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É falsa a história de mulher demitida após pedir para faltar ao trabalho para cuidar de bebê reborn

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Tem circulado nas redes sociais e em grupos de mensagens uma história curiosa: a de uma mulher que teria sido demitida após solicitar afastamento do trabalho para cuidar de um bebê reborn. Há, inclusive, versões distintas do caso.

Em uma delas, a mulher seria moradora de Quedas do Iguaçu (PR); em outra, de Itapema (SC); e em uma terceira, de São Gonçalo (RJ). A história varia apenas nos nomes e locais, mantendo os mesmos elementos centrais: uma mulher com forte ligação com o boneco, um pedido de afastamento baseado em atestado psicológico e a negativa da empresa, culminando na demissão. Veja a íntegra de uma das versões abaixo:

Versão 1: Quedense é demitida após pedir afastamento do trabalho para cuidar de bebê reborn Uma moradora de Quedas do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, foi demitida após solicitar afastamento do trabalho alegando que precisava cuidar de um bebê reborn — uma boneca hiper-realista que imita um recém-nascido. A mulher, que teria fortes laços emocionais com o boneco, afirmou que o considerava sua filha.

“Eu só queria cuidar da minha filha”, disse ela, visivelmente abalada. O nome da mulher não foi divulgado. Segundo relatos, ela chegou a apresentar atestado psicológico e pediu que a empresa entendesse sua situação emocional. Porém, o pedido não foi aceito, e ela acabou sendo desligada da função. O caso repercutiu entre os moradores, com opiniões divididas: enquanto alguns demonstraram apoio à mulher, outros questionaram a atitude. “Em Quedas a gente já viu de tudo, mas isso foi novidade”, comentou um popular.

Versão 2: Uma moradora de Itapema, no litoral de Santa Catarina, foi demitida após solicitar afastamento do trabalho com o objetivo de cuidar de um bebê reborn, uma boneca hiper-realista que simula um recém-nascido. Segundo relatos, a mulher considerava o boneco como sua filha e justificou a solicitação com base em questões emocionais.
“Eu só queria cuidar da minha filha”, afirmou a mulher, que não teve seu nome divulgado.

Versão 3: Luciana Andrade, de 34 anos, moradora do bairro Galo Branco, em São Gonçalo, surpreendeu colegas e superiores ao solicitar um afastamento temporário do emprego para cuidar de seu “filho”, um bebê reborn chamado Miguel. A boneco, feita com impressionante realismo, tornou-se o centro da vida de Luciana após um episódio de luto profundo. Segundo ela, o vínculo emocional com Miguel era tão forte que precisava dedicar-se integralmente à sua rotina: alimentá-lo, dar banho, trocar roupas e até levá-lo para passeios diários no carrinho pelas ruas do bairro.

A empresa onde Luciana trabalhava, uma distribuidora de peças automotivas, inicialmente pensou se tratar de uma brincadeira. Contudo, diante da insistência dela e da apresentação de um atestado psicológico, o RH decidiu negar o pedido, alegando que Miguel não era um dependente legal. Dias depois, Luciana foi demitida sob a justificativa de “incompatibilidade com as exigências da função”. O caso está ganhando repercussão nas redes sociais, enquanto muitos leitores demonstraram empatia, reconhecendo a dor de Luciana e sua busca por consolo, outros criticaram a decisão como um sinal de desequilíbrio emocional. “Miguel me ajudou a não desistir da vida. Se perdi o emprego, foi porque ele não entendia o amor de uma mãe.”

Checagem

A narrativa rapidamente chamou atenção por sua natureza inusitada e emocional e chegou até a virar notícia em alguns veículos da mídia “menos atentos”. Para checar, vamos responder a três perguntas: 1) É verdade que uma mulher foi demitida por pedir afastamento para cuidar de um bebê reborn? 2) O caso aconteceu em alguma das cidades mencionadas? 3) Há outras fake news similares sobre o assunto?

É verdade que uma mulher foi demitida por pedir afastamento para cuidar de um bebê reborn?

Não, essa história é falsa. O primeiro ponto que nos faz ficar desconfiados está na temática da história. Como já apontamos (e vamos aprofundar no último tópico), o tema bebê reborn tem sido uma campo fértil para desinformação na internet. Além disso, a forma que a história foi apresentada nos faz crer que se trata de um fake.

O enredo é montado com apelo emocional e mistura elementos plausíveis com absurdos, como a empresa supostamente ser obrigada a aceitar um boneco como dependente. Não há qualquer evidência real, documento, vídeo ou registro formal da demissão em nenhuma empresa que aponte para esse motivo. Além disso, o fato da mesma notícia ter saído como se fosse de diversas cidades também denota a farsa.

O caso aconteceu em alguma das cidades mencionadas?

Também não. A inconsistência é uma das marcas típicas de boatos. A mesma narrativa foi replicada com mudanças de local — ora em Quedas do Iguaçu (PR), ora em Itapema (SC), ora em São Gonçalo (RJ). Esse tipo de multiplicação é comum em conteúdos criados para viralizar e aumentar o apelo da história. Vale apontar que todas as versões da história seguem a mesma estrutura e não há nenhuma notícia com repercussões do caso (o que seria normal em casos de fakes como estes).

Há outras fake news similares sobre o assunto?

Sim. O tema “bêbe reborn” tem sido comum em termos de desinformação na internet. A indignação causada com algumas notícias sobre o assunto tem feito com que pessoas acreditem que há pedidos de Bolsa Família e atendimento no SUS para bêbe reborn e até que o Papa Leão XIV condenou as pessoas que gostam da boneca. O número foi tão grande que o Boatos.org fez até uma lista de principais fakes. 

Conclusão

A história de que uma mulher foi demitida por pedir afastamento do trabalho para cuidar de um bebê reborn é completamente inventada. Não há registros confiáveis do caso, e o fato de a narrativa surgir com os mesmos elementos em diferentes locais evidencia seu caráter fantasioso.

Fonte:Boatos.org

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Slow sex: desacelerar o sexo pode ser a resposta para o prazer em tempos de ansiedade

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Em uma sociedade marcada pela pressa, pelo excesso de estímulos e pela cobrança constante por desempenho, o sexo também entrou no modo automático. É nesse cenário que o slow sex surge como uma proposta de reconexão: menos foco em resultado, mais atenção à presença, ao corpo e à troca entre as pessoas.

Apesar de o conceito ainda ser pouco conhecido, dados extraídos de uma enquete feita com mais de 6 mil usuários do Sexlog mostram que a necessidade de desacelerar já é sentida na prática:  76,9% acreditam que desacelerar melhora o prazer sexual. Ao mesmo tempo, 82,4% nunca ouviram falar em slow sex. Esse contraste indica que, mesmo sem conhecer o termo, grande parte das pessoas reconhece que algo precisa mudar na forma como vive a intimidade.

Sexo no automático cresce com a idade e com a rotina

O levantamento mostra que a sensação de “transar no automático” se intensifica conforme a idade avança. Entre os usuários de 35 a 54 anos, faixa etária que concentra a maior parte da amostra, mais da metade afirma que vive o sexo no automático sempre, frequentemente ou pelo menos às vezes.

Para a neuropsicanalista clínica e especialista em relações contemporâneas Sanny Rodrigues, essa queixa é recorrente no consultório. “As pessoas querem sexo, mas estão emocionalmente desconectadas do próprio corpo e, muitas vezes, do corpo do parceiro ou da parceira. O sexo acontece, mas sem intensidade e sem envolvimento verdadeiro”, explica.

Segundo ela, rotina, cansaço e falta de investimento consciente transformam a sexualidade em algo funcional. “Assim como outras áreas da vida, o sexo também precisa de cuidado para não cair no automático.”

Relacionamentos longos sentem mais o peso da repetição

Quando o recorte é feito por tipo de relacionamento, os dados reforçam essa leitura. Usuários casados ou em relações longas tendem a relatar mais variações no ritmo do sexo e maior sensação de repetição, enquanto solteiros aparecem com percepções mais diversas sobre o ritmo da vida sexual.

Para Sanny, o problema não é a duração do vínculo, mas a perda de presença. “Em relacionamentos longos, o cotidiano ocupa o lugar da atenção. Sem diálogo e cuidado, o sexo vira repetição funcional. Não é falta de desejo, é falta de investimento consciente”, afirma.

Nesse contexto, o slow sex não propõe “fazer algo diferente”, mas estar diferente no encontro. “Menos pressa costuma gerar mais intimidade”, resume a especialista.

Ansiedade afeta o prazer e desperta curiosidade por novas formas de viver o sexo

A pesquisa também mostra que 56,4% dos usuários dizem que ansiedade ou cansaço atrapalham o prazer sexual muitas ou algumas vezes, e quase 60% já deixaram de transar por estarem estressados ou sem energia mental. Entre esse grupo, cresce o interesse por propostas que tirem o foco da performance e devolvam o sexo à experiência sensorial.

Isso ajuda a explicar por que, mesmo com pouco conhecimento sobre o tema, 35,5% dos usuários afirmam ter curiosidade sobre slow sex. Para Sanny, a relação entre ansiedade e prazer é direta: “Quando a pessoa está ansiosa, o corpo entra em estado de alerta. Um corpo em alerta não relaxa, ele se protege. O desejo até pode existir, mas o prazer não acompanha.”

Ela ressalta que não se trata de falta de vontade, mas de segurança corporal. “Não é um corpo que não deseja. É um corpo que não se sente seguro para sentir.”

Falta de conexão reforça a crença de que desacelerar pode ajudar

Entre os principais fatores que prejudicam o prazer sexual hoje, os usuários apontam cansaço físico, falta de conexão com o parceiro(a), falta de tempo e distrações como celular e trabalho. A combinação desses elementos ajuda a entender por que a maioria acredita que desacelerar pode melhorar a experiência sexual.

Para a especialista, essa percepção funciona como uma validação emocional da proposta do slow sex. “Quando o orgasmo vira objetivo, o sexo deixa de ser encontro e vira teste. Quanto mais cobrança, menos o corpo responde”, explica. “Desacelerar tira o foco do resultado e devolve o prazer ao processo.”

Slow sex não é sobre tempo, mas sobre presença

Segundo Sanny, o slow sex não é uma técnica nem uma regra sobre duração. “Não tem a ver com transar por mais tempo, mas com qualidade de presença. Envolve conversa, cuidado, pausas, atenção, olho no olho. O sexo deixa de ser só um ato físico e passa a ser uma experiência de troca.”

A abordagem pode, inclusive, ser vivida em encontros casuais. “Slow sex não depende do tipo de vínculo, mas do nível de consciência envolvido. Onde há presença e diálogo, a experiência pode ser mais respeitosa e satisfatória.”

Para quem deseja começar, a especialista sugere olhar além da cama. “O sexo acompanha o ritmo que a pessoa sustenta na vida. Reduzir distrações, respirar melhor, prestar atenção no toque e até usar a música como aliada já muda muita coisa. Presença é simples e transformadora.”

Em um cenário de excesso, Sanny não vê o slow sex como moda. “É uma resposta a um cansaço coletivo. Não é tendência passageira, é reconexão com o corpo.”

Sobre o Sexlog

Com mais de 23 milhões de usuários, o Sexlog é a maior rede social de sexo e swing do Brasil. A plataforma oferece um espaço seguro para a troca de mensagens, encontros e divulgação de eventos, conectando casais e solteiros que desejam explorar sua sexualidade de maneira livre e consensual.

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A menina que não sente dor, fome e sono

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Olivia Farnsworth é uma adolescente britânica de Huddersfield que possui uma condição genética extremamente rara conhecida como deleção do cromossomo 6p. Essa anomalia faz com que ela não sinta dor, fome ou cansaço — um conjunto de sintomas tão incomum que Olivia é considerada a única pessoa no mundo a apresentar todos os três simultaneamente.

O que é a deleção do cromossomo 6p?

A deleção do cromossomo 6p é uma condição genética em que uma parte do braço curto (p) do cromossomo 6 está ausente. Essa região contém genes importantes relacionados ao sistema imunológico e ao desenvolvimento neurológico. A ausência desses genes pode levar a uma variedade de sintomas, incluindo insensibilidade à dor, falta de apetite e distúrbios do sono

Impactos no cotidiano

A condição de Olivia apresenta desafios significativos para sua saúde e segurança:ndtv.com

  • Insensibilidade à dor: Ela pode sofrer ferimentos graves sem perceber, o que requer vigilância constante para evitar complicações.

  • Ausência de fome: Sem a sensação de fome, Olivia precisa seguir uma dieta rigorosa para garantir a ingestão adequada de nutrientes e evitar a desnutrição.

  • Distúrbios do sono: Ela consegue funcionar com apenas duas horas de sono por noite, o que pode afetar seu desenvolvimento e bem-estar geral.

Um caso único

Embora existam cerca de 100 casos documentados de deleção do cromossomo 6p, Olivia é o único caso conhecido que apresenta simultaneamente a ausência de dor, fome e necessidade de sono. Sua condição continua a ser objeto de estudo por médicos e cientistas interessados em entender melhor os mecanismos genéticos envolvidos.

Para uma visão mais detalhada sobre a história de Olivia Farnsworth, você pode assistir ao seguinte vídeo:

She Can’t Feel Pain, Hunger, or Danger

Por .geneticeducation.co.in

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