Mato Grosso do Sul
Comissão prepara regulamento do novo programa de compartilhamento de compras de passagem rodoviária
O Programa de Compartilhamento de Compras de Passagens no Sistema de Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros de Mato Grosso do Sul avança mais uma etapa. A Agems (Agência Estadual de Regulação) definiu a comissão que irá desenvolver as diretrizes para instituir o programa, tanto nas questões internas da Agems, quanto no alinhamento com outros órgãos envolvidos.
Seis profissionais foram designadas para o trabalho, conforme portaria publicada nesta semana.
O grupo é composto pelas coordenadoras de três unidades da DTR (Diretoria de Transportes): Luciana Gomes (Câmara de Regulação Econômica), Marisa Oliveira (Centro de Integração Técnica e Inteligência) e Caroline Tomanquevez (Câmara Técnica de Transportes, coordenadora da Comissão); a assessora da DTR Adriana Ortiz; a integrante da Assessoria de Estratégia, Planejamento e Resultados Daniella Lima; e a representante da assessoria jurídica, Fabíola de Abreu.

“Iremos estabelecer o cronograma de ações junto com a Secretaria de Administração sobre esse novo modelo, já que essa secretaria é quem trata de compras no Estado. E vamos preparar toda a regulamentação do sistema informatizado de credenciamento das empresas e aquisição dos bilhetes”, explica do diretor de Transportes da Agência, Matias Gonsales Soares.
Praticidade e desconto
O Programa de Compartilhamento de Compras de Passagens é uma inovação para reduzir custo e dar mais praticidade na aquisição de bilhetes por órgãos públicos para servidores em trânsito a trabalho e população assistida por atendimento social.
O projeto elaborado pela Agems foi instituído por meio do Decreto do governador Eduardo Riedel, no dia 7 de junho. Será criado um sistema informatizado onde os órgãos públicos e as empresas regulares se credenciam para compra e venda de bilhetes, com desconto mínimo será de 10%.
O programa é exclusivo para entidades públicas e poderá ser usado por órgãos do Governo Estadual, Federal e prefeituras. A iniciativa vai baratear, por exemplo, a viagem de pessoas atendidas em programas sociais que precisem ir a outro município, o transporte de pacientes para tratamento em outra cidade e o deslocamento de servidores para trabalho em local diferente de onde moram.
“Estamos promovendo uma grande inovação em todo o Sistema de Transportes e estamos olhando para todos os cenários”, conta diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis. “Esse novo sistema vai compartilhar os interesses e as ofertas, de um jeito facilitado e barateando o custo”, finaliza.
Gizele Oliveira, Agems
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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