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Mato Grosso do Sul

Parceria garante ao Bioparque Pantanal exames de ultrassom em jacarés

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Prezando pelo bem-estar e a manutenção da saúde dos animais que habitam Bioparque Pantanal, monitoramentos e exames são realizados com frequência, garantindo assim que os padrões de saúde sejam mantidos. Recentemente um dos jacarés do complexo realizou exame de ultrassom, procedimento fruto de uma parceria técnico-científica com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Atualmente 14 Jacarés-do-Pantanal vivem em um dos tanques do empreendimento. De nome científico Caiman yacare, a espécie é uma das principais atrações do complexo. Eles foram doados para o Bioparque pela Caimasul, fazenda turística de criação de jacarés.

Recentemente o mesmo exame de rotina foi realizado em arraias, sendo possível detectar que uma delas estava grávida, após o resultado o animal recebeu todo o acompanhamento necessário até o nascimento dos filhotes. Por meio do exame é possível observar por imagem os órgãos dos animais, possíveis anomalias ou a presença de algum corpo estranho, conforme explica a bióloga-chefe do Bioparque, Carla Kovalski.

“Conseguimos pelo exame ver internamento como esses animais estão, se está tudo dentro dos padrões de um animal saudável. Eles podem muitas vezes não apresentar algum sinal externo e ter alguma enfermidade”.
A bióloga ainda destaca que a parceria com a UFMS beneficia as duas partes, pois além de permitir a otimização do trabalho desenvolvido no complexo de água doce, delineando um melhor tratamento, também fornece para a instituição um banco de dados de espécies que eles não têm a oportunidade de estudar. “Existe essa troca de informações e possíveis trabalhos para serem publicados juntos”.

Com objetivo de ter um controle veterinário, todos os jacarés que vivem no Bioparque Pantanal receberam chips de identificação em maio do ano passado.

A diretora do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri reforça a importância de parcerias com instituições de ensino, levando em consideração a troca de conhecimento. “Estamos sempre em busca de aperfeiçoar o trabalho desenvolvido no espaço, e poder contar com o apoio de profissionais ligados a pesquisa e ao bem-estar animal é de grande valia para nós, essa troca de conhecimento e informações eleva o trabalho de ambos”.

Rosana Lemes, Bioparque Pantanal
Fotos: Eduardo Coutinho

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS

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Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.

Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.

O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.

O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News

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Mato Grosso do Sul

Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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