Mato Grosso do Sul
Ação integrada retira de circulação motocicleta com quase 300 mil reais em multas
Uma fiscalização conjunta entre o DETRAN, a AGETRAN e a GCM resultou na apreensão de uma motocicleta que circulava sem respeitar as regras de trânsito da capital. O veículo acumulava R$ 290.562,00 (duzentos e noventa mil, quinhentos e sessenta e dois reais) em dívidas, decorrentes, em sua grande maioria, de infrações por excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e desrespeito à parada obrigatória.
No momento da abordagem, foi constatado que o motociclista não era o proprietário legal do veículo. “Esse tipo de situação ocorre com frequência com veículos que não são transferidos quando vendidos. Muitos donos realizam a venda ‘na confiança’ e, depois disso, não localizam mais o veículo. Isso acaba tornando o bem um instrumento perigoso, pois pode ser utilizado para a prática de crimes e para o desrespeito às regras de trânsito”, explica o Gerente Especial de Fiscalização e Patrulhamento Viário (GPAV) do Detran-MS, Ruben Ajala.
O Detran-MS ressalta que operações integradas como essa têm o objetivo fundamental de retirar de circulação veículos que operam à margem da legalidade. São casos em que os reais proprietários deixam de exercer a devida responsabilidade sobre o bem, permitindo que ele transite nas mãos de terceiros que cometem sucessivas infrações e acumulam dívidas severas. “Condutas perigosas, como as registradas no histórico dessa motocicleta, colocam em risco direto a vida do próprio piloto e das demais pessoas que compartilham as vias públicas”, enfatiza Ajala.
A responsabilidade sobre a propriedade de veículos
O caso serve como um alerta importante sobre as responsabilidades civil e administrativa que envolvem a posse de um veículo. Quando um automóvel ou motocicleta está registrado no nome de um cidadão, ele é legalmente responsável por tudo o que acontece com aquele bem.
Por essa razão, o órgão reforça que atitudes preventivas no momento da venda são essenciais para resguardar o vendedor. Ao negociar um veículo, é indispensável preencher o documento de transferência, colher as assinaturas, reconhecer firma e efetuar a comunicação de venda imediatamente junto ao Detran-MS. Esse procedimento simples, gratuito e totalmente digital evita que transtornos causados por terceiros — como multas de trânsito, pontuação na CNH e inscrição em dívida ativa — recaiam sobre o antigo dono.
De acordo com a GPAV, a motocicleta recolhida permanecerá retida no pátio do Detran-MS e será inserida em um dos próximos editais de leilão institucional. O valor arrecadado com o arremate do lote será utilizado para abater uma pequena fração do montante devido. No entanto, o proprietário legal do veículo continuará responsável por quitar o saldo devedor remanescente junto ao Estado, incluindo impostos acumulados, como o IPVA.
Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS
Fotos: GPAV
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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