Mato Grosso do Sul
Semana do Cinema Japonês leva cultura, história e tradição ao Museu da Imagem e do Som
O Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, realiza entre os dias 15 e 18 de junho a Semana do Cinema Japonês, com sessões gratuitas sempre às 19 horas, seguidas de debates educativos abertos ao público. A mostra reúne produções de diferentes épocas e estilos, oferecendo um amplo panorama sobre a sociedade, a história e os valores culturais do Japão.
Com curadoria do cinéfilo e estudioso da história e cultura japonesas, Celso Higa e do professor dos cursos de Audiovisual e Jornalismo da Ubiversidade Federal de Mato Grosso do Sul, Júlio Bezerra, a programação foi pensada como um convite à reflexão sobre a identidade japonesa em suas múltiplas dimensões.
Integrando as celebrações da Semana da Imigração Japonesa, a mostra homenageia o legado construído pelos imigrantes e seus descendentes ao longo de mais de um século. Em Mato Grosso do Sul, segunda maior colônia do Brasil, a cultura nipo-brasileira deixou marcas profundas na agricultura, na educação, nas artes e nos costumes. A programação convida o público a uma viagem pelas narrativas, memórias e valores, celebrando uma herança que continua viva no cotidiano sul-mato-grossense.
Ao reunir obras produzidas entre as décadas de 1950 e 2000, a mostra demonstra a riqueza e a diversidade de uma cinematografia reconhecida mundialmente pela profundidade de seus temas e pela sensibilidade de seus realizadores.
Das relações entre juventude e diversidade cultural às cicatrizes da guerra, dos dramas familiares às narrativas históricas inspiradas no período feudal, cada obra revela aspectos distintos de um país cuja tradição e modernidade convivem de forma singular.
Confira a programação
A abertura da mostra, no dia 15 de junho, acontece com Linda, Linda, Linda (2005), do diretor Yamashita Nobuhiro. A comédia musical acompanha três estudantes que convidam uma intercambista sul-coreana para assumir os vocais de sua banda às vésperas de um festival escolar. Com sensibilidade e humor, o filme aborda temas como amizade, juventude, convivência intercultural e a força da música como linguagem universal, refletindo uma sociedade japonesa contemporânea cada vez mais conectada ao mundo.
No dia 16, será exibido Fogo na Planície (1959), clássico dirigido por Kon Ichikawa. Ambientado nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, o longa acompanha soldados japoneses abandonados nas Filipinas e confrontados com a fome, a solidão e o colapso dos valores da guerra. Considerada uma das mais importantes obras pacifistas do cinema japonês, a produção oferece uma reflexão profunda sobre os traumas do conflito e a reconstrução moral do Japão no pós-guerra.
A programação segue no dia 17 com Nuvens Dispersas (1967), último filme do renomado diretor Mikio Naruse. O drama explora sentimentos de perda, culpa e redenção por meio da relação entre uma viúva e o homem responsável pela morte de seu marido. Ao retratar conflitos familiares, expectativas sociais e transformações nas relações humanas, a obra revela aspectos da vida cotidiana japonesa e da delicada complexidade emocional presente em grande parte da cinematografia do país.
Encerrando a mostra, no dia 18, será exibido O Castelo da Coruja (1999), dirigido por Masahiro Shinoda. Ambientado no período feudal, o filme acompanha uma trama de vingança envolvendo guerreiros e figuras históricas ligadas aos processos de unificação do Japão. A narrativa permite ao público entrar em contato com elementos marcantes da cultura japonesa tradicional, como os códigos de honra, as disputas de poder e o imaginário dos ninjas e samurais, presentes até hoje na memória cultural do país.
Museu da Imagem e do Som
A mostra reforça o compromisso do MIS em promover o acesso à cultura, ampliar o repertório audiovisual do público sul-mato-grossense e estimular o diálogo sobre diferentes sociedades por meio da linguagem cinematográfica.
As sessões são gratuitas e podem ser acompanhadas na sala de exibições do MIS, que fica no 3º andar do Memorial da Cultura e Cidadania, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro de Campo Grande.
Serviço
15 de junho (segunda-feira) – 19h
Linda, Linda, Linda (2005)
16 de junho (terça-feira) – 19h
Fogo na Planície (1959)
17 de junho (quarta-feira) – 19h
Nuvens Dispersas (1967)
18 de junho (quinta-feira) – 19h
O Castelo da Coruja (1999)
Comunicação Setesc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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