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Mato Grosso do Sul

Indústria de MS abriu quase 10 mil vagas de emprego formal em 2022

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O setor industrial de Mato Grosso do Sul fechou 2022 com saldo positivo na geração de empregos formais. De acordo com levantamento do Radar Industrial da Fiems, no acumulado do ano, foram abertas pela indústria 9.750 vagas, resultado de 85.635 contratações e 75.885 demissões. Com esse resultado, o conjunto da atividade industrial foi responsável por 24% do total de vagas abertas em Mato Grosso do Sul.

Atividades industriais que mais abriram vagas no mês de dezembro: apoio à extração de minério de ferro (+116), fabricação de produtos do pescado (+42), fabricação de componentes de caldeiraria pesada (+27), fabricação de refrigerantes (+14) e fabricação de papel (+14).

Já as atividades industriais que mais abriram vagas no acumulado do ano: construção de edifícios (+2.615), obras de acabamento, instalações e serviços especializados (+1.678), obras de infraestrutura (+1.378), fabricação de açúcar (+1.068), abate de bovinos (+851), fabricação de álcool (+622), fabricação de brinquedos e jogos recreativos (+413), fabricação de celulose (+347), apoio à extração de minério de ferro (+301) e fabricação de papel (+174).

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, o conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2022 com o total de 142.580 trabalhadores empregados, indicando aumento de 7,34% em relação ao fechamento do ano anterior, quando o contingente ficou em 132.830 funcionários.

“Por fim, a atividade industrial responde por 23,7% de todo o emprego com carteira assinada (CLT) existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás do segmento de Serviços, que emprega 229.631 trabalhadores, com participação equivalente a 38,1%, e Comércio com 146.340 empregados ou 24,3%”, completou Ezequiel Resende.

Municípios que mais empregaram

Em relação aos municípios, constata-se que em 55 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação no ano de 2022, proporcionando a abertura de 10.830 vagas. Entre as cidades com saldo positivo de pelo menos 200 vagas, destacam-se: Ribas do Rio Pardo (+3.657), Campo Grande (+1.387), Três Lagoas (+892), Nova Andradina (+517), Rio Brilhante (+489), Bataiporã (+469), Angélica (+294), Bataguassu (+286), Bonito (+282), Corumbá (+266) e Aparecida do Taboado (+230).

As atividades que mais contribuíram nos municípios indicados foram (14 no total): construção de edifícios (+2.589), obras de acabamento, instalações e serviços especializados (+1.377), obras de infraestrutura (+1.281), abate de bovinos (+933), fabricação de açúcar (+749), fabricação de celulose (+413), fabricação de brinquedos e jogos recreativos (+390), apoio à extração de minério de ferro (+301), fabricação de papel (+164), captação, tratamento e distribuição de água (+119), fabricação de álcool (+106), curtimento e outras preparações de couro (+95), moagem e fabricação de produtos de origem vegetal (+95) e fabricação de refrigerantes (+81).

Por outro lado, em outros 21 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando o fechamento de 1.080 vagas. Entre as cidades com saldo negativo de pelo menos 200 vagas destaca-se Juti (-225). A atividade que mais contribuiu no município indicado foi o abate de bovinos (-233).

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Mato Grosso do Sul

Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS

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Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.

Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.

O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.

O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News

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Mato Grosso do Sul

Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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