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Mato Grosso do Sul

Internos do regime semiaberto atuam na reforma de escola pública em Indubrasil

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Reeducandos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira (CPAIG) atuam na reforma da EE Prof. Ulisses Serra, a 14ª unidade escolar da REE (Rede Estadual de Ensino), localizada em Indubrasil, o núcleo industrial de Campo Grande. A escola está sendo totalmente reestruturada por meio do trabalho dos internos, como parte do projeto “Revitalizando a Educação com Liberdade”.

Ao todo, 20 internos do regime semiaberto de Campo Grande trabalham na reforma de toda a parte elétrica, hidráulica, pintura, além da instalação de coberturas em pontos específicos, construção de uma biblioteca, instalação de grades na quadra esportiva, jardinagem, iluminação, entre outros serviços.

A previsão é que sejam investidos R$ 750 mil no custeio de todo o material necessário para a obra. Esse recurso é arrecadado com o desconto de 10% dos salários dos detentos que trabalham via convênio realizado com a 2ª Vara de Execução Penal, na Capital. 

A obra vai beneficiar 850 alunos do ensino fundamental e médio

“Uma restruturação também está sendo realizada, como por exemplo, a mudança de um dos portões de acesso à escola que agora será direcionado a um bicicletário. Construímos uma sala de professores nova e uma biblioteca, entre inúmeras outras mudanças. Realmente é uma transformação geral na escola, acredito que vai beneficiar a todos”, disse o policial penal Sandro Roberto dos Santos, coordenador do serviço.

O projeto é realizado pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), em parceria com o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Conselho da Comunidade de Campo Grande e a SED (Secretaria Estadual de Educação). A obra teve início em novembro de 2022 e deve ser concluída em março deste ano.

Aos internos que trabalham no “Revitalizando a Educação com Liberdade” é garantida remição de um dia na pena a cada três trabalhados, além de um salário mínimo custeado pela Secretaria de Educação. Além disso, recebem instrução e qualificação profissional pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).

Além da reforma, escola terá uma nova biblioteca para a comunidade escolar

O reeducando Jefferson Teixeira de Souza, 31 anos, que cumpre pena há dois anos, garante que essa iniciativa representa uma oportunidade dentro e fora da prisão. “Senti melhorias no meu pensamento e comportamento. Sinto que não sou a mesma pessoa de antes. Me capacitei em uma área boa de trabalho, além de ser uma forma de ter um vínculo saudável com a sociedade”, revelou o interno que se especializou em pintura predial e consegue ajudar seus dois filhos.

O diretor da escola, Edivaldo Luís Camargo, explica que a obra é muito importante, pois é realizada em uma instituição de ensino referência na região, e vai beneficiar a todos com um prédio reformado, agradável e com muitas benfeitorias estruturais para melhor receber a comunidade escolar. “Sem contar a construção da nossa biblioteca, um sonho antigo, que se concretizará, propiciando aos alunos e professores um espaço adequado de leitura e pesquisa”.

Atualmente, a EE Prof. Ulisses Serra atende aproximadamente 850 alunos matriculados no ensino fundamental e no ensino médio. Por estar localizada no distrito de Indubrasil, é a única escola estadual de Campo Grande que atende alunos do 1° ao 5° ano, por conta da região onde está instalada e por não haver escola municipal próxima para atender os estudantes do ensino fundamental I.

Tatyane Santinoni, Agepen

Fotos: Agepen / Divulgação

Fonte: Governo MS

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Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS

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Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.

Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.

O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.

O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News

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Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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