TRÊS LAGOAS
Pesquisar
Close this search box.

Mato Grosso do Sul

Mulheres na liderança: gestoras destacam desafios e conquistas na Educação sul-mato-grossense

Publicado em

Servidoras compartilham suas experiências e reforçam a importância da presença feminina em espaços de liderança

A presença da mulher em cargos de liderança tem se tornado cada vez mais expressiva, mas ainda enfrenta desafios. No setor educacional, onde historicamente as mulheres são maioria como professoras, a ocupação de cargos de gestão exige esforço, resiliência e dedicação. Diretoras de escolas e gestoras educacionais compartilharam suas experiências sobre essa trajetória, destacando a importância da valorização da mulher e o impacto do olhar feminino na administração escolar.

Entre os depoimentos, a fala da diretora da Escola Cívico-Militar Professor Alberto Elpídio Ferreira Dias, Fernanda Bucalon, ganha destaque. Sendo a primeira mulher a assumir a gestão de uma instituição desse modelo em Campo Grande, ela relata o impacto de sua presença em um ambiente tradicionalmente masculino.

“Ocupar esse espaço como mulher é, sem dúvida, um grande desafio. Meu objetivo não é buscar uma igualdade a qualquer custo, mas sim uma igualdade baseada no respeito e na valorização das nossas capacidades. A gestão feminina traz um olhar mais humanizado, atento aos detalhes que fazem a diferença no dia a dia da escola. Esse olhar não apenas soluciona problemas, mas enxerga oportunidades de transformação”, relata Fernanda.

Fernanda

Ela também reforça que sua trajetória pode inspirar outras mulheres a ocuparem espaços de liderança. “Ser reconhecida em um ambiente majoritariamente masculino é um privilégio, mas também uma responsabilidade. Me sinto respeitada e valorizada pelos meus colegas, mas faço questão de trazer minha identidade para a gestão, buscando os mesmos resultados com um olhar diferenciado”.

Recentemente, a gestora viveu um momento marcante em sua carreira ao receber uma homenagem surpresa da comunidade escolar no seu aniversário. “Os portões da escola foram abertos, e os 400 alunos, junto com os Corpo de Bombeiros, me receberam prestando continência. Foi emocionante. Esse reconhecimento, tão raro para uma mulher em um ambiente cívico-militar, me mostrou que estou no caminho certo. Foi um marco na minha trajetória profissional”, conta.

A importância da mulher na gestão educacional

Além dessas lideranças, a atual gestora da Regional de Paranaíba, Maria Aparecida Eufrásio da Silva, conhecida carinhosamente como Cidinha, que tem uma longa trajetória na educação, reforça essa importância.

“Tenho uma caminhada de dedicação: fui professora por 15 anos, atuei como gestora educacional e dirigi escolas por 17 anos. Sabemos que as oportunidades ainda são desiguais, mas conquistamos nosso espaço por meio do nosso trabalho, seja como professoras, gestoras ou em outras áreas da educação. Precisamos incentivar mais mulheres a participarem, a se destacarem e a assumirem posições estratégicas, não só na educação, mas também na gestão pública e em todos os setores da sociedade”, destaca Cidinha.

Conquistas e desafios

As histórias dessas mulheres mostram que a liderança feminina traz contribuições significativas para a gestão educacional. Além de enfrentarem desafios no ambiente profissional, muitas equilibram múltiplas responsabilidades, como maternidade e vida familiar, sem abrir mão do desejo de crescimento na carreira.

A superintendente de Desenvolvimento da Educação Básica da SED, Adriana Buytendorp, reforça que as mulheres enfrentam desafios extras, equilibrando carreira, família e responsabilidades pessoais, demonstrando, assim, sua capacidade de liderar com competência, firmeza e um olhar humanizado, essencial para uma gestão eficiente e inclusiva.

“É fundamental que a sociedade valorize e incentive mais mulheres a assumirem posições de liderança. Neste Dia Internacional da Mulher, reforço a importância de continuarmos avançando e abrindo caminhos para que mais mulheres liderem com confiança e legitimidade. Me sinto honrada por contribuir para a Educação do Mato Grosso do Sul e espero que cada vez mais mulheres tenham oportunidades de transformar a realidade com muito trabalho e dedicação”, afirmou Adriana.

A força da mulher indígena na gestão escolar

Outra história inspiradora é a da diretora da EE Indígena Natividade Alcântara Marques – Aldeia Buriti em Dois Irmão do Buriti, Cledeir Pinto Alves, que também enfrenta desafios únicos como mulher e indígena. Pertencente à etnia Terena, ela destaca o significado de ocupar um cargo de liderança em um cenário onde, historicamente, as mulheres indígenas foram silenciadas.

“Estar à frente da gestão de uma Escola Estadual é, sem dúvida, um grande desafio. Sempre foi difícil para as mulheres conquistarem espaços de liderança na sociedade, e para as mulheres indígenas, esse caminho tem sido ainda mais longo. Durante muito tempo, fomos silenciadas e pouco reconhecidas nesses lugares de decisão. Mas hoje, estamos ocupando nossos espaços por direito”, afirma Cledeir.

Além da responsabilidade de administrar a escola em diferentes áreas, ela reforça a importância de sua presença como símbolo de representatividade. “A mulher indígena também tem voz, tem capacidade e tem o direito de estar nesses espaços. Para mim, essa conquista não é apenas pessoal, mas coletiva. Mostra que podemos e devemos estar na liderança, influenciando e transformando a realidade ao nosso redor”, completa a diretora.

Jackeline Oliveira, Comunicação SED
Fotos: Ricardo Agra/SED

Fonte: Governo MS

Comentários Facebook

Mato Grosso do Sul

Como proteger idosos durante temporais e outras emergências climáticas

Especialista orienta a preparar a casa e a família para protegê-los em situações de emergência

Published

on

Os temporais que atingiram Mato Grosso do Sul nos últimos dias deixaram ruas bloqueadas, árvores e postes derrubados, imóveis danificados e bairros inteiros sem energia elétrica. Em alguns pontos de Campo Grande, por exemplo, o fornecimento demorou mais de 36 horas para ser restabelecido, afetando diversas residências, muitas delas com moradores idosos.

Mato Grosso do Sul tem cerca de 391 mil pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,18% da população do Estado, segundo dados do Censo 2022 do IBGE. O número ajuda a dimensionar a importância de um cuidado muitas vezes deixado de lado: preparar a casa e a família para situações de emergência provocadas por chuvas intensas, ventos fortes e interrupções prolongadas de serviços essenciais.

Para pessoas idosas, episódios desse tipo podem trazer dificuldades adicionais. Mobilidade reduzida, uso contínuo de medicamentos, dependência de equipamentos elétricos e limitações visuais ou auditivas podem tornar mais difícil reagir rapidamente a uma situação de risco.

Para Denis Corrêa, sócio e diretor comercial e estratégico da CoreHelp, instituição especializada na capacitação para atendimento de emergências, esse planejamento precisa começar antes que a tempestade chegue.

“Em uma emergência, não é o momento de descobrir quem vai ajudar o idoso, onde estão os medicamentos ou como ele poderá deixar a casa se isso for necessário. A família precisa pensar previamente nesses cenários e definir um plano simples, que todos conheçam e consigam executar”, orienta.

A atenção a esse público também está prevista no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil 2025/2035, que estabelece que as estratégias de prevenção e resposta a desastres devem considerar prioritariamente pessoas idosas, pessoas com deficiência e aquelas com mobilidade reduzida.

O plano de resposta rápida doméstico

Denis chama esse conjunto de cuidados de plano de resposta rápida doméstico. A ideia é simples: deixar organizado, antes de qualquer problema, aquilo que a família vai precisar saber e fazer quando uma emergência acontecer. Não exige equipamentos caros nem conhecimento técnico, apenas conversa, organização e informação em lugar fácil de encontrar.

O primeiro passo é deixar os números de emergência visíveis para todos os moradores da casa, como na porta da geladeira, perto do telefone fixo ou na entrada do imóvel. Devem estar anotados o SAMU (192), a Polícia Militar (190), o Corpo de Bombeiros (193) e a Defesa Civil (199), além do telefone da companhia de energia. Também vale salvar esses contatos no celular do idoso e dos familiares mais próximos.

“Na hora do susto, muita gente esquece até o número mais conhecido. Quando a informação está escrita e à vista, qualquer pessoa da casa consegue pedir ajuda, inclusive uma criança ou uma visita”, explica Denis.

O plano também deve indicar quais hospitais da região estão preparados para atender casos de infarto e de AVC. Nessas situações, cada minuto faz diferença, e saber com antecedência para onde ir evita perda de tempo e deslocamentos desnecessários. O ideal é que a família confirme essas informações com o médico que acompanha o idoso ou com a rede de saúde do município.

Outro ponto importante é combinar qual familiar deve ser avisado primeiro em caso de emergência. Definir essa pessoa, e também uma segunda opção caso ela não atenda, evita ligações desencontradas e garante que alguém de confiança acompanhe a situação desde o início.

Por fim, a família precisa pensar em como sair rapidamente do imóvel, se for necessário. Isso inclui saber por qual porta sair, manter as chaves sempre no mesmo lugar, deixar corredores e passagens livres, ter uma lanterna de fácil acesso e combinar um ponto de encontro seguro fora da casa.

O que mais precisa estar previsto

Cada idoso tem necessidades próprias. Uma pessoa independente e com boa mobilidade terá demandas diferentes de alguém que precisa de ajuda para caminhar, usa cadeira de rodas, faz tratamento contínuo ou tem alguma condição que dificulte a comunicação ou a orientação.

A família deve definir quem poderá ajudar em uma eventual saída do imóvel, para onde o idoso será levado e como será feito esse deslocamento. Também é importante manter à mão informações sobre medicamentos, receitas, contatos de familiares, médicos e serviços de emergência.

Para quem usa medicamentos todos os dias, a recomendação é manter as receitas organizadas e acompanhar o estoque, principalmente quando houver previsão de temporais, já que sair de casa pode ficar difícil. Idosos que usam aparelhos auditivos também devem ter pilhas extras ou o carregador sempre abastecido, para não perderem a capacidade de ouvir alertas e orientações durante a emergência.

A falta de energia também merece atenção. Além de deixar a casa no escuro e aumentar o risco de quedas, uma interrupção longa pode afetar equipamentos usados nos cuidados com o idoso, a conservação de alguns medicamentos e até a comunicação com a família.

“É importante que a família saiba antecipadamente se existe algum equipamento que não pode ficar sem energia, quais são as alternativas disponíveis e para quem deve ligar. Improvisar durante o temporal aumenta muito a chance de uma decisão errada”, afirma Denis.

Nem sempre sair de casa é a primeira opção

Outra preocupação é evitar decisões apressadas. Retirar um idoso de casa durante uma chuva forte, sem que exista risco imediato no imóvel, pode expô-lo a outros perigos, como ruas alagadas, fios elétricos, árvores instáveis e quedas no caminho.

A decisão deve levar em conta as condições da casa, os alertas dos órgãos de emergência e, principalmente, a segurança do trajeto.

“Existe uma tendência natural de querer resolver tudo rapidamente, mas, em uma situação de emergência, a primeira análise deve ser sempre de segurança. Se há fios caídos, água subindo, estruturas comprometidas ou risco de queda de árvores, é preciso avaliar antes de colocar uma pessoa com mobilidade reduzida naquele ambiente”, explica o especialista.

Se for preciso deixar o imóvel, documentos pessoais, medicamentos, receitas, água e outros itens indispensáveis ao cuidado devem estar reunidos em uma bolsa ou mochila que possa ser levada rapidamente.

Também é importante que o plano não dependa de uma única pessoa. Familiares, cuidadores e vizinhos de confiança podem conhecer as necessidades daquele morador e saber como ajudar caso o responsável não consiga chegar.

Depois da chuva, os riscos continuam

O fim do temporal não significa o fim da emergência. Casas sem energia, pisos molhados, objetos fora do lugar, telhados danificados, galhos e fios espalhados pelo terreno podem criar novos riscos dentro e fora da residência.

Para idosos com dificuldade de equilíbrio, locomoção ou visão, pequenas mudanças no ambiente já aumentam a chance de quedas e outros acidentes.

Antes que o idoso volte a circular normalmente pela casa, a recomendação é verificar se há água no chão, objetos bloqueando a passagem, danos na estrutura ou qualquer alteração que dificulte a locomoção. Áreas próximas a fios, árvores caídas, postes e estruturas danificadas devem ser isoladas até a avaliação de profissionais.

Com essas medidas combinadas antes, a família reduz os improvisos justamente quando precisa decidir rápido. Um plano simples, com números de emergência à vista, hospitais de referência, contatos definidos, medicamentos organizados, rotas de saída e as necessidades específicas do idoso, torna a resposta mais segura antes, durante e depois de um temporal.

Comentários Facebook
Continue Reading

Mato Grosso do Sul

Inmet alerta para tempestades com ventos de até 90 km/h em MS; Energisa reforça orientações de segurança

Published

on

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de tempestade para Mato Grosso do Sul, válidos a partir deste sábado (19), com instabilidade prevista até a segunda-feira (21). A previsão indica chuvas intensas, granizo, raios e ventos de até 90 km/h, afetando principalmente a região sul do estado.

​Diante do risco de queda de árvores e lançamento de objetos sobre a fiação de energia, a Energisa-MS orienta a população a reforçar a segurança durante as tempestades:

  • Distância de Segurança: Em caso de cabos rompidos, árvores ou objetos sobre a rede elétrica, mantenha distância e jamais tente mover o material, mesmo que a região pareça sem energia.
  • Canais de Atendimento: Caso identifique ocorrências na rede, acione a concessionária imediatamente pelos meios oficiais:
    • WhatsApp (Gisa): (67) 99980-0698
    • Aplicativo: Energisa On
    • Telefone: 0800 722 7272
Comentários Facebook
Continue Reading

TRÊS LAGOAS

ÁGUA CLARA

CÂMARA DE TRÊS LAGOAS

SUZANO

ELDORADO

Assembléia Legislativa MS

Mato Grosso do Sul

POLICIAL

Mais Lidas da Semana