Mato Grosso do Sul
Governo de MS apoia e indústria de R$ 1,5 bi reforça cadeia produtiva da soja em Naviraí
Desenvolvimento e geração de empregos. Com este lema o Governo do Estado contribuiu e criou o ambiente positivo para a Copasul (Cooperativa Agrícola Sul-mato-grossense) investir R$ 1,5 bilhão no setor industrial de fiação e processamento de soja na cidade de Naviraí, resultado de uma gestão próspera e inclusiva, que consegue atrair capital privado.
O governador Eduardo Riedel participou nesta sexta-feira (7) do lançamento da pedra fundamental da Unidade Industrial de Processamento de Soja da Copasul, que vai produzir óleo bruto, farelo de soja e casca peletizada, que serão usados para a fabricação de biodiesel, de rações e de refino de óleo, entre outros produtos.
A unidade terá capacidade para processar 3 mil toneladas ou 50 mil sacas de soja por dia, gerando 150 empregos diretos e 1,9 mil indiretos quando estiver em pleno funcionamento.
“É uma alegria estar neste dia de celebração, no lançamento de um empreendimento como este que impacta na vida das pessoas e de toda região. Houve aqui um esforço concentrado para chegar neste momento. São ações como estas que fazem toda diferença no futuro do Estado, afirmou o governador durante seu momento de fala no evento.
Riedel destacou também que tem um plano para os próximos quatro anos no Estado, que passa pela Rota Bioceânica, infraestrutura e investimentos em logística.
“Mato Grosso do Sul está buscando a industrialização de grandes cadeias produtivas. Isto se faz com capacidade de investimento do Estado. Vamos gerir com responsabilidade, pensando nas pessoas, em parceria com capital privado”, explica o governador.
O presidente executivo da Copasul, Adroaldo Taguti, afirmou que o crescimento da Copasul e sua evolução ocorreu com muitos desafios e dificuldades. “Tudo isto chegou neste dia histórico. Estamos otimista e temos certeza que teremos sucesso. Esta pedra é um marco importante”.
Já Gervásio Kamitani, presidente do Conselho de Administração da empresa, destacou que este projeto faz parte da história da cooperativa. “Estes 45 anos de vida da Copasul foi de muito trabalho, anos difíceis, mas hoje estamos aqui lançando um sonho antigo da cooperativa. Aos nossos associados que sempre depositaram confiança nesta gestão, só temos que agradecer. Este é apenas o início deste projeto”, frisou o empresário.
A produção da unidade vai representar um aumento de 20% da capacidade de processamento de soja pelo MS, saindo de 14,5 mil toneladas para 17,5 mil diárias. Instalada nas margens da BR-163, ela estará em uma área de 484 hectares, tendo investimento de R$ 1,4 bilhão.
Unidade Industrial de Fiação

O governador também participou da inauguração da Unidade Industrial de Fiação II da Copasul em Naviraí. Com benefícios fiscais e recursos do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste), ela vai produzir fios 100% de algodão e misturas (algodão e poliéster), passando de 16,8 mil para a produção de 24 mil toneladas por ano com esta ampliação.
Em uma área construída de 15.717,11 m², a unidade vai gerar mais 81 empregos diretos e 200 indiretos, tendo investimento de R$ 88 milhões, sendo R$ 22 milhões na construção da linha de transmissão, para atender a ampliação da demanda e doação ao município.
“A Copasul é nossa maior cooperativa do Mato Grosso do Sul. Quando se lança estes empreendimentos tem muita articulação, dedicação e trabalho. No último ano o cooperativismo representou 50% dos investimentos privados do Estado. Por isso temos este olhar positivo para este segmento”, disse o secretário estadual de Desenvolvimento, Jaime Verruck.
Além do governador e de Verruck, participaram das solenidades o chefe da Casa Civil estadual, o secretário Eduardo Rocha, além dos prefeitos da região.
Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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