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Mato Grosso do Sul

MS Renovável: Governo fomenta a criação de polo de produção de Hidrogênio Verde em MS

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De olho na meta de tornar Mato Grosso do Sul um território internacionalmente reconhecido como Carbono Neutro até 2030 e nas oportunidades do mercado europeu e japonês com a crescente demanda por energia limpa e renovável, o Governo do Estado, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), já atua para fomentar a criação de um polo de produção de Hidrogênio Verde.

“Nós já temos estabelecida uma política de fomento à produção de energia limpa e renovável em Mato Grosso do Sul, que é o nosso programa MSRenovável, parte integrante do MS Carbono Neutro em 2030. Agora, estamos de olho na produção de Hidrogênio Verde, conhecendo as experiências já existentes no País e nas oportunidades emergentes de mercados importantes como Europa e o Japão”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.

A pauta sobre o Hidrogênio Verde foi debatida em reunião da coalisão de Estados integrantes do Consórcio Brasil Verde, no qual Mato Grosso do Sul é representado pela Semadesc. “É a utilização de energia limpa e renovável que caracteriza a produção do Hidrogênio como Verde, ou não. E, em Mato Grosso do Sul, nós estamos incentivando, por meio do MS Renovável, esse tipo de matriz energética, que cresce em nosso Estado com a produção de energia elétrica a partir da biomassa da cana e do setor florestal, além da expansão do uso da energia solar fotovoltaica”, informa Jaime Verruck.

Na reunião do Consórcio Brasil Verde foram apresentadas as oportunidades do mercado internacional para os países que investirem na produção de Hidrogênio Verde. No encontro virtual, a organização R20, fundada em 2011 pelo ex-governador da California Arnold Shwarzenegger e a ONU, informou que a Europa tem uma meta ousada de substituição da frota de veículos que usam combustíveis fósseis para o Hidrogênio Verde, até 2030. A expectativa é de que, em menos de uma década, os países daquele continente importem 50% do total da demanda por esse tipo de combustível.

“Mato Grosso do Sul já tem iniciativas de produção de Hidrogênio Verde. O ISI Biomassa, do Senai em Três Lagoas, adquiriu recentemente uma planta industrial laboratório para a realização de pesquisas para produção desse combustível no Estado. A partir de 2024, a Suzano vai utilizar Hidrogênio Verde em seus veículos, que será produzido internamente a partir da energia de biomassa da fábrica de Ribas do Rio Pardo. É um investimento de R$ 400 milhões”, lembrou Jaime Verruck.

Além disso, a Semadesc também deve lançar um Edital de Inovação – Chamada Hidrogênio Verde, no valor total de R$ 8 milhões, a maior parte de investimento do Governo do Estado, para projetos de inovação e produção de Hidrogênio Verde. “Então Mato Grosso do Sul já conta com uma política estabelecida, por meio do MS Renovável, e já vai se posicionar nacionalmente, de olho nas oportunidades que estão surgindo”, finalizou o titular da Semadesc.

Marcelo Armôa, Semadesc

Fonte: Governo MS

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Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS

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Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.

Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.

O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.

O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News

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Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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