Câmara Municipal de Três Lagoas
Vereadores de Três Lagoas debatem problemática das drogas no município
Por iniciativa do vereador Davis Martinelli, aconteceu na manhã desta quarta-feira (19), uma reunião no plenário para debater a problemática das drogas no município. Nos últimos meses, casos de violência, assaltos e vandalismo aumentaram em algumas regiões da cidade devido ao consumo de drogas e seus usuários, os quais também tiveram um crescimento significativo. Estiveram presentes as vereadoras Charlene Bortoleto, Evalda Reis, Marisa Rocha, Sayuri Baez, Sirlene, os vereadores Doutor Issam Fares Junior, Jorginho do Gás e representantes do Professor Negu Breno.
Abrindo e encerrando o evento, Sidney Ferreira Junior, psicólogo do Ministério Público Estadual (MPE), falou sobre a importância do encontro para atuar na repressão, prevenção e tratamento. “O ser humano é gente, não é pau que nasce torto. Tem jeito de resolver. Mas tem que acreditar e, é claro, tem que ter uma estrutura forte e preparada”, ressaltou.
A vereadora Sayuri lamentou não ter representantes de alguns órgãos públicos e parabenizou o vereador Davis pela iniciativa da reunião. Marisa Rocha, que também é presidente da comissão permanente que trata dos direitos humanos, na Casa de Leis, reforçou que “o problema das drogas não é dos políticos, dos policiais, do Ministério Público ou das secretarias, é um problema de toda a sociedade”. A parlamentar ainda citou: “temos que estudar projetos que deram certo, como o da cidade de Costa Rica”.
“Eles são doentes e temos que oferecer o tratamento que eles precisam”, lembrou Sirlene, que finalizou solicitando para que todas as autoridades presentes unam as forças e debatam sobre esse triste índice que está aumentando na cidade. A vereadora Evalda Reis também ressaltou como cada um é fundamental para esse debate. Doutor Issam Fares destacou que “tratar com medicação ajuda por um período curto, mas não mexe na causa”. Logo, é preciso pensar e atuar na raiz do problema. Charlene, presidente da comissão permanente de Prevenção e Combate às Drogas citou viagens que fez para ver exemplos da atuação de outras cidades, falou da angústia da polícia em prender e soltar e finalizou: “os moradores estão desesperados e precisamos ajudá-los”.
Representantes da população também tiveram espaço. O primeiro foi Celso do Paranapungá, presidente da Associação dos Moradores do bairro, que relatou sobre as ameaças que aumentaram no bairro e falou um pouco de um projeto chamado “Resgate” da Igreja Brasa Viva. Outro desabafo sobre a situação veio de Alessandra Zorzan Blarques Leal, empresária com comércio na região da avenida Clodoaldo Garcia, que sofreu uma série de assaltos, recentemente. Sônia Aparecida Camargo, cidadã voluntária no gabinete do vereador Davis, contou um pouco da rotina: “recebemos muitas pessoas que não sabem mais como auxiliar parentes usuários de drogas. A gente pode apenas orientar sobre direitos, pois a iniciativa tem que vir da pessoa”.
Ricardo Cavagna, delegado da Polícia Civil, explicou sobre o papel da instituição nessas situações, que é limitado. “Precisa ter tratamento sim. Temos que entender o melhor momento de iniciar o tratamento”, defendeu. O major Francisco Rogeliano, do 2º Batalhão da Polícia Militar trouxe dados sobre o policiamento e falou sobre o papel de repressão possível para inibir novas situações.
Finalizando a reunião, Sidney refletiu sobre a importância das clínicas e projetos. “Felizmente temos esses projetos de igrejas e deveria ter muito mais. Se salvam um ou três, são três a menos nas ruas. Quiçá tivéssemos mais desses projetos. A polícia tá ali num trabalho de enxugar gelo. Mas, e ainda bem, que existem e são muito bem atuantes, ajudando na repressão”. O psicólogo ainda lembrou-se do Proerd, estimando um retorno do projeto e encerrou com um lembrete, talvez uma reflexão para próximos encontros: “é importante fortalecer a família do usuário, pois ao retornar ao seu lar, só um cheiro, uma música, pode fazer ele recair”.
Câmara Municipal de Três Lagoas
Seminário “Agosto Lilás” apresenta rede de proteção às mulheres
Na noite desta quarta-feira (05), o plenário da Câmara de Vereadores de Três Lagoas, reuniu grandes autoridades que atuam no combate à violência contra a mulher. O seminário alusivo à campanha “Agosto Lilás”, proposto pela vereadora Evalda Reis, também procuradora da mulher, apresentou toda a rede de proteção às mulheres. O evento contou com a presença do vereador Tonhão, presidente do poder legislativo, e dos vereadores Professor Pedrinho Junior e Sirlene dos Santos. Alguns jovens vereadores também compareceram.
Estavam presentes: a presidente do Parlamento Jovem, Mariana Tiago (Escola Funlec, apadrinhada pelo vereador Tonhão); Alícia Pereira (EE Jomap, apadrinhada pelo vereador Prof. Pedrinho Junior); Hávila Silva (EE Edwards Corrêa, apadrinhada pelo vereador Tonhão); Diogo de Sordi (IFMS, apadrinhado pelo vereador Fernando Jurado); Miguel Nogueira (EE Fernando Corrêa, apadrinhado pelo vereador Davis Martinelli); e Ytalo Kaik Ramos (EE Jomap, apadrinhado pelo vereador Marco Silva).
A jovem vereadora suplente, Ana Luiza (EE Edwards Corrêa), também esteve presente e, inclusive, foi a primeira a usar a tribuna após a fala de abertura do presidente do legislativo. Tonhão reafirmou o compromisso da instituição na rede de proteção às mulheres e passou a presidência do seminário à vereadora proponente. Então, Ana Luiza se pronunciou em nome da juventude, desejando uma sociedade na qual as mulheres não precisem mais ter medo; na qual a nova geração, que fala tanto pelas redes sociais, aprenda a se pronunciar mais, a denunciar. “Acho que a pergunta que temos que fazer não é sobre quantas mulheres pelo mundo sofrem violência, mas sim: por quanto tempo mais a humanidade vai falhar em proteger metade da sua população?”, finalizou a jovem.
Felipe Rocha Cagliari, representando a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), ressaltou que “não eram vocês [mulheres] que tinham que estar aqui ouvindo e aprendendo sobre tudo isso. Mas sim os homens, àqueles que não respeitam vocês”. Felipe lembrou da recente inauguração da 70ª Sala Lilás de Mato Grosso do Sul em Três Lagoas, representando mais um importante avanço no fortalecimento da rede de proteção e acolhimento às mulheres vítimas de violência.
Na sequência, Cabo Selma de Sousa, comandante do Programa Mulher Segura (Promuse), falou como se sente feliz em poder atuar em um programa que ajuda outras mulheres, explicando como funciona a ação. Franciele Soares, coordenadora da Procuradoria da Mulher, órgão da Câmara de Vereadores, apresentou todo o trabalho que estão oferecendo desde a sua criação. “O nosso maior poder aqui é o acolhimento, a conscientização, a orientação, o encaminhamento”, reforçou Franciele ao desmistificar a crença de que a procuradoria tem poder policial ou jurídico em seus atos.
Cecília Pivovar, do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) iniciou com uma provocação: “hoje eu não quero começar falando de leis ou mostrando números, quero começar falando de coragem, pois todos os dias existe uma mulher que acorda pensando: será que eu vou conseguir sair dessa situação?”. Cecília então explicou que “essa mulher” pode ter qualquer idade, qualquer nível social ou econômico. “Pode ser qualquer uma de nós”, afirmou.
Ao apresenta a Lei Maria da Penha, enfatizou: “foi uma lei que fez o Brasil pensar: algo precisava mudar”. Sobre o serviço oferecido pelo Cram, explicou: “não atendemos apenas mulheres, mas desenvolvemos aquilo que a violência tentou tirar, retomamos a confiança, a autonomia e a esperança”.
A Defensora Pública Rita de Cássia apresentou o Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) que oferece atendimento humanizado às mulheres, mostrando todos os profissionais envolvidos para que elas se sintam totalmente amparadas.
Sônia Cristina Ivonisko, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), falou que o conselho está de portas abertas para atuar e pensar também na proteção, e não apenas nos direitos”. Por fim, Fernando Garcia de Brito, secretário de Assistência Social, pediu para que as mulheres não se calarem e não se curvarem ao machismo. “E que esse assunto não seja algo para falarmos somente no próximo mês de agosto. Tem que ser assunto de dentro de casa, vindo dos pais, da família, da escola, dos ambientes de trabalho, para que não tenhamos mais tanta violência de gênero”.
“Hoje nós estamos aqui apresentando à sociedade de Três Lagoas uma rede de proteção às mulheres vítimas de violência, uma rede de apoio e acolhimento para que elas tenham mais dignidade” nesse processo que já é indigno de se vivenciar, explicou a vereadora Evalda Reis na fala de encerramento. E, como procuradora da mulher, colocou não só a Procuradoria da Mulher à disposição, mas as mulheres do poder legislativo como um todo nesta luta incansável que é promover uma sociedade segura para as mulheres.
SALA LILÁS
A Sala Lilás é um ambiente acolhedor e exclusivo destinado ao atendimento de crianças, meninas e mulheres vítimas de violência física e sexual. O espaço oferece mais conforto, privacidade e segurança para as vítimas que aguardam a realização de exames periciais, contribuindo para um atendimento mais humanizado e respeitoso.
A primeira Sala Lilás foi inaugurada pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul em novembro de 2017, no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), em Campo Grande. A iniciativa tornou-se referência para outras unidades da segurança pública estadual.
Já no interior do Estado, a primeira Sala Lilás em delegacias foi inaugurada em 7 de agosto de 2019, no município de Sidrolândia, data em que a Lei Maria da Penha completou 13 anos de vigência.
Com a inauguração da unidade em Três Lagoas, o município passa a integrar a rede estadual de atendimento especializado, reforçando o compromisso das instituições públicas com a proteção, o acolhimento e a garantia dos direitos das mulheres.
Câmara Municipal de Três Lagoas
Vereadores participam da entrega de escrituras do Orquídeas 2
Na tarde desta quarta-feira (5), o presidente da Câmara de Vereadores de Três Lagoas, vereador Tonhão, acompanhado dos vereadores Sargento Rodrigues, Mário Grespan e Professor Pedrinho Junior, participou da solenidade de entrega das escrituras de doação aos moradores do Conjunto Habitacional Orquídeas 2. O ato, realizado pelo prefeito Doutor Cassiano Maia, faz parte do Programa de Regularização Fundiária, desenvolvido pela prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Governo e Políticas Públicas (SEGOV).
Nesta etapa do programa, o Conjunto Orquídeas 2 é contemplado com 30 imóveis. No ato simbólico, que aconteceu no gabinete do chefe do poder executivo, seis escrituras foram entregues. Assim, o município alcança a marca de 547 imóveis regularizados, garantindo segurança jurídica e mais tranquilidade às famílias beneficiadas.
Durante o evento, o presidente da Câmara, vereador Tonhão, destacou a importância da iniciativa para a vida dos moradores. “Fazer essa entrega representa muito mais do que uma escritura de papel. Representa dignidade, representa a materialização de um sonho”, afirmou o parlamentar.
A participação dos vereadores reforça o compromisso do poder legislativo em acompanhar ações que promovam cidadania e melhoria da qualidade de vida da população, contribuindo para o desenvolvimento de Três Lagoas por meio de políticas públicas que transformam a realidade das famílias.
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