Mato Grosso do Sul
Saldo da balança comercial de Mato Grosso do Sul no 1º semestre de 2023 cresce 51,62% e chega a US$ 3,7 bilhões
O saldo da balança comercial de Mato Grosso do Sul no primeiro semestre de 2023 chegou a US$ 3,759 bilhões, valor 51,62% superior ao verificado no mesmo período do ano passado. De janeiro a junho deste ano de 2023, as exportações de Mato Grosso do Sul cresceram 28,52%, saindo de US$ 4,149 bilhões para US$ 5,333 bilhões, enquanto que as importações recuaram de U$ 1,670 bilhão para US$ 1,573 bilhão, queda de 5,79% no período. É o que aponta a Carta de Conjuntura do Setor Externo de Julho de 2023, publicada nesta sexta-feira (7) pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Com relação à pauta de exportações, a soja ocupa a primeira posição entre os produtos exportados no primeiro semestre de 2023, representando 44,01% do total e registrando crescimento de 58,84% em termos de volume e de 48,94% em termos de valor. O segundo produto da pauta é a celulose, com 14,47% de participação e aumento em termos de valor de 2,35% em relação ao primeiro semestre de 2022. Houve queda de 22,12% nas exportações de carne bovina no período, ao mesmo tempo que outros produtos apresentaram crescimento de destaque, como o milho (+154,47%), açúcar (+413,50%), Minério de Ferro (+62,12%) e ferro-gusa (+45,53%).
A China segue como o principal parceiro comercial nas vendas externas de Mato Grosso do Sul, concentrando 42,63% do valor total das exportações no primeiro semestre de 2023. Neste período, os países com maiores aumentos na participação foram: Polônia (+437,69%) e Argentina (+204,03%).
No escoamento portuário, considerando os cinco principais portos, houve aumento de 40,66%, sendo que a maior participação no valor exportado foi verificada no Porto de Paranaguá, com 38,20%, seguido pelo Porto de Santos, com 24,97%. Na Agência da RFB de Porto Murtinho foi registrado aumento de 261,4% nas exportações, saindo de 193,48 mil toneladas para 841 mil toneladas no primeiro semestre deste ano. “É importante destacarmos a participação de Porto Murtinho nesse cenário, devido ao fomento do Governo do Estado para as exportações e importações por meio da Hidrovia do Rio Paraguai”, ressaltou o secretário Jaime Verruck.
Por fim, o principal município exportador no período de janeiro a junho de 2023 foi Três Lagoas, com cerca de 23,71% dos valores exportados, com composição baseada sobretudo no setor de Papel e Celulose.
Marcelo Armôa, Semadesc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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