Mato Grosso do Sul
Ponte entre Mato Grosso do Sul e Paraná abre nova rota de desenvolvimento
A construção de uma nova ponte sobre o Rio Paraná será uma importante ligação entre Mato Grosso do Sul e o Paraná e vai encurtar distâncias entre os dois estados, ligando o distrito de Porto São José, em São Pedro do Paraná, no noroeste paranaense, à cidade sul-mato-grossense de Taquarussu. Este foi o assunto do encontro que o vice-governador Barbosinha teve nesta quinta-feira (25), na Governadoria, a pedido do governador Eduardo Riedel, com a diretoria da Socipar (Sociedade Civil Organizada do Paraná).
Com 2 km de extensão e orçado em R$ 2,9 milhões, o projeto da nova ponte já possui EVTEA (Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental), contratados pela Itaipu Binacional por meio de convênio firmado, no ano passado, entre a hidrelétrica e os governos de Mato Grosso do Sul e do Paraná.
O vice-governador destaca que a ponte será essencial para desenvolver a região sudeste do Estado, e vai trazer incrementos importantes ao Vale do Ivinhema, além de beneficiar municípios do entorno. Barbosinha parabenizou os representantes da entidade que têm lutado ao lado dos Governos pela concretização do sonho de empresários e da população sul-mato-grossense e paranaense.
“Agora, vou levar essa nossa conversa ao Eduardo Riedel e ver como posso ajudar também em uma conversa com o secretário de Infraestrutura e Logística, Hélio Peluffo. Essa, sem dúvida, é uma obra que cria mais um importante corredor logístico para escoamento da produção agrícola, encurta trajetos e é mais uma rota que será utilizada para o desenvolvimento nos dois estados ”, defende.
Este é um projeto importante de integração, principalmente, para o agronegócio e turismo para o Paraná e o Mato Grosso do Sul, avalia o presidente da Socipar, Dermerval Adilson Silvestre.
“Acredito que essa ponte será uma porta de entrada do desenvolvimento, beneficiando empresas nacionais e multinacionais. Já temos empresas nos procurando interessados em se instalar nos dois estados. Temos três que já estão instaladas no Paraná em decorrência dessa obra. É uma economia para escoar a produção de mais ou menos 130 km de estrada”, explicou.
De acordo com a proposta, em Mato Grosso do Sul devem ser implantados 30 km da rodovia MS-473 e um viaduto de acesso em Taquarussu. Já no estado do Paraná, o projeto prevê a restauração de 19,8 km da PR-577 e ainda a construção de contorno em Porto São José, distrito do município de São Pedro do Paraná.
Participaram da reunião, o deputado estadual Roberto Hashioka, o empresário Jaime Valler e o vice-presidente da Socipar, Ivo Pierin Junior Junior. A Socipar é composta por 210 entidades e lideranças e exerceu papel precursor e participação atuante na defesa da interligação entre o Paraná e Mato Grosso do Sul.
Luciana Bomfim, Comunicação da vice-governadoria
Fotos: João Garrigó
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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