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Mato Grosso do Sul

Saúde enfatiza a importância do Projeto ‘MS Vacina Mais’ aos servidores

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A SES (Secretaria de Estado de Saúde) reuniu seus colaboradores nesta segunda-feira (3) para reforçar a importância do Projeto ‘MS Vacina Mais’ que visa fortalecer as ações de vacinação dos municípios em Mato Grosso do Sul.

O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destacou o papel dos trabalhadores da saúde como incentivadores, o que gera uma reação em cadeia para que a sociedade tenha um melhor e maior acesso à saúde.

“Somos nós, trabalhadores na área da saúde, que temos que favorecer o acesso para que a população possa ter a oportunidade de se prevenir quanto a essas doenças infecciosas que estavam absolutamente desaparecidas, mas que agora voltam a nos assombrar”.

Conforme a diretora-geral de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Domingues Castilho de Arruda, no ano de 2022 a SES executou uma ação similar e os resultados foram positivos. “Nós já tivemos uma estratégia no ano passado e foi bem efetiva, pois esse repasse de recurso para os profissionais de saúde colabora com a ampliação do acesso da população às salas de vacina. Conseguimos ter uma ampla divulgação e, assim, alcançamos o resultado desejado”.

Para a coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica da SES, Ana Paula Rezende Goldfinger, o projeto de incentivo aos 79 municípios para que o Estado consiga retomar a cobertura vacinal, em especial a da Influenza, chegou em boa hora.

“O incentivo veio em ótima hora, os municípios têm dificuldade em pagar o vacinador em horários estendidos ou em dias alternativos, como sábado e domingo, e é um momento em que a população realmente precisa. Precisamos de pontos estratégicos, como supermercados, que oportunizem, que deem abertura e acesso para que a população consiga receber essas vacinas”.

O gerente de Imunização da SES, Frederico Jorge Pontes de Moraes, ressalta que o incentivo será para cada sala de vacina em que vão ter a oportunidade de implementar ações nos meses de agosto e setembro.

“Vinculamos duas vacinas que são importantes para a saúde pública, que são as vacinas de rotina de crianças menores de um ano e a vacina de Influenza. Então, é uma estratégia que os municípios terão que adotar essa vacinação seletiva, que necessita de mão de obra para análise de carteira vacinal. Os municípios terão que trabalhar essas duas linhas e entendemos que essa ação terá um êxito para o Estado”.

Projeto ‘MS Vacina Mais’

Instituído em caráter provisório, o Projeto ‘MS Vacina Mais’ estabelece os critérios e o fluxo para repasse de incentivo financeiro estadual de custeio para o fortalecimento das ações de vacinação dos municípios em Mato Grosso do Sul.

O Estado disponibilizará R$ 1,2 milhão que deverá ser empregado exclusivamente para pagamento de incentivo financeiro aos trabalhadores de saúde das secretarias municipais de saúde, designados para atuarem nas salas de imunização, a fim de custear plantões e horas extras, com o intuito de fortalecer e expandir as ações de imunização, possibilitando a realização de estratégias que contribuam para a melhoria das coberturas vacinais no Estado.

Assim, para os municípios terem acesso ao repasse precisarão realizar a construção e envio de um cronograma até a primeira quinzena de julho de 2023, com suas respectivas ações de intensificação de vacinação contra a Influenza, Covid-19 e de Multivacinação para os meses de agosto e setembro de 2023, que deverá conter minimamente as ações abaixo descritas:

  • Realização de vacinação aos finais de semana e feriados;
  • Estratégias de vacinação extramuros com realização de busca ativa;
  • Ações de imunização em horários de vacinação estendidos;
  • Intensificação da divulgação por meio de mídias.

O envio do cronograma das ações de intensificação de vacinação, referente as ações programadas deverão ser enviadas fisicamente para DGVS (Diretoria de Vigilância em Saúde) e digitalmente em formato PDF para o e-mail: [email protected], para validação por parte da equipe técnica da Secretaria de Estado de Saúde, a fim de que os repasses financeiros sejam efetivados.

Kamilla Ratier e Rodson Lima, SES

Fotos: Rodson Lima

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.

A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Operação criança segura

A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.

Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.

A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.

Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.

Como denunciar?

O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.

As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.

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