Mato Grosso do Sul
MS abre caminhos para a inclusão: venezuelano recebe CNH brasileira e avança no mercado de trabalho
Entrega da habilitação simboliza acolhimento e geração de oportunidades, reforçando o compromisso do Estado com a inserção profissional e o desenvolvimento econômico
Mato Grosso do Sul dá mais um passo significativo na inclusão social e na geração de empregos com a entrega da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ao venezuelano Grégori José Espin Leon, nesta segunda-feira (10). A ação simboliza um marco na política estadual de acolhimento e inserção de imigrantes no mercado de trabalho, oferecendo oportunidades reais de recomeço a quem busca um novo futuro.
A entrega da CNH foi viabilizada pelo Governo do Estado, por meio do Detran-MS, em parceria com o Sest Senat e o Consórcio Guaicurus. Essa ação faz parte da Operação Acolhida, iniciativa do Exército Brasileiro com apoio da ONU, voltada para a interiorização de venezuelanos no Brasil.
Com a documentação regularizada, Grégori passará a atuar como motorista no Consórcio Guaicurus, saindo da função de manobrista. Nos próximos meses, outros trabalhadores estrangeiros seguirão o mesmo caminho, consolidando o Estado como referência nacional em acolhimento e empregabilidade de migrantes.
O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou o compromisso do Mato Grosso do Sul em garantir dignidade e oportunidades para todos. “Essa iniciativa não apenas transforma a vida de um trabalhador e sua família, mas também reflete um Estado comprometido com a inclusão e o desenvolvimento. Estamos mostrando que é possível unir forças para acolher, qualificar e gerar oportunidades reais de emprego, promovendo justiça social e crescimento econômico”, afirmou.
A participação ativa do Detran-MS no processo de desburocratização da validação de CNHs estrangeiras foi essencial para garantir a rápida inserção dos imigrantes no mercado de trabalho. Para o diretor-presidente do órgão, Rudel Trindade Júnior, a iniciativa é um reflexo da visão moderna e humanizada do Estado. “Estamos adotando soluções inovadoras que facilitam a vida dos trabalhadores e impulsionam a economia. Com processos mais eficientes, conseguimos garantir que essas pessoas possam exercer suas profissões com dignidade e segurança”, ressaltou.
Grégori José Espin Leon celebrou a conquista, ressaltando que a regularização da CNH representa muito mais do que um documento. “Essa oportunidade significa um recomeço para mim e para minha família. A possibilidade de trabalhar e construir um futuro com segurança me dá esperança. Sou muito grato a todos que tornaram isso possível”, disse emocionado.
O programa também representa um modelo a ser replicado em outros estados. Mato Grosso do Sul tem se destacado na formação e empregabilidade de motoristas, através de iniciativas como o Voucher Transportador e o Programa Estadual de Qualificação Profissional. Até janeiro, foram entregues 1.426 CNHs, sendo 954 apenas em Campo Grande. Mais de 2 mil pessoas participaram ou estão em processo de capacitação, com 1.449 delas já empregadas, evidenciando o impacto positivo do programa.
Ao final do evento, uma homenagem foi prestada ao Coronel Antônio Vamilton Lopes de França Filho, que teve papel fundamental na acolhida de venezuelanos em Pacaraima, Roraima. Seu legado reforça a importância da solidariedade e do comprometimento com aqueles que buscam um futuro melhor.
“Mato Grosso do Sul é um estado que cresce com o trabalho e a dedicação de sua gente, e isso inclui aqueles que chegam aqui buscando um recomeço. Nossa missão é garantir que ninguém seja deixado para trás, seja um sul-mato-grossense de nascimento ou alguém que escolheu nossa terra para viver e contribuir. E assim, todos podemos prosperar juntos”, afirma Barbosinha.
Com essa iniciativa, Mato Grosso do Sul não apenas reafirma seu compromisso com a inclusão social e o desenvolvimento econômico, mas também se consolida como referência nacional na acolhida humanizada e na geração de oportunidades para migrantes e refugiados.
Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria
Fotos: João Garrigó
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Como proteger idosos durante temporais e outras emergências climáticas
Especialista orienta a preparar a casa e a família para protegê-los em situações de emergência
Os temporais que atingiram Mato Grosso do Sul nos últimos dias deixaram ruas bloqueadas, árvores e postes derrubados, imóveis danificados e bairros inteiros sem energia elétrica. Em alguns pontos de Campo Grande, por exemplo, o fornecimento demorou mais de 36 horas para ser restabelecido, afetando diversas residências, muitas delas com moradores idosos.
Mato Grosso do Sul tem cerca de 391 mil pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,18% da população do Estado, segundo dados do Censo 2022 do IBGE. O número ajuda a dimensionar a importância de um cuidado muitas vezes deixado de lado: preparar a casa e a família para situações de emergência provocadas por chuvas intensas, ventos fortes e interrupções prolongadas de serviços essenciais.
Para pessoas idosas, episódios desse tipo podem trazer dificuldades adicionais. Mobilidade reduzida, uso contínuo de medicamentos, dependência de equipamentos elétricos e limitações visuais ou auditivas podem tornar mais difícil reagir rapidamente a uma situação de risco.
Para Denis Corrêa, sócio e diretor comercial e estratégico da CoreHelp, instituição especializada na capacitação para atendimento de emergências, esse planejamento precisa começar antes que a tempestade chegue.
“Em uma emergência, não é o momento de descobrir quem vai ajudar o idoso, onde estão os medicamentos ou como ele poderá deixar a casa se isso for necessário. A família precisa pensar previamente nesses cenários e definir um plano simples, que todos conheçam e consigam executar”, orienta.
A atenção a esse público também está prevista no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil 2025/2035, que estabelece que as estratégias de prevenção e resposta a desastres devem considerar prioritariamente pessoas idosas, pessoas com deficiência e aquelas com mobilidade reduzida.
O plano de resposta rápida doméstico
Denis chama esse conjunto de cuidados de plano de resposta rápida doméstico. A ideia é simples: deixar organizado, antes de qualquer problema, aquilo que a família vai precisar saber e fazer quando uma emergência acontecer. Não exige equipamentos caros nem conhecimento técnico, apenas conversa, organização e informação em lugar fácil de encontrar.
O primeiro passo é deixar os números de emergência visíveis para todos os moradores da casa, como na porta da geladeira, perto do telefone fixo ou na entrada do imóvel. Devem estar anotados o SAMU (192), a Polícia Militar (190), o Corpo de Bombeiros (193) e a Defesa Civil (199), além do telefone da companhia de energia. Também vale salvar esses contatos no celular do idoso e dos familiares mais próximos.
“Na hora do susto, muita gente esquece até o número mais conhecido. Quando a informação está escrita e à vista, qualquer pessoa da casa consegue pedir ajuda, inclusive uma criança ou uma visita”, explica Denis.
O plano também deve indicar quais hospitais da região estão preparados para atender casos de infarto e de AVC. Nessas situações, cada minuto faz diferença, e saber com antecedência para onde ir evita perda de tempo e deslocamentos desnecessários. O ideal é que a família confirme essas informações com o médico que acompanha o idoso ou com a rede de saúde do município.
Outro ponto importante é combinar qual familiar deve ser avisado primeiro em caso de emergência. Definir essa pessoa, e também uma segunda opção caso ela não atenda, evita ligações desencontradas e garante que alguém de confiança acompanhe a situação desde o início.
Por fim, a família precisa pensar em como sair rapidamente do imóvel, se for necessário. Isso inclui saber por qual porta sair, manter as chaves sempre no mesmo lugar, deixar corredores e passagens livres, ter uma lanterna de fácil acesso e combinar um ponto de encontro seguro fora da casa.
O que mais precisa estar previsto
Cada idoso tem necessidades próprias. Uma pessoa independente e com boa mobilidade terá demandas diferentes de alguém que precisa de ajuda para caminhar, usa cadeira de rodas, faz tratamento contínuo ou tem alguma condição que dificulte a comunicação ou a orientação.
A família deve definir quem poderá ajudar em uma eventual saída do imóvel, para onde o idoso será levado e como será feito esse deslocamento. Também é importante manter à mão informações sobre medicamentos, receitas, contatos de familiares, médicos e serviços de emergência.
Para quem usa medicamentos todos os dias, a recomendação é manter as receitas organizadas e acompanhar o estoque, principalmente quando houver previsão de temporais, já que sair de casa pode ficar difícil. Idosos que usam aparelhos auditivos também devem ter pilhas extras ou o carregador sempre abastecido, para não perderem a capacidade de ouvir alertas e orientações durante a emergência.
A falta de energia também merece atenção. Além de deixar a casa no escuro e aumentar o risco de quedas, uma interrupção longa pode afetar equipamentos usados nos cuidados com o idoso, a conservação de alguns medicamentos e até a comunicação com a família.
“É importante que a família saiba antecipadamente se existe algum equipamento que não pode ficar sem energia, quais são as alternativas disponíveis e para quem deve ligar. Improvisar durante o temporal aumenta muito a chance de uma decisão errada”, afirma Denis.
Nem sempre sair de casa é a primeira opção
Outra preocupação é evitar decisões apressadas. Retirar um idoso de casa durante uma chuva forte, sem que exista risco imediato no imóvel, pode expô-lo a outros perigos, como ruas alagadas, fios elétricos, árvores instáveis e quedas no caminho.
A decisão deve levar em conta as condições da casa, os alertas dos órgãos de emergência e, principalmente, a segurança do trajeto.
“Existe uma tendência natural de querer resolver tudo rapidamente, mas, em uma situação de emergência, a primeira análise deve ser sempre de segurança. Se há fios caídos, água subindo, estruturas comprometidas ou risco de queda de árvores, é preciso avaliar antes de colocar uma pessoa com mobilidade reduzida naquele ambiente”, explica o especialista.
Se for preciso deixar o imóvel, documentos pessoais, medicamentos, receitas, água e outros itens indispensáveis ao cuidado devem estar reunidos em uma bolsa ou mochila que possa ser levada rapidamente.
Também é importante que o plano não dependa de uma única pessoa. Familiares, cuidadores e vizinhos de confiança podem conhecer as necessidades daquele morador e saber como ajudar caso o responsável não consiga chegar.
Depois da chuva, os riscos continuam
O fim do temporal não significa o fim da emergência. Casas sem energia, pisos molhados, objetos fora do lugar, telhados danificados, galhos e fios espalhados pelo terreno podem criar novos riscos dentro e fora da residência.
Para idosos com dificuldade de equilíbrio, locomoção ou visão, pequenas mudanças no ambiente já aumentam a chance de quedas e outros acidentes.
Antes que o idoso volte a circular normalmente pela casa, a recomendação é verificar se há água no chão, objetos bloqueando a passagem, danos na estrutura ou qualquer alteração que dificulte a locomoção. Áreas próximas a fios, árvores caídas, postes e estruturas danificadas devem ser isoladas até a avaliação de profissionais.
Com essas medidas combinadas antes, a família reduz os improvisos justamente quando precisa decidir rápido. Um plano simples, com números de emergência à vista, hospitais de referência, contatos definidos, medicamentos organizados, rotas de saída e as necessidades específicas do idoso, torna a resposta mais segura antes, durante e depois de um temporal.
Mato Grosso do Sul
Inmet alerta para tempestades com ventos de até 90 km/h em MS; Energisa reforça orientações de segurança
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de tempestade para Mato Grosso do Sul, válidos a partir deste sábado (19), com instabilidade prevista até a segunda-feira (21). A previsão indica chuvas intensas, granizo, raios e ventos de até 90 km/h, afetando principalmente a região sul do estado.
Diante do risco de queda de árvores e lançamento de objetos sobre a fiação de energia, a Energisa-MS orienta a população a reforçar a segurança durante as tempestades:
- Distância de Segurança: Em caso de cabos rompidos, árvores ou objetos sobre a rede elétrica, mantenha distância e jamais tente mover o material, mesmo que a região pareça sem energia.
- Canais de Atendimento: Caso identifique ocorrências na rede, acione a concessionária imediatamente pelos meios oficiais:
- WhatsApp (Gisa): (67) 99980-0698
- Aplicativo: Energisa On
- Telefone: 0800 722 7272
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