas, redução de 10,2%.

A receita cresceu acima do volume exportado, indicando melhora no valor médio do produto. Em julho de 2025, os embarques haviam movimentado R$ 3,76 bilhões. O valor médio por tonelada passou de aproximadamente R$ 9,4 mil para R$ 9,7 mil.

No acumulado entre janeiro e julho, o Brasil exportou 3,455 milhões de toneladas, aumento de 15,2% sobre os 3 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado. A receita avançou 19,3%, de R$ 28,61 bilhões para R$ 34,12 bilhões.

O resultado confirma a recuperação da avicultura depois das suspensões temporárias provocadas pela gripe aviária em 2025. O foco da doença foi controlado sem que o vírus se espalhasse para outras granjas comerciais, permitindo a retomada gradual das vendas aos principais compradores.

O Paraná respondeu por 227,1 mil toneladas em julho, crescimento de 49,3%, e concentrou quase 44% dos embarques nacionais. Santa Catarina ficou em segundo lugar, com 114,4 mil toneladas, alta de 20%.

O Rio Grande do Sul exportou 58 mil toneladas, avanço de 25,5%. São Paulo embarcou 29,2 mil toneladas, crescimento de 9%, enquanto Goiás chegou a 25,8 mil toneladas, alta de 13,3%.

O Brasil ocupa a liderança mundial nas exportações de carne de frango. A ABPA projeta que a produção nacional fique entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre o ano passado. Os embarques podem chegar a 5,875 milhões de toneladas, alta de até 10,3%.

Apesar da recuperação, o setor ainda enfrenta incertezas no mercado europeu. A partir de 3 de setembro, a União Europeia poderá suspender novamente as compras caso o Brasil não seja incluído na lista de países que comprovam o cumprimento das novas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

A possível restrição exigirá rastreabilidade dos medicamentos, controle das rações e separação dos lotes destinados ao mercado europeu. Como o ciclo do frango é mais curto que o dos bovinos, a indústria tem maior capacidade de adaptar rapidamente a produção, mas depende do reconhecimento dos protocolos brasileiros pelas autoridades europeias.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Mercado externo absorve mais 6,3 milhões de toneladas de soja brasileira

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Os compradores internacionais absorveram 6,3 milhões de toneladas de soja brasileira a mais entre janeiro e setembro deste ano do que no mesmo período de 2025. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), os embarques passaram de 95,1 milhões para 101,4 milhões de toneladas, avanço de 6,6%. O resultado mantém a perspectiva de exportar 114 milhões de toneladas até dezembro.

A expansão das vendas encontra reforço nos produtos do processamento da oleaginosa. A programação portuária para outubro prevê o embarque de 2,09 milhões de toneladas de farelo de soja, utilizado na alimentação animal, volume 20,9% superior ao registrado um ano antes. Com essas cargas, o acumulado de janeiro a outubro poderá atingir 21,4 milhões de toneladas, crescimento de 11,9%.

Para a cadeia produtiva, a previsão indica espaço para ampliar as vendas do grão depois de seu processamento pela indústria. Enquanto a soja em grão tem na China seu principal comprador, com 70% dos embarques até setembro, o farelo encontra na Indonésia seu maior destino, responsável por 17% das compras. Países Baixos e Tailândia recebem outros 11% cada.

Dentro do Brasil, outra revisão favorece as perspectivas de escoamento da produção. A estimativa de consumo de milho em 2026 foi elevada de 95 milhões para 98,2 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), conforme os dados apresentados no informativo da Anec. A diferença acrescenta 3,2 milhões de toneladas à demanda anteriormente projetada.

Esse mercado ganha importância para o produtor diante de exportações de milho inferiores às de 2025. Para outubro, estão programadas 5,34 milhões de toneladas, praticamente o mesmo volume de setembro, mas 6,2% abaixo do embarcado em outubro do ano passado. A demanda doméstica mais elevada oferece uma frente adicional para a comercialização do cereal.

A oferta disponível já reflete o encerramento da colheita da segunda safra, que alcançou 99,9% da área. A estimativa de produção total de milho citada no documento é de 144 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

Na soja, o ritmo acumulado permite ao país manter crescimento anual mesmo com a redução sazonal das cargas nesta etapa do calendário. Após embarcar 7,11 milhões de toneladas em setembro, o Brasil tem 6,18 milhões programadas para outubro. Se realizadas, essas operações levarão o total do ano a 107,58 milhões de toneladas, cerca de 6% acima do resultado dos dez primeiros meses de 2025.

A entrada da safra norte-americana amplia a concorrência, e as compras chinesas para entrega imediata seguem mais cautelosas. Os volumes previstos para outubro ainda dependem da execução do calendário de navios e das condições operacionais dos portos.

A comercialização, porém, começa a abrir espaço para a próxima colheita. Os negócios com soja brasileira para entrega em 2027 ganharam força, apoiados por condições mais favoráveis ao processamento futuro do grão pelos compradores. O movimento amplia as oportunidades de negociação para os produtores que iniciam o novo ciclo de plantio.

Fonte: Pensar Agro

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