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Mato Grosso do Sul

MS Saúde encaminha primeiros pacientes para cirurgia em Fátima do Sul

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Na primeira ação de atendimento do Projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Filas’, mais de 100 pacientes foram atendidos neste sábado (24) no município de Fátima do Sul. A avaliação foi realizada para garantir o agendamento da cirurgia de pterígio – membrana formada de vasos sanguíneos e tecido fibroso que cresce nos olhos –, prevista para ocorrer nos dias 1° e 2 de julho no Hospital da SIAS (Sociedade Integrada de Assistência Social).

Pacientes passam por triagem em Fátima do Sul

Para quem aguarda por uma cirurgia, o dia foi de avaliação médica e pré-operatório. Na triagem e na consulta muitos pacientes atendidos foram encaminhados para outros serviços disponibilizados. E outros já deixaram o Hospital da SIAS (Sociedade Integrada de Assistência Social) com o encaminhamento para a cirurgia.

É o caso do motorista de ônibus Nilton Carlos de Oliveira, 47 anos, que mora em Dourados. “Eu fui diagnosticado com o problema há dois anos, foi na época da pandemia. Por isso estou conseguindo a cirurgia agora. Mas depois que passei pelo médico até agora, que é o momento de agendar, foi rápido. Eu acho muito bom que essas cirurgias estão acontecendo”.

Para ele, o procedimento vai dar mais qualidade de vida e segurança, inclusive no trabalho. “Eu precisei mudar de categoria de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) para poder renovar, e também tive um laudo médico para comprovar que estava no processo de realização da cirurgia. Mas vai ser ótimo pode resolver isso logo. Semana que vem eu volto e faço a cirurgia”, comemorou Nilton.

Juventina Santana

Juventina Santana, 55 anos, também aguarda a cirurgia para resolver de vez o problema do olho direito. “Atrapalha demais, eu enxergo tudo embaçado. Fui atendida rápido, dei andamento em tudo este ano mesmo e agora já estou aqui para aguardar a cirurgia”.

O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, reconheceu a importância da ação. “Vamos trabalhar para que seja organizada uma política de gestão, para que toda pessoa que precise de cirurgia faça imediatamente. Porém, atuamos neste momento para garantir que todos que aguardam tenham suas demandas atendidas. Por isso, trazer estas ações para o interior é de grande importância, pois assim conseguimos dar andamento para esta necessidade específica da população”.

A diretora-geral de Gestão Estratégica da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Maria Angélica Benetasso, ressalta que a Secretaria de Estado de Saúde está empenhada em acelerar as cirurgias eletivas e exames diagnósticos o quanto antes no Estado. “Os pacientes passam por atendimento ambulatorial para avaliação médica para o pré-operatório e a cirurgia será realizada nos próximos dias. É uma consulta importante para triagem e direcionamento”.

Secretário de Saúde, Maurício Simões, durante ação em Fátima do Sul

Nesta ação, foram atendidos pacientes de dez municípios da região, de acordo com a diretora do hospital Rosa Conceição Villas Boas. “Além do atendimento do MS Saúde, também atendemos outras pactuações, pois somos referência em oftalmologia para 18 municípios. E no projeto do Governo do Estado também vamos realizar cirurgias de catarata, vascular, ginecológica e geral”.

A presidente Cosems/MS (Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul) Josiane Oliveira, que é secretária Municipal de Saúde de Vicentina, afirmou que o MS Saúde garante atendimento a quem mais precisa. “A saúde no interior precisa ser fortalecida, por estarmos em um Estado com grandes dimensões. O projeto do Governo possibilita realizar cirurgias que estavam represadas a bastante tempo e outras que surgiram em decorrência do período pandêmico”.

MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila

Lançado em maio, o Projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’ vai ajudar a reduzir as filas e levar consultas, exames e cirurgias à população dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

A previsão é de investimentos de R$ 45 milhões em recursos estaduais e R$ 7,9 milhões em recursos federais. A população poderá contar com a oferta de cirurgias eletivas nas especialidades de oftalmologia, otorrinolaringologia, cirurgia vascular, cirurgia geral, ortopedia, ginecologia, urologia e cirurgia reparadora.

Já os exames diagnósticos vão incluir ressonância magnética com contraste, ressonância magnética (sedação), tomografia computadorizada, endoscopia, densitometria, eletrocardiograma, ecocardiograma transtorácico, ultrassonografia, entre outros.

Secretário conversa com pacientes em Fátima do Sul

A grande novidade e diferencial do programa serão as cirurgias reparadoras voltadas para pré-adolescentes e jovens vítimas de bullying. Com o intuito de diminuir a evasão escolar decorrente dessa situação, o Governo do Estado, em uma parceria entre as secretarias de Estado de Saúde e Educação, oferecerá cirurgias plásticas reparadoras – cirurgia mamária feminina não estética; plástica mamária masculina; e tratamento cirúrgico não estético da orelha. Nesse rol de cirurgias preventivas serão incluídos 30 encaminhamentos para correção de estrabismo que estão na lista de espera da área oftalmológica.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende

ATENÇÃO IMPRENSA: Confira as fotos, imagens e sonoras do evento

Fonte: Governo MS

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Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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Mato Grosso do Sul

Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.

A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Operação criança segura

A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.

Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.

A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.

Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.

Como denunciar?

O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.

As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.

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