Mato Grosso do Sul
MS participa de encontro do Codesul para definir estratégias visando o desenvolvimento regional
O Codesul realizou na segunda-feira (15) o seminário de avaliação dos dados da quarta etapa do planejamento estratégico do projeto Visão Regional 2040. O evento aconteceu em Florianópolis (SC), no auditório da sede do BRDE, das 13h30 às 17h, e contou com a participação de Mato Grosso do Sul, representado pelo secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Nogueira, e pelo superintendente de orçamento da Secretaria de Estado de fazenda (Sefaz), Ricardo Velloso.
Voltado para os representantes da área de planejamento que integram o Codesul, o objetivo do encontro foi apresentar o diagnóstico regional para identificar as agendas que cada governo deve promover para melhorar a qualidade de vida e potencializar o desenvolvimento econômico dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Com este mapeamento, será construído o planejamento estratégico do projeto Revisão Regional, com metas estabelecidas para serem alcançadas até 2040.
Após a solenidade de abertura, que contou com a presença da vice-governadora de Santa Catarina, Marilisa Boehm, e diversos secretários de Estado, a Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), de São Leopoldo (RS) – responsável pela preparação dos estudos das áreas prioritárias – apresentou os dados apurados nesta quarta etapa do processo.
No total, 16 eixos foram compreendidos, abrangendo diversos temas como meio ambiente, população, comércio exterior, mercado de trabalho, educação, saúde, inovação, saneamento, agricultura, modais e portos, estrutura produtiva, crédito, energia, habitação e finanças públicas.
As informações foram recebidas e serão analisadas até 22 de abril pelas equipes de gestão estratégica e orçamento dos estados, para uma devolutiva à Unisinos para a finalização desta etapa do trabalho.
“Este trabalho será importantíssimo para contribuir com o nosso governador na honrosa missão de presidir o Codesul a partir do mês que vem. O Estado só tem a ganhar ao traçar estratégias em conjunto com os estados da região Sul, que em geral, possuem índices de desenvolvimento superiores à média nacional”, destacou o secretário-executivo Thaner Nogueira.
Já o superintendente de Orçamento, Ricardo Velloso, destacou que “as expectativas de desenvolvimento da região são muito positivas, mas toda essa potencialidade somente se consolidará com gestão, integração e muita disciplina na execução dos planos traçados”.
Participaram do encontro secretários das áreas de planejamento dos quatro estados do Codesul, assessoria técnica do Codesul, diretoria do BRDE, secretários de Planejamento da região Codesul, assessoria técnica das secretarias de Planejamento, superintendência de Planejamento do BRDE e a Universidade do Vale dos Sinos, de São Leopoldo, RS (Unisinos).
Sobre o Codesul:
O Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (CODESUL), formado pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, tem o objetivo de fortalecer a região Sul do Brasil, trabalhando em conjunto para potencializar o desenvolvimento econômico e social, minimizar os desequilíbrios regionais e fomentar a integração dos estados-membros com o Mercosul.
Renata Brum, Comunicação Segem
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Tecnofam: o professor que plantou banana para dar errado e virou vitrine da agricultura familiar
Quando decidiu plantar banana em um sítio herdado da família, em Vicentina, Rafael Faria tinha um plano inusitado: queria que desse errado. Mestre em Educação Física, ele passou 16 anos dando aulas em uma universidade da região de Fátima do Sul antes de migrar para a lida no campo.
“O sítio do meu sogro estava parado havia sete anos. Foi quando decidi cultivar banana na intenção de dar errado para vender as terras”.
Mas o campo tinha outros planos para ele e a família. Cinco anos depois, Rafael se tornou um dos casos de sucesso da agricultura familiar em Mato Grosso do Sul e, nesta semana, é um dos protagonistas da 6ª Tecnofam, em Dourados.
A convite da Agraer, ele ocupa um dos espaços da “Tecnologia no Campo” – uma área de cultivo na feira criada para ser um tipo de vitrine tecnológica, a fim de compartilhar experiências com agricultores de diversas regiões de MS.
Ao lado de outro agricultor familiar, Aguinaldo Lopes, e dos engenheiros agrônomos da Agraer, Paulo Lobo, Cristian Felippi e Henrique Minoru Iwahata, Rafael apresenta técnicas de produção e pós-colheita da banana.
Lá, é possível conhecer técnicas de ensacamento de cachos, despenca, encaixotamento e maturação dos frutos. O objetivo é mostrar que a diversificação produtiva pode ser uma alternativa rentável para a agricultura familiar.
Quando se recorda como chegou até ali, Rafael é direto. “Achei que seria a oportunidade ideal para plantar, dar errado e vender o sítio. Mas aconteceu exatamente o contrário. Deu muito certo, a produção cresceu e hoje queremos expandir ainda mais”, revela.
Na propriedade, em Vicentina, Rafael cultiva cerca de quatro mil pés de banana da variedade Grand Narnia – a nanica e já calcula a próxima safra.
“A expectativa para este ano é colher entre 80 e 100 toneladas da fruta, com potencial para alcançar até 120 toneladas quando o sistema atingir sua plena capacidade produtiva”.
Atualmente, Rafael tem vários clientes. “Entrego no PNAE, PAA e mercados em cidades como Dourados, Naviraí, Vicentina, Fátima do Sul e Itaquiraí. Também entrego para o Exército em Campo Grande e para a JBS”.
Por trás da história de sucesso existe também a assistência técnica.
“A Agraer foi a grande incentivadora desse projeto. Os técnicos acreditaram que a bananicultura era viável para a nossa região e estiveram ao nosso lado em todas as etapas. Em 2023, fomos para Santa Catarina conhecer experiências da Epagri e aprender novas técnicas de manejo. Aquela viagem foi um divisor de águas para o nosso bananal”, afirma.
O engenheiro agrônomo da Agraer de Vicentina, Paulo Lobo, explica que a experiência de Rafael faz parte de um trabalho iniciado há cinco anos para incentivar a diversificação produtiva em Vicentina.
“A agricultura familiar possui espaço para inúmeras alternativas econômicas. O Rafael e o Aguinaldo são exemplos que com muito trabalho, planejamento, assistência é possível ter renda e bons resultados’.
E o projeto já começa a apresentar resultados concretos. Além de Rafael, outros seis agricultores passaram a investir na cultura da banana no município, fortalecendo uma nova cadeia produtiva local.
Na Tecnofam, a experiência chama atenção justamente por traduzir em números e resultados aquilo que a assistência técnica busca promover: conhecimento aplicado, planejamento produtivo e geração de renda no campo. Enquanto visitantes observam os cachos expostos e tiram dúvidas sobre manejo e comercialização, Rafael compartilha aprendizados adquiridos ao longo da trajetória que o levou da sala de aula para o pomar.
Hoje, o agricultor que entrou na atividade esperando encerrar uma história rural se tornou exemplo de que inovação, assistência técnica e diversificação podem abrir novos caminhos para a agricultura familiar.
Tecnofam 2026
A 6ª edição da Tecnofam – Tecnologias e Conhecimentos para Agricultura Familiar acontece entre os dias 9 e 11 de junho, na Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados. Consolidada como a principal feira da agricultura familiar de Mato Grosso do Sul, a Tecnofam reúne instituições de pesquisa, assistência técnica, cooperativas, empresas e agricultores para apresentar soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável da produção rural.
O evento promove capacitações, demonstrações de tecnologias, oficinas, exposição de máquinas, equipamentos e experiências exitosas, aproximando agricultores familiares do conhecimento, da inovação e das oportunidades que contribuem para aumentar a produtividade, a renda e a qualidade de vida no campo.
Aline Lira, Comunicação Agraer
Fotos: Aline Lira
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
‘Pirarucu fujona’ vai integrar tanque de grandes espécies e reforça ações de bem-estar e educação
A história da pirarucu que conquistou os sul-mato-grossenses após uma inusitada tentativa de fuga ganha um novo capítulo. Batizada como “Pirarucu Fujona”, a espécie passa a integrar o tanque Rios Grandes, no circuito de aquários do Bioparque Pantanal, onde receberá cuidados especializados e contribuirá para as ações de educação ambiental desenvolvidas pelo maior aquário de água doce do mundo.
O novo lar da Fujona abriga as maiores espécies de peixes do plantel do empreendimento, como pintado, cachara, jaú e arraias, proporcionando ao animal um ambiente compatível com suas necessidades biológicas e comportamentais.
Após o episódio que chamou a atenção da população, o animal passa a viver em um ambiente planejado para garantir seu bem-estar, acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos-veterinários, biólogos, zootecnistas e demais profissionais especializados.
Para a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, a chegada da Pirarucu Fujona reforça a vocação do complexo como espaço dedicado à educação ambiental.
“Mais do que uma história curiosa que despertou a atenção e o carinho da população, a chegada do animal representa uma importante oportunidade de sensibilização sobre a fauna aquática, a conservação da biodiversidade e a responsabilidade que todos temos na proteção dos ecossistemas”.
A gestora do local ainda destaca um tema ambiental importante, como o impacto que espécies exóticas ou potencialmente invasoras podem causar quando introduzidas em ambientes que não correspondem à sua área de ocorrência natural.
“Por meio da educação ambiental, buscamos conscientizar a população sobre a importância da guarda responsável, do descarte adequado de animais e dos riscos ecológicos associados à introdução de espécies em novos habitats. Transformar uma história que chamou a atenção do público em uma ferramenta de aprendizagem é uma das missões do Bioparque Pantanal”.
Com a história do animal, o Bioparque Pantanal amplia o diálogo com a sociedade sobre temas como conservação da biodiversidade, manejo responsável da fauna, proteção dos ambientes aquáticos e a importância do cuidado com os animais silvestres. A trajetória da Pirarucu Fujona permitirá que visitantes de todas as idades compreendam, de forma prática e acessível, como o conhecimento científico e o trabalho técnico especializado são fundamentais para a preservação das espécies.
A iniciativa reforça a missão do complexo de aproximar ciência e sociedade, transformando experiências de visitação em oportunidades de aprendizado e sensibilização ambiental.
“O processo de adaptação da pirarucu ocorreu de forma positiva. Durante a quarentena, acompanhamos aspectos relacionados à saúde, alimentação, comportamento e bem-estar do animal, seguindo todos os protocolos adotados pelo Bioparque Pantanal. Ao final desse período, constatamos que ela apresentava condições adequadas para integrar o tanque Grandes Rios. A partir de agora, continuaremos monitorando sua interação com os demais indivíduos do recinto, mas a expectativa é de uma adaptação tranquila. Além do aspecto técnico, a história da ‘Fujona’ possui um importante potencial educativo. É um animal que desperta a curiosidade das pessoas e nos permite abordar temas fundamentais, como conservação da biodiversidade, manejo da fauna e conscientização ambiental”, explica o biólogo curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimenes Junior.



Eduardo Coutinho, Comunicação Bioparque Pantanal
Fotos: Lara Miranda/Bioparque
Fonte: Governo MS
-
Três Lagoas2 dias atrásEm Três Lagoas| Arraiá da Escola Olinto Mancini promete noite de tradição, cultura e diversão nesta quarta-feira (10)
-
Três Lagoas2 dias atrásToninha Campos completa 70 anos: Comunicação e dedicação a Três Lagoas
-
Celulose em Destaque3 dias atrásArauco reforça parceria com MPMS em campanha de combate à violência doméstica e ao feminicídio
-
Trânsito3 dias atrásSindicalista morre após oito dias internado por grave acidente na BR-262 em Três Lagoas



