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Ministério da Saúde, Magnamed e grandes empresas fecham acordo para produção de 6,5 mil ventiladores pulmonares

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Contrato prevê a entrega de toda produção de ventiladores da Magnamed até agosto de 2020; operação foi viabilizada por parcerias com as empresas líderes do projeto Positivo Tecnologia, Suzano, Klabin, Embraer e Flex

A Magnamed, maior fabricante de ventiladores pulmonares do Brasil, firmou um contrato com o Ministério da Saúde para entregar 6,5 mil unidades até agosto de 2020. O acordo, que entra em vigor imediatamente, faz parte dos esforços empreendidos pelo poder público e pela iniciativa privada no combate à Covid-19. O ventilador pulmonar é peça-central no tratamento de pacientes hospitalizados em estado grave e, para viabilizar o aumento da oferta nacional do produto, a Magnamed contou com o apoio de um grupo de empresas lideradas por Positivo Tecnologia, Suzano, Klabin, Flex e Embraer e apoiadas pela Fiat Chrysler Automóveis, White Martins, entre outras.

“Iniciamos uma ação há cerca de 45 dias, que é extremamente complexa, que é fazer com que a indústria nacional dispare uma produção em tempo reduzido. Temos quatro empresas que produziam esses equipamentos em uma pequena quantidade e, juntos, conseguimos ampliar esta produção”, comemorou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “A Magnamed se sente honrada em poder ajudar o País neste momento, que só foi possível graças a parceiros”, afirma Wataru Ueda, Chief Executive Officer (CEO) da Magnamed.

Para atender à demanda do Ministério da Saúde, a Magnamed está recebendo a colaboração da Positivo Tecnologia, da Suzano, da Klabin, da Embraer, da Fiat Chrysler Automóveis, da White Martins e da Flex. Cada uma colaborando de uma maneira para que tamanha produção possa ser viabilizada em um curto espaço de tempo.

A Positivo, por exemplo, está responsável pelo fornecimento de placas. “Devido ao contexto global, há um desafio enorme para conseguir viabilizar a fabricação desses respiradores em tempo recorde, por isso estamos trabalhando fortemente com nossas equipes no Brasil e no exterior para vencermos os desafios de conseguir ou desenvolver os componentes indispensáveis para fabricar estes respiradores pulmonares que serão de grande valia para salvar vidas”, diz Helio Rotenberg, presidente da Positivo.

A Suzano auxilia em questões de engenharia e na procura para encontrar fornecedores globais de insumos, além de prover capital de giro para a aquisição de componentes. “A situação vivenciada em outros países mostra que o número de ventiladores disponíveis é um fator determinante para salvarmos vidas. Por isso, estamos empenhados, junto aos parceiros nessa iniciativa, a aumentar a oferta desses equipamentos no Brasil e, assim, ajudar os profissionais e as unidades de saúde no tratamento contra o novo coronavírus”, afirma o presidente da Suzano, Walter Schalka.

A Klabin, por sua vez, ficará responsável pela gestão de compras e importação dos componentes para a montagem dos ventiladores, além de fornecer todas as embalagens necessárias para o transporte dos aparelhos até os hospitais de destino. “É preciso unir forças para combater a disseminação do Coronavírus. O momento é sensível e exige diretrizes intensas que valorizem a vida”, afirma o diretor-geral da Klabin, Cristiano Teixeira.

 A iniciativa da Embraer, que envolve outras sete empresas da indústria aeronáutica brasileira, buscou encontrar a melhor solução para aumentar a capacidade de produção nacional, que fosse de rápida produção e de alta escala. A expertise desse grupo de empresas em usinagem complexa de alta qualidade permitiu atender rapidamente à solicitação da Magnamed para a fabricação de cinco mil componentes até o fim de abril. Essa união de esforços demonstra a importância da mobilização dos diferentes setores industriais para  contribuir com a população nesse momento de ampla necessidade de cooperação.

Já a Flex montou linhas com grande capacidade produtiva em Sorocaba (SP) para a montagem dos ventiladores pulmonares, dedicando centenas de funcionários, o que inclui seu departamento de engenharia e técnicos, bem como equipamentos de ponta. “Estamos em um momento sem precedente E em tempos assim é indispensável que aqueles que podem ajudar se unam. A Flex tem grande experiência no mercado de saúde no mundo, e decidimos disponibilizar essa capacidade para ajudar a aumentar a disponibilidade desse aparelho, tão indispensável, o máximo que for possível”, afirma Leandro Santos, presidente da Flex no Brasil.

 O projeto também conta com o apoio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), que atuou na identificação e eliminação de gargalos produtivos e na identificação de linhas de financiamento para a ampliação imediata da capacidade de produção, além de colocar seus especialistas de compras, desenvolvimento de produtos, logística e engenharia à disposição para viabilizar o aumento da capacidade produtiva de ventiladores pulmonares nacionais no prazo exíguo que a urgência da situação impõe.

A White Martins, líder no mercado de gases medicinais e industriais no Brasil e na América do Sul, é responsável pelo fornecimento de oxigênio para a fabricação e testes dos respiradores, além do projeto de engenharia e infraestrutura completa para o consumo do gás. “Sabemos o quanto os respiradores e o oxigênio são fundamentais para combater a pandemia do coronavírus. Por isso, além de concentrarmos nossos esforços para garantir o fornecimento dos gases medicinais, estamos apoiando esta iniciativa que com certeza salvará a vida de muitas pessoas”, afirma Gilney Bastos, presidente da White Martins.

SOBRE A MAGNAMED

A Magnamed é uma empresa 100% nacional com 15 anos de atuação no mercado e fabrica anualmente 1800 ventiladores sendo 40% para UTI. Hoje exporta para mais de 60 países de onde obtém 40% de sua receita.

SOBRE A POSITIVO TECNOLOGIA:

A Positivo Tecnologia é uma empresa brasileira que fabrica e comercializa computadores, celulares, servidores, tablets, acessórios, tecnologias educacionais e soluções de Internet das Coisas para casas e estabelecimentos comerciais. Faz parte do Grupo Positivo, conglomerado de empresas com atuação nos segmentos educacional, editorial, gráfico, cultural e de eventos. Foi fundada em maio de 1989. Possui sede administrativa em Curitiba (PR), três fábricas no Brasil, além de operações na Argentina, Chile, Quênia, Ruanda, China e Taiwan. O portfólio de marcas próprias e representadas é composto por Positivo, Positivo Casa Inteligente, Positivo BGH, VAIO, Quantum, Anker, 2A.M. e Accept.  Para informações adicionais, acesse www.positivotecnologia.com.br

SOBRE A KLABIN

A Klabin é a maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, única companhia do país a oferecer ao mercado uma solução em celuloses de fibra curta, fibra longa e fluff, e líder nos mercados de embalagens de papelão ondulado e sacos industriais. Fundada em 1899, possui 18 unidades industriais no Brasil e uma na Argentina.

Toda a gestão da empresa está orientada para o Desenvolvimento Sustentável, buscando crescimento integrado e responsável, que une rentabilidade, desenvolvimento social e compromisso ambiental. A Klabin integra, desde 2014, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da B3. Também é signatária do Pacto Global da ONU e do Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, buscando fornecedores e parceiros de negócio que sigam os mesmos valores de ética, transparência e respeito aos princípios de sustentabilidade.

Saiba mais: www.klabin.com.br

SOBRE A SUZANO

A Suzano, empresa resultante da fusão entre a Suzano Papel e Celulose e a Fibria, tem o compromisso de ser referência global no uso sustentável de recursos naturais. Líder mundial na fabricação de celulose de eucalipto e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina, a companhia exporta para mais de 80 países e, a partir de seus produtos, está presente na vida de mais de 2 bilhões de pessoas. Com operações de dez fábricas, além da joint operation Veracel, possui capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano. A Suzano tem mais de 35 mil colaboradores diretos e indiretos e investe há mais de 90 anos em soluções inovadoras a partir do plantio de eucalipto, as quais permitam a substituição de matérias-primas de origem fóssil por fontes de origem renovável. A companhia possui os mais elevados níveis de Governança Corporativa da B3, no Brasil, e da New York Stock Exchange (NYSE), nos Estados Unidos, mercados onde suas ações são negociadas.

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Celulose se consolida como nova locomotiva da indústria de MS

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Em pouco mais de uma década, a indústria da celulose transformou-se em um dos principais motores do desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. O setor ampliou sua participação na economia estadual, consolidou uma forte presença internacional e tornou-se um dos maiores responsáveis pela geração de riqueza na indústria de transformação.

Os números evidenciam esta trajetória. Entre 2010 e 2025, o total de trabalhadores cresceu de 7.004 para 24.430, avanço de 249%. No mesmo período, a receita das exportações saltou de US$ 431,4 milhões para US$ 3,12 bilhões.

Para Ezequiel Resende, a celulose representa a principal novidade da transformação industrial sul-mato-grossense.

“A celulose é uma nova locomotiva. Pelo volume de investimentos, pelo rápido crescimento e pela participação na atividade econômica e industrial do Estado, ela se consolidou como um dos principais ramos da indústria de transformação do Mato Grosso do Sul.”

O valor bruto da produção do setor aumentou de R$ 1,63 bilhão para R$ 20,4 bilhões entre 2010 e 2024, crescimento de 1.148%. Já o volume exportado passou de 857,8 mil toneladas para 6,91 milhões de toneladas.

Segundo o economista-chefe da Fiems, a atividade já ocupa posição de destaque na geração de riqueza industrial.

“Hoje a celulose está entre os segmentos que mais contribuem para a geração de riqueza da indústria de transformação sul-mato-grossense”, afirma.

A evolução do setor também explica parte do aumento do valor agregado das exportações do Estado.

“O melhor exemplo dessa transformação é a celulose. Ganhamos novos produtos de maior valor agregado, alcançamos novos mercados e aumentamos significativamente nossa presença internacional”, destaca Resende.

Baseada em florestas plantadas e integrada a uma cadeia industrial de alta competitividade, a celulose consolidou Mato Grosso do Sul como um dos principais polos do setor no Brasil e no mercado global.

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Arauco inicia instalação das vigas da ponte ferroviária sobre o córrego São Mateus, em Inocência (MS) 

Operação é considerada um marco histórico da montagem da estrutura da ferrovia por onde será escoada a futura produção de celulose do Projeto Sucuriú

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A instalação do ramal ferroviário da Arauco, em Inocência (MS), registrou mais um marco importante: o início do içamento de 18 vigas de sustentação da ponte ferroviária sobre o córrego São Mateus. A construção desta OAE (Obra de Arte Especial) alcançou 70% de execução prevista no cronograma, representando um progresso significativo para o andamento geral das obras da ferrovia, que, por sua vez, está com 50,8% de avanço total.

Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil, celebrou o marco. “A construção da ponte é um momento importante na implantação da ferrovia porque envolve diversos aspectos técnicos que precisam acontecer de maneira muito planejada para que a obra seja concluída de modo satisfatório. E vemos aqui um exemplo claro de como o Projeto Sucuriú tem caminhado, em todas as frentes, com sinergia, qualidade, segurança e pontualidade. Isso é muito gratificante para a Companhia”, afirmou.

Construída em concreto armado, a ponte terá 270 metros de extensão e 6 metros de largura, utilizando 132 estacas do tipo raiz, aproximadamente 9 mil m³ de concreto e 500 toneladas de aço. As vigas que estão sendo instaladas possuem, cada uma, aproximadamente, 30 metros de comprimento e 3 metros de altura, pesando 92 toneladas. Elas suportam o tabuleiro da ponte, estrutura sobre a qual será implantada a superestrutura ferroviária composta pelo lastro, dormentes e trilhos.

Para o diretor de Logística e Suprimentos da Arauco, Alberto Pagano, o içamento das vigas é um ‘momento emblemático’ da construção da ferrovia. “Concretizamos este marco com toda segurança e respeito ao meio ambiente e à comunidade. E isso é resultado de um cuidadoso trabalho de planejamento de cada etapa da atividade por parte de todo o time de Engenharia”, disse. Pagano acrescentou que a instalação das 18 vigas será concluída até o final de setembro.

O diretor de obras da Construcap, Marco Aurélio Costa Guimarães, ressaltou a importância do cumprimento do prazo para o içamento das vigas, considerado um ‘ponto crítico’ da obra. “Tínhamos um desafio muito grande na ferrovia inteira, pelo prazo, e somente uma época sem chuva para cumpri-las”, comemorou o diretor da empresa responsável pela construção da linha férrea.

Para quem acompanha a obra desde o início, o avanço também representa uma conquista pessoal. Contramestre da Construcap, Ademar Rodrigues de Assis manifestou sua satisfação em ver uma estrutura tão grande ganhar forma. “Já tenho bastante tempo de empresa e, quando a gente começa uma obra do zero e depois vê tudo chegando a esse estágio, com as vigas sendo lançadas e sabendo que daqui a pouco o trem vai passar por aqui, isso é motivo de orgulho. A gente se sente muito gratificado por fazer parte deste projeto”, contou.

Sobre o Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.

Em todas as fases de desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

Sobre a Arauco Brasil

No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega 3.500 colaboradores e conta com cinco unidades industriais brasileiras.

As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR); e, em 2027, a companhia prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose branqueada em Inocência (MS).

Todas as florestas de eucalipto plantadas pela Arauco no Brasil são certificadas pelo FSC® (Forest Stewardship Council®), que reconhece o manejo florestal ambientalmente adequado, socialmente benéfico e economicamente viável. A companhia também conta com certificações FSC relacionadas à Cadeia de Custódia, Madeira Controlada, operação Multisite e uso da marca, que abrangem a rastreabilidade da madeira utilizada na produção de painéis, inclusive a adquirida de terceiros. Os painéis também atendem à certificação CARB, relacionada aos baixos níveis de emissão de formaldeído.

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