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Mato Grosso do Sul

Lançamento do livro de Cláudia Leitão marca compromisso do Governo de MS em impulsionar a Economia Criativa no Estado

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A noite desta quarta-feira (28) marcou não só o lançamento da Superintendência de Economia Criativa como também o compromisso do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul em impulsionar o setor e apresentar o Plano Estadual de Economia Criativa.

Em uma verdadeira aula, a especialista no assunto, Cláudia Sousa Leitão, que veio a Campo Grande lançar o livro “Criatividade e emancipação nas comunidades-rede – Contribuições para uma economia criativa brasileira”, ressaltou o quanto o Estado tem potencial, mas que é necessário traçar políticas públicas.

“É preciso fomentar os pequenos, é preciso microcrédito orientado, recursos de natureza jurídica para controlar essas dinâmicas econômicas de criar, produzir, distribuir, difundir, consumir, é preciso educação”, elencou Cláudia.

Cláudia Sousa Leitão deu uma verdadeira aula sobre economia criativa e como o Estado pode fomentar e impulsionar o setor (Foto: Matheus Carvalho)

A especialista levou o público presente no auditório do Sebrae à reflexão ao questionar quais produtos daqui, de Mato Grosso do Sul, são consumidos e ofertados para quem vem de fora.

“Quais são os bens e serviços que estão à disposição na prateleira? Ou a gente está aqui como consumidor passivo de produto internacional? Triste destino de um País que não se reconhece pela própria riqueza. A verdade é que o Brasil é tão grande que ele tem mercado dentro dele, e a gente poderia ter uma economia criativa até sem exportação, bastava que fizéssemos circular nossos próprios produtos”, disse.

Criatividade e emancipação nas comunidades- rede – Contribuições para uma economia criativa brasileira, da autora Cláudia Sousa Leitão (Foto: Matheus Carvalho)

No livro, a autora também traz a contribuição do ex-secretário de Cultura Cidadã e de Desenvolvimento Social de Medellín, na Colômbia, Jorge Melguizo, e chama atenção para o que classifica como o melhor da América Latina, a cultura e a natureza.

“É o que temos de melhor, e se pensarmos na América Latina, na biodiversidade cultural que nós temos para dar e vender, por que isso não é tão presente nos planos de desenvolvimento dos governos federais, estaduais e municipais?”

Pesquisadora do tema, Cláudia trouxe considerações acerca da invisibilidade das pessoas que fazem a economia criativa e o quanto elas precisam ser trazidas, pelo poder público, para o protagonismo.

“90% da economia criativa da América Latina é informal. O que você faz é economia criativa, mas ninguém te vê e nós precisamos entender isso, que a cultura não é só arte nem só patrimônios históricos, festas, é muito mais, é o que nos permite conviver. Somos o País da música, das artesanias, da dança, do design, da publicidade, arquitetura e urbanismo e tudo isso é setor criativo”, explicou Cláudia.

Economia Criativa em MS

Kossi Ezou, da marca Ayele Tissu, expondo seu trabalho ilustra um dos exemplos de economia criativa (Foto: Matheus Carvalho)

Durante o evento, uma amostra do que Campo Grande produz de economia criativa foi organizada em uma pequena feira no saguão do Sebrae. Um dos expositores era Kossi Ezou, da marca “Ayele Tissu” que está presente em todas as feiras da Capital.

Nascido do Togo, oeste da África, ele está em Mato Grosso do Sul há 10 anos, seis deles se dedicando à marca de roupas e acessórios que criou.

“A ideia surgiu de forma orgânica, eu sou africano, e trouxe minhas roupas. O pessoal começou a gostar, no início eu oferecia o que tinha, mas com o tempo minha mãe que vende tecidos lá e meu primo que tem uma confecção passaram a fazer e eu comecei a trazer a pronta entrega. Faço a curadoria, penso no modelo, e trago”, descreve.

Sobre o tema, Kossi diz timidamente que, em seu entendimento, a economia criativa envolve o trabalho regional de artistas locais. “Acredito que seja criatividade, inovação, é isso que eu penso quando economia criativa vem à minha cabeça”.

Superintendente de Economia Criativa de Mato Grosso do Sul e anfitrião do evento, Décio Coutinho afirmou que a pasta está trabalhando na estruturação do plano estadual, documento que vai traçar diretrizes para as ações em todo Mato Grosso do Sul dentro da perspectiva de, parafraseando Manoel de Barros, “transver o mundo”.

“Precisamos trabalhar nosso olhar e as leis que a gente tem usado para enxergar o que nos cercam, e acho que meu papel aqui em Mato Grosso do Sul é conseguir trabalhar este novo olhar sobre toda essa riqueza que vocês já têm aqui”, avaliou.

Titular da Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), Marcelo Ferreira Miranda enfatizou que a economia criativa é a aposta de Mato Grosso do Sul. “Os quatro pilares do Governo Eduardo Riedel descrevem exatamente isso: verde, digital, próspero e inclusivo. O que tem tudo a ver com a economia criativa. É um desafio muito grande, mas estamos aqui e contamos com parceiros nesta”, declarou Miranda.

Doutor e docente do mestrado em Desenvolvimento Regional e de Sistemas Produtivos da UEMS, Carlos Otávio Zamberlan enxerga como positiva a discussão e a criação de políticas públicas que fomentem a economia criativa. “Tudo o que nós temos de conhecimento é cultura. E a cultura é algo que faz com que nós tenhamos a possibilidade de enxergar e julgar o que acontece ao nosso redor, e a economia criativa vem ao encontro disso, de aproveitar a cultura diversa de Mato Grosso do Sul”, comentou.

Representante do Sebrae, Daniele Muniz destacou como a economia criativa dialoga com os mais diversos setores de mercado. “Isso está impregnado aqui no Mato Grosso do Sul. Nós enxergamos a economia criativa desta forma, como negócio, e o futuro do mercado é colaborativo. Estamos juntos e em rede para fazer uma economia criativa e emancipada”.

Superintendente de Economia Criativa, Décio Coutinho, acompanhado da palestrante e autora Cláudia Sousa Leitão, da representante do Sebrae Daniele Muniz e do secretário de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, Marcelo Miranda (Foto: Matheus Carvalho)

Superintendência

A Superintendência de Economia Criativa é uma pasta ligada à Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania). Você consegue assistir na íntegra ao lançamento do livro pelo canal da Setescc no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=JTl4nYpn_cI.

Paula Maciulevicius, Setescc

Fotos: Matheus Carvalho

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Como proteger idosos durante temporais e outras emergências climáticas

Especialista orienta a preparar a casa e a família para protegê-los em situações de emergência

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Os temporais que atingiram Mato Grosso do Sul nos últimos dias deixaram ruas bloqueadas, árvores e postes derrubados, imóveis danificados e bairros inteiros sem energia elétrica. Em alguns pontos de Campo Grande, por exemplo, o fornecimento demorou mais de 36 horas para ser restabelecido, afetando diversas residências, muitas delas com moradores idosos.

Mato Grosso do Sul tem cerca de 391 mil pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,18% da população do Estado, segundo dados do Censo 2022 do IBGE. O número ajuda a dimensionar a importância de um cuidado muitas vezes deixado de lado: preparar a casa e a família para situações de emergência provocadas por chuvas intensas, ventos fortes e interrupções prolongadas de serviços essenciais.

Para pessoas idosas, episódios desse tipo podem trazer dificuldades adicionais. Mobilidade reduzida, uso contínuo de medicamentos, dependência de equipamentos elétricos e limitações visuais ou auditivas podem tornar mais difícil reagir rapidamente a uma situação de risco.

Para Denis Corrêa, sócio e diretor comercial e estratégico da CoreHelp, instituição especializada na capacitação para atendimento de emergências, esse planejamento precisa começar antes que a tempestade chegue.

“Em uma emergência, não é o momento de descobrir quem vai ajudar o idoso, onde estão os medicamentos ou como ele poderá deixar a casa se isso for necessário. A família precisa pensar previamente nesses cenários e definir um plano simples, que todos conheçam e consigam executar”, orienta.

A atenção a esse público também está prevista no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil 2025/2035, que estabelece que as estratégias de prevenção e resposta a desastres devem considerar prioritariamente pessoas idosas, pessoas com deficiência e aquelas com mobilidade reduzida.

O plano de resposta rápida doméstico

Denis chama esse conjunto de cuidados de plano de resposta rápida doméstico. A ideia é simples: deixar organizado, antes de qualquer problema, aquilo que a família vai precisar saber e fazer quando uma emergência acontecer. Não exige equipamentos caros nem conhecimento técnico, apenas conversa, organização e informação em lugar fácil de encontrar.

O primeiro passo é deixar os números de emergência visíveis para todos os moradores da casa, como na porta da geladeira, perto do telefone fixo ou na entrada do imóvel. Devem estar anotados o SAMU (192), a Polícia Militar (190), o Corpo de Bombeiros (193) e a Defesa Civil (199), além do telefone da companhia de energia. Também vale salvar esses contatos no celular do idoso e dos familiares mais próximos.

“Na hora do susto, muita gente esquece até o número mais conhecido. Quando a informação está escrita e à vista, qualquer pessoa da casa consegue pedir ajuda, inclusive uma criança ou uma visita”, explica Denis.

O plano também deve indicar quais hospitais da região estão preparados para atender casos de infarto e de AVC. Nessas situações, cada minuto faz diferença, e saber com antecedência para onde ir evita perda de tempo e deslocamentos desnecessários. O ideal é que a família confirme essas informações com o médico que acompanha o idoso ou com a rede de saúde do município.

Outro ponto importante é combinar qual familiar deve ser avisado primeiro em caso de emergência. Definir essa pessoa, e também uma segunda opção caso ela não atenda, evita ligações desencontradas e garante que alguém de confiança acompanhe a situação desde o início.

Por fim, a família precisa pensar em como sair rapidamente do imóvel, se for necessário. Isso inclui saber por qual porta sair, manter as chaves sempre no mesmo lugar, deixar corredores e passagens livres, ter uma lanterna de fácil acesso e combinar um ponto de encontro seguro fora da casa.

O que mais precisa estar previsto

Cada idoso tem necessidades próprias. Uma pessoa independente e com boa mobilidade terá demandas diferentes de alguém que precisa de ajuda para caminhar, usa cadeira de rodas, faz tratamento contínuo ou tem alguma condição que dificulte a comunicação ou a orientação.

A família deve definir quem poderá ajudar em uma eventual saída do imóvel, para onde o idoso será levado e como será feito esse deslocamento. Também é importante manter à mão informações sobre medicamentos, receitas, contatos de familiares, médicos e serviços de emergência.

Para quem usa medicamentos todos os dias, a recomendação é manter as receitas organizadas e acompanhar o estoque, principalmente quando houver previsão de temporais, já que sair de casa pode ficar difícil. Idosos que usam aparelhos auditivos também devem ter pilhas extras ou o carregador sempre abastecido, para não perderem a capacidade de ouvir alertas e orientações durante a emergência.

A falta de energia também merece atenção. Além de deixar a casa no escuro e aumentar o risco de quedas, uma interrupção longa pode afetar equipamentos usados nos cuidados com o idoso, a conservação de alguns medicamentos e até a comunicação com a família.

“É importante que a família saiba antecipadamente se existe algum equipamento que não pode ficar sem energia, quais são as alternativas disponíveis e para quem deve ligar. Improvisar durante o temporal aumenta muito a chance de uma decisão errada”, afirma Denis.

Nem sempre sair de casa é a primeira opção

Outra preocupação é evitar decisões apressadas. Retirar um idoso de casa durante uma chuva forte, sem que exista risco imediato no imóvel, pode expô-lo a outros perigos, como ruas alagadas, fios elétricos, árvores instáveis e quedas no caminho.

A decisão deve levar em conta as condições da casa, os alertas dos órgãos de emergência e, principalmente, a segurança do trajeto.

“Existe uma tendência natural de querer resolver tudo rapidamente, mas, em uma situação de emergência, a primeira análise deve ser sempre de segurança. Se há fios caídos, água subindo, estruturas comprometidas ou risco de queda de árvores, é preciso avaliar antes de colocar uma pessoa com mobilidade reduzida naquele ambiente”, explica o especialista.

Se for preciso deixar o imóvel, documentos pessoais, medicamentos, receitas, água e outros itens indispensáveis ao cuidado devem estar reunidos em uma bolsa ou mochila que possa ser levada rapidamente.

Também é importante que o plano não dependa de uma única pessoa. Familiares, cuidadores e vizinhos de confiança podem conhecer as necessidades daquele morador e saber como ajudar caso o responsável não consiga chegar.

Depois da chuva, os riscos continuam

O fim do temporal não significa o fim da emergência. Casas sem energia, pisos molhados, objetos fora do lugar, telhados danificados, galhos e fios espalhados pelo terreno podem criar novos riscos dentro e fora da residência.

Para idosos com dificuldade de equilíbrio, locomoção ou visão, pequenas mudanças no ambiente já aumentam a chance de quedas e outros acidentes.

Antes que o idoso volte a circular normalmente pela casa, a recomendação é verificar se há água no chão, objetos bloqueando a passagem, danos na estrutura ou qualquer alteração que dificulte a locomoção. Áreas próximas a fios, árvores caídas, postes e estruturas danificadas devem ser isoladas até a avaliação de profissionais.

Com essas medidas combinadas antes, a família reduz os improvisos justamente quando precisa decidir rápido. Um plano simples, com números de emergência à vista, hospitais de referência, contatos definidos, medicamentos organizados, rotas de saída e as necessidades específicas do idoso, torna a resposta mais segura antes, durante e depois de um temporal.

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Mato Grosso do Sul

Inmet alerta para tempestades com ventos de até 90 km/h em MS; Energisa reforça orientações de segurança

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de tempestade para Mato Grosso do Sul, válidos a partir deste sábado (19), com instabilidade prevista até a segunda-feira (21). A previsão indica chuvas intensas, granizo, raios e ventos de até 90 km/h, afetando principalmente a região sul do estado.

​Diante do risco de queda de árvores e lançamento de objetos sobre a fiação de energia, a Energisa-MS orienta a população a reforçar a segurança durante as tempestades:

  • Distância de Segurança: Em caso de cabos rompidos, árvores ou objetos sobre a rede elétrica, mantenha distância e jamais tente mover o material, mesmo que a região pareça sem energia.
  • Canais de Atendimento: Caso identifique ocorrências na rede, acione a concessionária imediatamente pelos meios oficiais:
    • WhatsApp (Gisa): (67) 99980-0698
    • Aplicativo: Energisa On
    • Telefone: 0800 722 7272
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