Câmara Municipal de Três Lagoas
Especialistas apontam meios de prevenção ao suicídio em audiência pública
Fortalecimento de vínculos familiares, escuta ativa, rede de apoio, menor exposição à Internet, religiosidade, autoconhecimento, lazer, vivência comunitária, rede de atendimento público em saúde mental efetivo e ampliado foram algumas das alternativas levantadas como formas de prevenção ao suicídio, durante a audiência pública realizada, na noite desta quinta-feira (8), na Câmara Municipal de Três Lagoas.
A audiência foi proposta pelo vereador Doutor Issam Fares e contou com a presença da ex-vereadora Cristina Ferreira, propositora de projeto de lei que estabelece audiências públicas sobre o assunto. Ela relatou perdas de pessoas queridas, recentemente, e reafirmou a necessidade de trazer o tema à discussão com constância, para tentar reduzir os danos.
Sidney Ferreira Ribeiro Júnior, psicólogo do Ministério Público da Vara da Infância, afirmou que o pós-pandemia deu o alerta para pensar mais na vida e no risco do suicídio. Contou que, em 2022, a sociedade três-lagoense começou a discutir, por meio da Associação de Psicólogos de Três Lagoas, com especialista em manejo da crise do suicida. Segundo ele, existe uma proposta de formar comitê para tratar o tema.
Ferreira informou que existem pessoas que fazem a tentativa, porém não querem morrer, mas sim chamar a atenção para seu sofrimento, e que são mais fácil de salvar. Outras, afirmou, são suicidas realmente, sendo mais difícil de salvar, porque faz calado. Assim, na visão do psicólogo, quanto mais se falar do tema, mais as pessoas saberão pedir ajuda no momento de crise e de desafios para sua vida, porque a tendência é se isolar. Ele se colocou à disposição para articular a criação de um grupo que ajude na prevenção.
O vereador Negu Breno também lembrou que a pandemia acirrou problemas familiares, afetando questões psicológicas. Ele disse que, nas escolas, tem sido possível ouvir as queixas e avaliar riscos com jovens e crianças, que conseguem se abrir mais no ambiente escolar do que no familiar.
Já a vereadora Evalda Reis também contou que, como coordenadora de programas sociais, presenciou muitos casos de dores nas almas de crianças, que se mutilavam. Ela avaliou que é triste ter que debater o assunto, porém é necessário.
O propositor da audiência, vereador Doutor Issam Fares Júnior, também disse que abordar o assunto é de extrema relevância, porque a consequência social de um suicídio é muito danosa, principalmente aos familiares e amigos que ficam. Por isso, disse que é preciso entender o que fazer para evitar o ato.
Segundo Issam Fares, o assunto é extenso e a cada debate é possível avançar no entendimento e na busca de soluções para a auto agressão a si mesmo. O médico afirmou que quando iniciou seu trabalho, no âmbito de saúde do trabalho, prescrevia muitos medicamentos para doenças ergonômicos e, atualmente, tem prescrito mais medicamentos para dormir e controlar ansiedade, o que demonstra o agravamento da situação em nível geral.
A segunda vice-presidente da Câmara, vereadora Marisa Rocha, agradeceu a todos os presentes e disse que ela, Issam e Evalda estão empenhados em achar medidas que possam ajudar as pessoas. Disse que é difícil lutar contra o que não se conhece e relatou que também quer aprender para auxiliar, sabendo que o suicídio é o resultado trágico de uma doença mental. Também defendeu que o poder público tem que prestar assistência psicológica para a totalidade dos doentes, ainda no início, visando ter melhores resultados.
A primeira palestra foi proferida pela psiquiatra e especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria e médica atuante no CAPS 2, Priscila Raquel Salomão de Oliveira Neves. Atendendo na rede de atenção psicossocial, há 11 anos, ela disse que a cidade vive a melhor fase de oferta de trabalho e acolhimento na área de saúde mental, no setor público.
Segundo ela, a rede pública é formada desde a atenção básica, nos postos de saúde, com psicólogos para acolhimento e direcionamento para outros profissionais. No CAPS-2, se atende pacientes com surtos psicóticos, que tentaram suicídio ou casos mais graves de depressão. Ainda existe um ambulatório de especialidades para atendimento, a Clínica da Criança para a área infantil, um programa para adolescentes com ideias suicida e ainda tem a UPA para a entrada de pessoas com emergências psiquiátricas e tentativas de suicídio. O SAMU e Corpo de Bombeiros também auxiliam na contenção de surtos. Ainda tem o CAPS-AD que atende pessoas em uso abusivo de álcool e drogas.
Ainda assim, os dados epidemiológicos do município apontam que houve 14 suicídios, em 2020; sete, em 2021; e 12, em 2022.
“O suicídio é um ato com intuito de tirar a vida, é como meio de gritar por ajuda. A tragédia da morte é o desespero de quem não encontra esperança”, afirmou. A médica disse que 96% das pessoas que tentam esta prática têm transtornos mentais, tais como desvios de personalidade, transtorno bipolar, depressão e uso de álcool e drogas.
“Quando nos debruçamos para achar as causas e traçar estratégias de prevenção e planos para agir, nós nos deparamos com situações que vão além da saúde, nós nos deparamos com as consequências da modernidade líquida dos dias atuais”, disse. Neste contexto social, segundo a profissional , falta referência, não há formato, tudo é relativo, tudo é incerto.
“O caos da vida contemporânea tem aberto as portas do suicídio. Mudanças nas relações de trabalho e de consumo, os relacionamentos podem ser encerrados a qualquer momento, tudo gira em torno do prazer. Com isso, a conta tem chegado para todos, independente de qualquer perfil”, avaliou. Para ela, quanto mais lugares o que chamou de sociedade líquida ocupa, mais os profissionais da saúde têm se desdobrado para tentar curar aqueles que a sociedade contribuiu para arruinar.
A conselheira dos direitos da criança e do adolescente (CMDCA) e conselheira municipal da secretaria de assistência social (CMAS), formada em Serviço Social e Pedagogia, Elizethe Aparecida da Silva, também palestrou sobre o tema.
Em sua opinião, todos ainda precisam aprender mais sobre o suicídio para atuarem na questão. Segundo ela, normalmente quem mais precisa de socorro são os que necessitam de atendimento público. Assim, disse que os professores são capacitados para entender os sinais por meio da formação sócio-emocional. “O problema é muito familiar. Entre quatro paredes, fechando as portas, tudo pode acontecer. A gente vê a criança com olhar perdido porque ela não entende o sofrimento que está passado, a carga emocional que está vivendo”.
Para ela, é preciso que os profissionais da saúde e educação tenham sensibilidade para reconhecer os sintomas, por isso precisam conhecer as causas dos problemas lá atrás, muitas vezes vindos deste a infância, sem tratamento adequado. “Esse assunto tem que ser tratado o ano todo, não somente em setembro, porque ele acontece todos os dias”. “A educação tem que, mais do que ensinar, acolher as crianças. Por isso, a rede de atenção tem que ser fortalecida”.
Evelyn Yule, pós-graduada em saúde mental e desenvolvimento humano, mentora e coaching de gestão das emoções e auto-liderança aplicada aos negócios, foi a terceira palestrante. Ela iniciou sua fala contando que tentou suicídio cinco vezes e, felizmente, sobreviveu. Assim relata que a dor emocional é tão grande que a pessoa só quer ir embora, normalmente trazendo estes sentimentos de dores da infância, abusos e agressões ou interpretações que tiveram, sentimentalmente, diante dos fatos vividos.
Ela ainda falou sobre impactos das comparações geradas pelas redes sociais, sentimentos de abandono e falta de amor, além de baixa autoestima. Outros sintomas são quando a pessoa sente-se mal, apesar de não haver problema evidente, ou busca isolamento e não sente prazer em nada.
Evelyn, como sobrevivente, disse que procurar ajudar médica e tomar os medicamentos corretamente são ações imprescindíveis. Lembrou que ainda existem opções de medicina integrativa, que une corpo, espírito e emoções. Também falou que autoconhecimento é imprescindível para se amar e fortalecer qualidades e potenciais próprios.
A terapeuta proporcionou um momento de vivência aos presentes, de forma a praticarem o autoconhecimento e o sentimento de presença.
Mecanismos como fé, viver em comunidade, praticar atividade física, lazer, descanso, hobbies, buscar suporte e rede de apoio familiar (incluindo ensinando os pais a lidarem com seus filhos), auxílio profissional, psicoterapia foram apontados como meios de prevenção ao suicídio. Ainda foi relatado que podem existir fatores genéticos em casos de doenças mentais, porém esse não é a principal causa.
Rosinei Nantes, voluntária do Centro de Valorização da Vida (CVV), informou que está sendo montado um núcleo em Três Lagoas, porém destacou que o telefone 188 está à disposição de todos que necessitarem de ajuda.
Fonte: Câmara Municipal Três Lagoas
Câmara Municipal de Três Lagoas
Profissionais de Educação Física são homenageados em sessão solene na Câmara de Três Lagoas
Solenidade reuniu profissionais que se destacam pela contribuição à saúde, ao bem-estar e à qualidade de vida da população
A Câmara Municipal de Três Lagoas realizou, na noite desta terça-feira (1º), uma Sessão Solene em homenagem ao Dia do Profissional de Educação Física. A solenidade foi proposta pelo vereador professor Pedrinho Júnior e aprovada pelos demais parlamentares.
Durante o evento, profissionais que se destacam pela atuação e contribuição para a promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida por meio da Educação Física receberam Moções de Congratulação e Reconhecimento.
Confira os homenageados
- Ademir Silva dos Santos — indicação do vereador Tonhão — Moção de Reconhecimento;
- Adriana Márcia Scaransi Maciel — indicação do vereador Mi do Santa Luzia — Moção de Reconhecimento;
- Edvaldo Figueiredo de Oliveira — indicação do vereador Marco Silva — Moção de Reconhecimento;
- Fabiana de Lima da Silva — indicação do vereador Robson do Alinhamento — Moção de Congratulação;
- Leandro Figueiredo Soto — indicação da vereadora Evalda Reis — Moção de Reconhecimento;
- Marli Rodrigues da Silva — indicação do vereador Daniel da Farmácia — Moção de Congratulação;
- Massaaki Nakamura — indicação da vereadora Sirlene Santos — Moção de Reconhecimento;
- Michel Roberto dos Santos de Oliveira — indicação do vereador Marcus Bazé — Moção de Congratulação;
- Ronan da Silva Ferreira — indicação do vereador professor Pedrinho Jr. — Moção de Reconhecimento;
- Thiago Macedo e Silva — indicação do vereador professor Pedrinho Jr. — Moção de Congratulação;
- Zilmara Fonseca Monteiro de Lima — indicação do vereador Mário Grespan — Moção de Reconhecimento.
Cultura e participação da comunidade
A solenidade também contou com uma apresentação cultural do grupo de crianças e adolescentes Crase Lata, uma das atividades desenvolvidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos Crase Coração de Mãe, vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social.
A mesa de honra foi composta pelo presidente da Câmara, vereador Tonhão; pelo propositor da sessão solene, vereador professor Pedrinho Jr.; pela segunda vice-presidente da Mesa Diretora, vereadora Evalda Reis; pelo professor Semi Elias, representando a secretária municipal de Educação; pelo professor Negu Breno, representando o secretário municipal de Juventude, Esporte e Lazer; e pela jovem vereadora Mariana Tiago, da escola Funlec, apadrinhada pelo vereador Tonhão.
Durante a cerimônia, Tonhão parabenizou os profissionais homenageados e destacou a importância da Educação Física para a qualidade de vida da população, além de ressaltar valores como disciplina e dedicação.
Também foi exibido um vídeo produzido pela assessoria do vereador professor Pedrinho Jr., como forma de homenagear e relembrar outros profissionais que contribuíram para a história da Educação Física no município.
“A Educação Física é uma construção coletiva”
Representando os homenageados, o professor Thiago Macedo e Silva destacou a importância da atuação conjunta dos profissionais para o desenvolvimento de Três Lagoas.
“Três Lagoas é uma cidade que pulsa a Educação Física de todos os lados. Para onde você olha tem um profissional de Educação Física. Inclusive no Legislativo, na escola, em todos os lugares da sociedade. Nós somos grande parte da sociedade.”
Thiago também reforçou o compromisso da categoria com o crescimento saudável do município.
“Que nós possamos continuar contribuindo para que nossa cidade cresça de maneira saudável. E, em tempos de conexão, que nós possamos continuar ainda fazendo muito por essa cidade enquanto nós podemos.”
Pedrinho Jr. destaca trajetória e valorização da profissão
Ao final da solenidade, o vereador professor Pedrinho Jr. utilizou a Tribuna para falar sobre a importância da homenagem e da valorização dos profissionais de Educação Física.
Emocionado, o parlamentar relembrou sua própria trajetória na profissão, destacando os 10 anos de graduação e 14 anos de atuação com jovens em situação de vulnerabilidade.
Pedrinho Jr. também ressaltou a importância daqueles que abriram caminho para as novas gerações de profissionais e afirmou que a categoria ainda busca o reconhecimento que merece.
Segundo o vereador, a Educação Física possui capacidade de transformar vidas em todas as fases da vida, desde a infância até a terceira idade.
Durante seu pronunciamento, ele também falou sobre a influência do pai em sua trajetória profissional, a quem considera seu maior “super-herói”, reafirmando o orgulho e a paixão pela profissão.
Ao encerrar a sessão, Pedrinho Jr. agradeceu a presença dos homenageados, familiares e convidados e reforçou que a luta pela valorização dos profissionais de Educação Física deve continuar.
Câmara Municipal de Três Lagoas
Seminário “Agosto Lilás” apresenta rede de proteção às mulheres
Na noite desta quarta-feira (05), o plenário da Câmara de Vereadores de Três Lagoas, reuniu grandes autoridades que atuam no combate à violência contra a mulher. O seminário alusivo à campanha “Agosto Lilás”, proposto pela vereadora Evalda Reis, também procuradora da mulher, apresentou toda a rede de proteção às mulheres. O evento contou com a presença do vereador Tonhão, presidente do poder legislativo, e dos vereadores Professor Pedrinho Junior e Sirlene dos Santos. Alguns jovens vereadores também compareceram.
Estavam presentes: a presidente do Parlamento Jovem, Mariana Tiago (Escola Funlec, apadrinhada pelo vereador Tonhão); Alícia Pereira (EE Jomap, apadrinhada pelo vereador Prof. Pedrinho Junior); Hávila Silva (EE Edwards Corrêa, apadrinhada pelo vereador Tonhão); Diogo de Sordi (IFMS, apadrinhado pelo vereador Fernando Jurado); Miguel Nogueira (EE Fernando Corrêa, apadrinhado pelo vereador Davis Martinelli); e Ytalo Kaik Ramos (EE Jomap, apadrinhado pelo vereador Marco Silva).
A jovem vereadora suplente, Ana Luiza (EE Edwards Corrêa), também esteve presente e, inclusive, foi a primeira a usar a tribuna após a fala de abertura do presidente do legislativo. Tonhão reafirmou o compromisso da instituição na rede de proteção às mulheres e passou a presidência do seminário à vereadora proponente. Então, Ana Luiza se pronunciou em nome da juventude, desejando uma sociedade na qual as mulheres não precisem mais ter medo; na qual a nova geração, que fala tanto pelas redes sociais, aprenda a se pronunciar mais, a denunciar. “Acho que a pergunta que temos que fazer não é sobre quantas mulheres pelo mundo sofrem violência, mas sim: por quanto tempo mais a humanidade vai falhar em proteger metade da sua população?”, finalizou a jovem.
Felipe Rocha Cagliari, representando a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), ressaltou que “não eram vocês [mulheres] que tinham que estar aqui ouvindo e aprendendo sobre tudo isso. Mas sim os homens, àqueles que não respeitam vocês”. Felipe lembrou da recente inauguração da 70ª Sala Lilás de Mato Grosso do Sul em Três Lagoas, representando mais um importante avanço no fortalecimento da rede de proteção e acolhimento às mulheres vítimas de violência.
Na sequência, Cabo Selma de Sousa, comandante do Programa Mulher Segura (Promuse), falou como se sente feliz em poder atuar em um programa que ajuda outras mulheres, explicando como funciona a ação. Franciele Soares, coordenadora da Procuradoria da Mulher, órgão da Câmara de Vereadores, apresentou todo o trabalho que estão oferecendo desde a sua criação. “O nosso maior poder aqui é o acolhimento, a conscientização, a orientação, o encaminhamento”, reforçou Franciele ao desmistificar a crença de que a procuradoria tem poder policial ou jurídico em seus atos.
Cecília Pivovar, do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) iniciou com uma provocação: “hoje eu não quero começar falando de leis ou mostrando números, quero começar falando de coragem, pois todos os dias existe uma mulher que acorda pensando: será que eu vou conseguir sair dessa situação?”. Cecília então explicou que “essa mulher” pode ter qualquer idade, qualquer nível social ou econômico. “Pode ser qualquer uma de nós”, afirmou.
Ao apresenta a Lei Maria da Penha, enfatizou: “foi uma lei que fez o Brasil pensar: algo precisava mudar”. Sobre o serviço oferecido pelo Cram, explicou: “não atendemos apenas mulheres, mas desenvolvemos aquilo que a violência tentou tirar, retomamos a confiança, a autonomia e a esperança”.
A Defensora Pública Rita de Cássia apresentou o Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) que oferece atendimento humanizado às mulheres, mostrando todos os profissionais envolvidos para que elas se sintam totalmente amparadas.
Sônia Cristina Ivonisko, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), falou que o conselho está de portas abertas para atuar e pensar também na proteção, e não apenas nos direitos”. Por fim, Fernando Garcia de Brito, secretário de Assistência Social, pediu para que as mulheres não se calarem e não se curvarem ao machismo. “E que esse assunto não seja algo para falarmos somente no próximo mês de agosto. Tem que ser assunto de dentro de casa, vindo dos pais, da família, da escola, dos ambientes de trabalho, para que não tenhamos mais tanta violência de gênero”.
“Hoje nós estamos aqui apresentando à sociedade de Três Lagoas uma rede de proteção às mulheres vítimas de violência, uma rede de apoio e acolhimento para que elas tenham mais dignidade” nesse processo que já é indigno de se vivenciar, explicou a vereadora Evalda Reis na fala de encerramento. E, como procuradora da mulher, colocou não só a Procuradoria da Mulher à disposição, mas as mulheres do poder legislativo como um todo nesta luta incansável que é promover uma sociedade segura para as mulheres.
SALA LILÁS
A Sala Lilás é um ambiente acolhedor e exclusivo destinado ao atendimento de crianças, meninas e mulheres vítimas de violência física e sexual. O espaço oferece mais conforto, privacidade e segurança para as vítimas que aguardam a realização de exames periciais, contribuindo para um atendimento mais humanizado e respeitoso.
A primeira Sala Lilás foi inaugurada pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul em novembro de 2017, no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), em Campo Grande. A iniciativa tornou-se referência para outras unidades da segurança pública estadual.
Já no interior do Estado, a primeira Sala Lilás em delegacias foi inaugurada em 7 de agosto de 2019, no município de Sidrolândia, data em que a Lei Maria da Penha completou 13 anos de vigência.
Com a inauguração da unidade em Três Lagoas, o município passa a integrar a rede estadual de atendimento especializado, reforçando o compromisso das instituições públicas com a proteção, o acolhimento e a garantia dos direitos das mulheres.
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