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Mato Grosso do Sul

Semana do Artesão busca valorizar a identidade cultural de Mato Grosso do Sul

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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Cultura em parceria com a Prefeitura de Campo Grande, Secretaria Executiva de Cultura e o SEBRAE/MS, realiza de 19 a 25 de março de 2025 a 17ª Semana do Artesão.

As atrações acontecem no Bioparque Pantanal, no Armazém Cultural, Escolas Públicas de Campo Grande, Morada dos Baís e Assembleia Legislativa. Serão realizadas Feira de Artesanato “Mãos que Criam”, Noite Cultural e Homenagens, Rodada de Negócios, Exposições de Artesanato, Atrações Culturais, Oficinas de Artesanato para crianças e adultos e palestras.

Na tarde desta sexta-feira, 07 de março, aconteceu o lançamento oficial da semana, Katienka Klain, gerente de Desenvolvimento de Atividades Artesanais da FCMS, disse que o evento é realizado desde 2007 sem interrupções, salvo durante a pandemia, graças à luta dos artesãos do estado. “Este ano a gente realiza a 17ª Semana do Artesão. São 17 anos que nós fazemos essa homenagem que acontece na semana do dia 19 de março, que é o Dia do Artesão. São José, o pai de Jesus Cristo, carpinteiro, que é o grande homenageado no dia 19, que é o padroeiro dos artesãos no Brasil. Desde 2007 nós comemoramos anualmente a Semana do Artesão, não comemoramos só em 2020 devido à pandemia, em 2021 fizemos online, e nunca foi interrompido, graças à luta e à militância dos artesãos do Estado”.

A novidade deste ano é a inauguração da filial da Casa do Artesão no Bioparque Pantanal. “Este ano a gente tem uma questão muito especial, que a Casa do Artesão comemora 50 anos de existência, enquanto Casa do Artesão. Dia 1º de setembro de 1975 foi inaugurada a Casa do Artesão neste prédio, e nunca deixou de existir. E na comemoração dos 50 anos de Casa do Artesão, a gente vai presentear a Casa e os artesãos de Mato Grosso do Sul com a primeira filial da Casa do Artesão na loja do Bioparque, e nós vamos inaugurar no dia 19 de março, às 10 horas, estão todos convidados”.

Eduardo Mendes, diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, afirmou que o artesanato é a maior forma de resistência de uma cultura. “É um prazer estar aqui hoje dois anos depois que fizemos a reinauguração deste prédio. São 50 anos de Casa do Artesão, mais dois anos que a gente tem este prédio irretocável, a arquitetura está linda, a exposição está perfeita. Gostaria de saudar a todos os artesãos, que bom vocês estarem aqui presentes. Esta Semana é para vocês, o projeto é para o estado todo, então nós teremos aqui todas as regiões do estado, divididas em 8 macrorrregiões, podendo mostrar o seu trabalho. O artesanato é maior forma de resistência de uma cultura. Nada é mais resistente numa cultura do que o artesanato. Então nós temos que olhar para ele com muito carinho e fazer com que ele não acabe e que mostre para o mundo todo a nossa beleza e a nossa cultura”.

Sandra Maria, diretora técnica do SEBRAE-MS, disse que a expectativa é que a Rodada de Negócios deste ano dobre a meta em faturamento. “Os nossos artistas estão conseguindo viver da sua arte. Isso é muito importante e isso está diretamente relacionado à participação do Sebrae nos projetos da Fundação de Cultura. A Rodada de Negócios já é tradicional, este ano nós estamos trazendo doze lojistas, doze bons compradores, para que no mínimo a gente repita os números do ano passado, que em três horas a gente já tinha emplacado 350 mil. Eu acredito que vamos dobrar a meta, porque nós temos arte, nós temos talento para que isso de fato aconteça. No dia 20, no SEBRAE, aguardo vocês para fazer os melhores negócios do artesanato de Mato Grosso do Sul”.

O deputado estadual Pedro Kemp, afirmou ser muito importante a realização desta Semana do Artesão, e este apoio do Governo do Estado, da Secretaria e da Fundação de Cultura, porque o artesanato precisa ser valorizado. “O artesanato tem muito da identidade de um povo. Eu quando visito uma cidade, vou fazer turismo, eu chego e procuro a Casa do Artesão, para levar alguma coisa do artesanato daquele lugar. O artesanato não é feito por uma máquina, ele é feito por uma pessoa que se coloca na sua produção, ele expressa muito de si, mas também expressa a sua comunidade, a cultura da região, a história do seu povo. O artesanato tem muito disso, dessa beleza singela e também simbólica do que representa naquela comunidade. Queria parabenizar o Governo do Estado por valorizar, para que o nosso artesanato se fortaleça, as pessoas que trabalham nessa produção possam viver disso com dignidade e a gente possa mostrar para os outros estados, para quem vem de fora do país, que nós somos um povo que tem um artesanato de qualidade”.

Valdir Gomes, secretário de Cultura de Campo Grande, disse que a prefeitura vai trabalhar junto com o Governo do Estado nesta Semana do Artesão. “Quero dizer a vocês que estamos trabalhando na área da cultura e esse projeto do artesanato, estamos juntos, vamos trabalhar juntos para fazer o melhor, igual fizemos o melhor carnaval. Com relação à Praça dos Imigrantes, quando eu cheguei, eu fiquei abismado de ver o que fizeram. Estive lá, nós limpamos, o projeto foi retomado pela Secretaria de Obras e eu espero que em breve a praça esteja de volta não como praça, mas como aquilo que era antigamente, que acolha todo o pessoal do artesanato. O projeto agora é em cima deste evento dos artesãos, nós vamos trabalhar para fazer melhor do que o ano que passou”.

Marcelo Miranda, secretário de estado de Turismo, Esporte e Cultura, parabenizou a gestora de Artesanato da FCMS pelo excelente trabalho que vem sendo realizado em todo o estado. “Quero agradecer a presença de todos. Saúdo a todos os nossos artesãos, em nome da Katienka, o artesanato é uma manifestação cultural fantástica, em que as pessoas deixam um pouco de si em casa peça, pela sua energia, pela sua alma, seu amor, uma riqueza muito grande traduz a nossa cultura, as nossas raízes, que seja uma Semana fantástica. Quero parabenizar a Katienka por todo o trabalho que é feito na diretoria, um trabalho que não se resume a Campo Grande, tem uma preocupação com todas as regiões do estado, com uma presença muito forte, fazendo oficinas, qualificando nossos artesãos, que faz a diferença, e um trabalho de levar o artesanato para as principais feiras do Brasil, gerando renda para a população. Reforço o compromisso do governador Eduardo Riedel com o artesanato, com a nossa cultura e que São José nos proteja e que seja uma Semana abençoada”.

Texto: Karina Lima/Fotos: Daniel Reino

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Mato Grosso do Sul

Como proteger idosos durante temporais e outras emergências climáticas

Especialista orienta a preparar a casa e a família para protegê-los em situações de emergência

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Os temporais que atingiram Mato Grosso do Sul nos últimos dias deixaram ruas bloqueadas, árvores e postes derrubados, imóveis danificados e bairros inteiros sem energia elétrica. Em alguns pontos de Campo Grande, por exemplo, o fornecimento demorou mais de 36 horas para ser restabelecido, afetando diversas residências, muitas delas com moradores idosos.

Mato Grosso do Sul tem cerca de 391 mil pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,18% da população do Estado, segundo dados do Censo 2022 do IBGE. O número ajuda a dimensionar a importância de um cuidado muitas vezes deixado de lado: preparar a casa e a família para situações de emergência provocadas por chuvas intensas, ventos fortes e interrupções prolongadas de serviços essenciais.

Para pessoas idosas, episódios desse tipo podem trazer dificuldades adicionais. Mobilidade reduzida, uso contínuo de medicamentos, dependência de equipamentos elétricos e limitações visuais ou auditivas podem tornar mais difícil reagir rapidamente a uma situação de risco.

Para Denis Corrêa, sócio e diretor comercial e estratégico da CoreHelp, instituição especializada na capacitação para atendimento de emergências, esse planejamento precisa começar antes que a tempestade chegue.

“Em uma emergência, não é o momento de descobrir quem vai ajudar o idoso, onde estão os medicamentos ou como ele poderá deixar a casa se isso for necessário. A família precisa pensar previamente nesses cenários e definir um plano simples, que todos conheçam e consigam executar”, orienta.

A atenção a esse público também está prevista no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil 2025/2035, que estabelece que as estratégias de prevenção e resposta a desastres devem considerar prioritariamente pessoas idosas, pessoas com deficiência e aquelas com mobilidade reduzida.

O plano de resposta rápida doméstico

Denis chama esse conjunto de cuidados de plano de resposta rápida doméstico. A ideia é simples: deixar organizado, antes de qualquer problema, aquilo que a família vai precisar saber e fazer quando uma emergência acontecer. Não exige equipamentos caros nem conhecimento técnico, apenas conversa, organização e informação em lugar fácil de encontrar.

O primeiro passo é deixar os números de emergência visíveis para todos os moradores da casa, como na porta da geladeira, perto do telefone fixo ou na entrada do imóvel. Devem estar anotados o SAMU (192), a Polícia Militar (190), o Corpo de Bombeiros (193) e a Defesa Civil (199), além do telefone da companhia de energia. Também vale salvar esses contatos no celular do idoso e dos familiares mais próximos.

“Na hora do susto, muita gente esquece até o número mais conhecido. Quando a informação está escrita e à vista, qualquer pessoa da casa consegue pedir ajuda, inclusive uma criança ou uma visita”, explica Denis.

O plano também deve indicar quais hospitais da região estão preparados para atender casos de infarto e de AVC. Nessas situações, cada minuto faz diferença, e saber com antecedência para onde ir evita perda de tempo e deslocamentos desnecessários. O ideal é que a família confirme essas informações com o médico que acompanha o idoso ou com a rede de saúde do município.

Outro ponto importante é combinar qual familiar deve ser avisado primeiro em caso de emergência. Definir essa pessoa, e também uma segunda opção caso ela não atenda, evita ligações desencontradas e garante que alguém de confiança acompanhe a situação desde o início.

Por fim, a família precisa pensar em como sair rapidamente do imóvel, se for necessário. Isso inclui saber por qual porta sair, manter as chaves sempre no mesmo lugar, deixar corredores e passagens livres, ter uma lanterna de fácil acesso e combinar um ponto de encontro seguro fora da casa.

O que mais precisa estar previsto

Cada idoso tem necessidades próprias. Uma pessoa independente e com boa mobilidade terá demandas diferentes de alguém que precisa de ajuda para caminhar, usa cadeira de rodas, faz tratamento contínuo ou tem alguma condição que dificulte a comunicação ou a orientação.

A família deve definir quem poderá ajudar em uma eventual saída do imóvel, para onde o idoso será levado e como será feito esse deslocamento. Também é importante manter à mão informações sobre medicamentos, receitas, contatos de familiares, médicos e serviços de emergência.

Para quem usa medicamentos todos os dias, a recomendação é manter as receitas organizadas e acompanhar o estoque, principalmente quando houver previsão de temporais, já que sair de casa pode ficar difícil. Idosos que usam aparelhos auditivos também devem ter pilhas extras ou o carregador sempre abastecido, para não perderem a capacidade de ouvir alertas e orientações durante a emergência.

A falta de energia também merece atenção. Além de deixar a casa no escuro e aumentar o risco de quedas, uma interrupção longa pode afetar equipamentos usados nos cuidados com o idoso, a conservação de alguns medicamentos e até a comunicação com a família.

“É importante que a família saiba antecipadamente se existe algum equipamento que não pode ficar sem energia, quais são as alternativas disponíveis e para quem deve ligar. Improvisar durante o temporal aumenta muito a chance de uma decisão errada”, afirma Denis.

Nem sempre sair de casa é a primeira opção

Outra preocupação é evitar decisões apressadas. Retirar um idoso de casa durante uma chuva forte, sem que exista risco imediato no imóvel, pode expô-lo a outros perigos, como ruas alagadas, fios elétricos, árvores instáveis e quedas no caminho.

A decisão deve levar em conta as condições da casa, os alertas dos órgãos de emergência e, principalmente, a segurança do trajeto.

“Existe uma tendência natural de querer resolver tudo rapidamente, mas, em uma situação de emergência, a primeira análise deve ser sempre de segurança. Se há fios caídos, água subindo, estruturas comprometidas ou risco de queda de árvores, é preciso avaliar antes de colocar uma pessoa com mobilidade reduzida naquele ambiente”, explica o especialista.

Se for preciso deixar o imóvel, documentos pessoais, medicamentos, receitas, água e outros itens indispensáveis ao cuidado devem estar reunidos em uma bolsa ou mochila que possa ser levada rapidamente.

Também é importante que o plano não dependa de uma única pessoa. Familiares, cuidadores e vizinhos de confiança podem conhecer as necessidades daquele morador e saber como ajudar caso o responsável não consiga chegar.

Depois da chuva, os riscos continuam

O fim do temporal não significa o fim da emergência. Casas sem energia, pisos molhados, objetos fora do lugar, telhados danificados, galhos e fios espalhados pelo terreno podem criar novos riscos dentro e fora da residência.

Para idosos com dificuldade de equilíbrio, locomoção ou visão, pequenas mudanças no ambiente já aumentam a chance de quedas e outros acidentes.

Antes que o idoso volte a circular normalmente pela casa, a recomendação é verificar se há água no chão, objetos bloqueando a passagem, danos na estrutura ou qualquer alteração que dificulte a locomoção. Áreas próximas a fios, árvores caídas, postes e estruturas danificadas devem ser isoladas até a avaliação de profissionais.

Com essas medidas combinadas antes, a família reduz os improvisos justamente quando precisa decidir rápido. Um plano simples, com números de emergência à vista, hospitais de referência, contatos definidos, medicamentos organizados, rotas de saída e as necessidades específicas do idoso, torna a resposta mais segura antes, durante e depois de um temporal.

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Inmet alerta para tempestades com ventos de até 90 km/h em MS; Energisa reforça orientações de segurança

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de tempestade para Mato Grosso do Sul, válidos a partir deste sábado (19), com instabilidade prevista até a segunda-feira (21). A previsão indica chuvas intensas, granizo, raios e ventos de até 90 km/h, afetando principalmente a região sul do estado.

​Diante do risco de queda de árvores e lançamento de objetos sobre a fiação de energia, a Energisa-MS orienta a população a reforçar a segurança durante as tempestades:

  • Distância de Segurança: Em caso de cabos rompidos, árvores ou objetos sobre a rede elétrica, mantenha distância e jamais tente mover o material, mesmo que a região pareça sem energia.
  • Canais de Atendimento: Caso identifique ocorrências na rede, acione a concessionária imediatamente pelos meios oficiais:
    • WhatsApp (Gisa): (67) 99980-0698
    • Aplicativo: Energisa On
    • Telefone: 0800 722 7272
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