Mato Grosso do Sul
Governo prorroga inscrições do Prêmio Sul-Mato-Grossense de Inovação na Gestão Pública
Iniciativas inovadoras que ampliam a humanização e eficiência da administração estadual são reconhecidas por meio do são reconhecidas Prêmio Sul-Mato-Grossense de Inovação na Gestão Pública, que em 2023 chega à sua XVIII edição.
A iniciativa promovida pelo Governo do Estado por intermédio da SAD (Secretaria de Administração) e da Escolagov (Fundação Escola de Governo de Mato Grosso do Sul) prorrogou as inscrições até 08 de agosto de 2023, com o intuito de oportunizar a participação a mais servidores estaduais.
Dividido em duas modalidades (Práticas Inovadoras de Sucesso e Ideias Inovadoras Implementáveis) e quatro eixos temáticos (Gestão, Social, Infraestrutura e Econômico e Ambiental), o concurso oferece uma premiação de R$ 208 mil, sendo R$ 12 mil para o primeiro lugar, R$ 8 mil para o segundo lugar e R$ 6 mil para o terceiro lugar de cada eixo temático e categoria.
Primeira colocada na categoria Práticas Inovadoras de Sucesso – eixo Econômico e Ambiental em 2022, Marina Hojaij Dobashi, servidora desde 2015, representou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, com o projeto Comunidades Rurais Conectadas em MS – Programa CONECTA MS, focado no fomento à conectividade nas áreas rurais do Estado.

Já implementado desde 2020 sob outro formato, a proponente relata que o projeto tem potencial transformador e as salas digitais atendem todo público envolvido com a comunidade rural, desde as crianças que fazem uso para brincar, estudar e ver filmes como também a comunidade e transeuntes que passam pelo local. Pelo fato da Internet ser livre. “O maior objetivo da ação é aumentar a rede de inclusão digital, com o objetivo de gerar conhecimento e oportunidades de negócios para as potencialidades das regiões onde as salas estarão instaladas, visando o desenvolvimento sustentável do Mato Grosso do Sul”, destaca Marina.

A vencedora explica ainda que o projeto tem grande relevância socioeconômica e que houve uma mobilização transversal para a execução da proposta, que era um propósito de várias pessoas unidas com um mesmo propósito. “O Conecta MS tem um cunho social muito grande, de levar conectividade às comunidades extremamente remotas, com potencial de mudar a vida daquele lugar. Para muitos foi a primeira vez que a oportunidade de ampliar o contato aconteceu. E o melhor é o volume de conhecimento que se leva por um computador ligado à Internet. Eu confiava na visibilidade e importância do mesmo, por isso queria que todos conhecessem. Agradeço ao Senai/MS, Instituto Agwa, Ecoa, Agraer e diversas pessoas que não medem esforços para fazer sonhos se tomarem realidade”, finaliza.
Inscrições prorrogadas
Resultados como este motivaram a prorrogação do prazo, pois, comprovam o poder transformador dos projetos apresentados. “Todos os anos recebemos projetos originais e de grande relevância, sendo que a maioria tem grande aplicabilidade e já nos mostra resultados efetivos. Por isso, decidimos ampliar o prazo para que mais servidores pudessem estruturar suas propostas e concorrer”, explica o diretor-presidente da Escolagov, Angelo Motti.
As inscrições ocorrem até o dia 08 de agosto de 2023, por meio do site da Escolagov: www.escolagov.ms.gov.br.
A iniciativa é coordenada pela Escolagov, com colaboração de SAD, Segov (Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica), UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul).
Detalhes sobre o XVIII Prêmio Sul-Mato-Grossense de Inovação na Gestão Pública estão disponíveis na página 27 da edição 11.2012 do DOE desta sexta-feira, 14 de julho de 2023.
Elci Holsback, SAD
Fotos: Divulgação/SAD
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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