TRÊS LAGOAS
Pesquisar
Close this search box.

Mato Grosso do Sul

Saúde ambiental em foco: evento debate desafios climáticos e vigilância em Mato Grosso do Sul

Publicado em

Evento promovido pela SES discute mudanças climáticas, intoxicações, qualidade da água, desastres, animais peçonhentos e brucelose, fortalecendo a atuação da vigilância em saúde em MS

As mudanças climáticas, os desastres ambientais, a contaminação por agrotóxicos, a qualidade da água e o surgimento de novos desafios sanitários estão no centro dos debates da Semana da Saúde Ambiental e Toxicológica, promovida pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) em Campo Grande. Reunindo gestores, técnicos, pesquisadores e representantes de instituições parceiras, o evento promove três dias de capacitação, troca de experiências e discussão sobre estratégias para proteger a população diante dos impactos ambientais na saúde.

Saúde e meio ambiente caminham juntos

Na abertura do evento, a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou a importância da integração entre diferentes instituições e profissionais para fortalecer ações que promovam qualidade de vida e proteção ambiental.

“Este é um ano muito especial e também desafiador para o Brasil. Todos nós acompanhamos os impactos dos eventos climáticos extremos que atingiram diferentes regiões do país, especialmente as fortes chuvas registradas no Sul e no Sudeste. Esses acontecimentos reforçam a importância de estarmos preparados para enfrentar as mudanças que já estão acontecendo e que impactam diretamente a saúde da população”, afirmou.

A gestora também ressaltou que a conscientização ambiental ainda é um desafio coletivo e que os profissionais da saúde têm papel fundamental nesse processo.

“Como profissionais da saúde, como formadores de opinião e como cidadãos, temos o dever de estimular e incentivar a preservação ambiental. Precisamos compreender que fazemos parte desse processo e que nossas ações têm impacto direto sobre a qualidade de vida das atuais e futuras gerações”, acrescentou.

Programação aborda vigilância, intoxicações e emergências em saúde

Com uma programação abrangente, a Semana da Saúde Ambiental e Toxicológica reúne especialistas de Mato Grosso do Sul e de órgãos federais para discutir temas estratégicos da vigilância em saúde ambiental.

Entre os assuntos abordados estão os impactos dos agrotóxicos na saúde humana, a vigilância da qualidade da água para consumo humano, a relação entre saneamento básico e doenças diarreicas, a preparação da área da saúde para as mudanças climáticas, além das ações voltadas ao monitoramento da poluição atmosférica, contaminação do solo e exposição a substâncias químicas.

O coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, Karyston Machado, explicou que a iniciativa foi organizada em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, e tem como principal objetivo fortalecer as ações integradas desenvolvidas pela área.

“A Secretaria de Estado de Saúde está promovendo essa iniciativa com o objetivo de fortalecer as ações integradas da Vigilância em Saúde Ambiental e das áreas relacionadas à toxicologia”, destacou.

Segundo ele, a programação contempla temas ligados às intoxicações por agrotóxicos e acidentes envolvendo animais peçonhentos, além de dedicar um dia inteiro à discussão da brucelose humana e animal.

“O evento também reúne iniciativas, projetos e estratégias voltados à vigilância em saúde ambiental, promovendo discussões sobre monitoramento, prevenção, preparação para emergências e proteção da população diante dos diferentes riscos ambientais, fortalecendo cada vez mais essa pauta dentro da SES”, explicou.

Mudanças climáticas ampliam desafios para a saúde pública

Um dos destaques da programação é a discussão sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde pública e a necessidade de adaptação dos serviços diante do aumento da frequência de eventos extremos.

Consultora técnica do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Rafaela Ferreira ressaltou que a área da saúde passou a ocupar posição estratégica nesse debate nos últimos anos.

“Até pouco tempo atrás, a área da saúde não era vista como protagonista dentro do contexto das mudanças climáticas. Hoje, porém, existe um movimento internacional muito forte que tem colocado essa discussão em evidência”, afirmou.

De acordo com a especialista, o aumento da ocorrência de desastres, as alterações no comportamento de vetores e a mudança na dinâmica de circulação de agentes causadores de doenças têm provocado impactos cada vez maiores sobre os sistemas de saúde.

“Os dados epidemiológicos mostram o crescimento de diferentes agravos e doenças, além do aumento da demanda sobre os serviços de saúde. Por isso, reunir os municípios para discutir as mudanças ambientais e sua relação direta com a saúde é extremamente importante”, pontuou.

Rafaela também destacou o AdaptaSUS, Plano de Adaptação da Saúde às Mudanças Climáticas, que recebeu financiamento internacional e estabelece metas para fortalecer a preparação dos serviços de saúde em todo o país.

“Nosso objetivo é preparar os serviços de saúde para que, diante de desastres, emergências ou epidemias, possamos oferecer uma resposta rápida, organizada e eficiente, minimizando os impactos para a população”, enfatizou.

Participação do público e troca de experiências

Além das palestras técnicas, a programação conta com mesas-redondas, debates e espaços para interação entre os participantes, promovendo a troca de experiências entre municípios e instituições.

Outra atração é a exposição de animais peçonhentos e não peçonhentos, realizada em parceria com o biotério da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), permitindo aos participantes ampliar conhecimentos sobre identificação, prevenção de acidentes e manejo adequado desses animais.

Durante os três dias de evento, a iniciativa reforça a importância da integração entre dados, pessoas e ações para fortalecer a vigilância em saúde ambiental e ampliar a capacidade de resposta do SUS (Sistema Único de Saúde) diante dos desafios impostos pelas transformações ambientais e climáticas.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima

Fonte: Governo MS

Comentários Facebook

Mato Grosso do Sul

Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS

Published

on

Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.

Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.

O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.

O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News

Comentários Facebook
Continue Reading

Mato Grosso do Sul

Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

Published

on

MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

Comentários Facebook
Continue Reading

TRÊS LAGOAS

ÁGUA CLARA

CÂMARA DE TRÊS LAGOAS

SUZANO

ELDORADO

Assembléia Legislativa MS

Mato Grosso do Sul

POLICIAL

Mais Lidas da Semana