Três Lagoas
Saúde de Três Lagoas orienta Agentes Comunitários de Saúde sobre Tuberculose e Hanseníase
Palestras são alusivas ao Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose, a ser comemorado no próximo dia 24
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas, por meio da coordenação do Programa Municipal de Controle de Hanseníase e Tuberculose, promoveu encontro de capacitação, atualização e orientações aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), no período da manhã desta sexta-feira (16).
A capacitação e orientações sobre Hanseníase e Tuberculose, no recinto do Plenário da Câmara Municipal, foi por meio de palestras, proferidas pelos professores do Curso Superior de Enfermagem do Campus Três Lagoas (CPTL) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, Edirleí Machado dos Santos e Anneliese Domingues Wysocki.
O Programa Municipal de Controle de Hanseníase e Tuberculose da SMS é coordenado pela enfermeira Sebastiana Garcia de Freitas Tosta e a equipe atende no Centro de Especialidades Médicas – CEM, Bairro Santos Dumont.
Na abertura do evento, ao agradecer a presença de todas as equipes de ACS que trabalham na rede de Atenção Básica, a enfermeira observou que “100% dos casos diagnosticados de Hanseníase e de Tuberculose têm sido tratados pela SMS”, informou.
“Vocês são pessoas importantes e valiosas no nosso trabalho, porque nos ajudam a localizar pessoas com sintomas destas duas doenças e que necessitam de tratamento”, disse a enfermeira Sebastiana.
CONTATO DIRETO COM A POPULAÇÃO
O trabalho do ACS, no contato direto com a população, nas visitas periódicas às famílias, “é importante no diagnóstico precoce da Tuberculose e da Hanseníase, na identificação de novos casos e no encaminhamento dessas pessoas para o devido tratamento”, ressaltou o professor Edirleí da Faculdade de Enfermagem. Coube a ele a palestra sobre Hanseníase.
Por sua vez, a professora Aneliese abordou a “Tuberculose na Atenção Básica”, alertando que, “qualquer um pode ter Tuberculose”.
Infelizmente, como alertou a professora universitária, a Tuberculose “é uma doença negligenciada”, ou seja, “sabemos que ela existe, mas, infelizmente, não lhe é dada a devida atenção”, observou.
Em Três Lagoas, em média, temos a cada ano, uns 45 novos casos de Tuberculose, “o que é considerada alta incidência pelo número de habitantes, já que a população estimada do Município é de 119.465 pessoas.
Atualmente, 24 pessoas estão em tratamento de Tuberculose, como informou a enfermeira Sebastiana.
Quanto à Hanseníase, são 26 novos casos em tratamento, segundo informações do Programa Municipal de Controle da Hanseníase e Tuberculose.
Como consta no material educativo da SMS de Três Lagoas, “receba bem as pessoas com Hanseníase ou Tuberculose, elas precisam de tratamento e não de preconceito”.
Três Lagoas
Vanguarda três-lagoense: A literatura de resistência de Ana Maria Rodrigues Barbosa na 28ª Bienal Internacional
No epicentro das efervescências culturais da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a cidade de Três Lagoas ganha relevo por meio da voz e do talento de sua intelectualidade local. A jornalista e esteta Ana Maria Rodrigues-Barbosa, cujo centro de criação e vivência fixou-se na referida urbe sul-mato-grossense, projeta a identidade criativa do município no maior conclave literário da América Latina com sua obra de estreia, Miados & Ditados – Poeminhas para ouvir o outro lado, ilustrada por Joana Raspini.
O opúsculo propõe uma hermenêutica lúdica: a partir de uma perspectiva felina, desconstrói o apotegma popular para entrever as nuanças da condição humana.
Tendo o município de Três Lagoas como berço de sua fundamentação narrativa, o trabalho esteve exposto no estande da Fábrica do Livro (Rua J, posição 28), onde a autora participou de sessões de autógrafos nos dias 7 e 9 de setembro, consolidando a representatividade três-lagoense na cena contemporânea.
”Dedico-me com afinco à criação literária desde o último ano, e ver a produção florescer a partir de Três Lagoas até alcançar um espaço de tal magnitude é uma experiência de profunda comoção”, ressalta Ana Maria, ao avaliar os percalços de uma publicação independente em um recinto moldado pelos grandes conglomerados editoriais.
“Trata-se de uma vitrine monumental; todavia, a atenção do grande público costuma ser captada por obras massificadas. Projetar o nome e a literatura da nossa região, conquistando cada leitor individualmente, constitui um gesto de autêntica resistência estética.”
João Maria Vicente, com informações de Hojemais
Três Lagoas
Três Lagoas abriga cinco tatus-canastra monitorados e nova “moradora” pesa 26 quilos
Três Lagoas guarda uma curiosidade que muita gente talvez desconheça: cinco tatus-canastra já foram capturados e monitorados pelo projeto de conservação dentro do Parque Natural Municipal do Pombo. O mais novo destaque é uma fêmea de 26 quilos, batizada de Flora, capturada no último domingo (6).
Flora entrou para uma lista bastante especial. Ela se tornou o 55º tatu-canastra monitorado pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) desde o início do programa. Desse total, 45 são do Pantanal e dez do Cerrado. E é aí que Três Lagoas chama atenção: metade dos dez animais do Cerrado acompanhados pelo projeto é do Parque do Pombo.
E tem GPS no tatu?
Tem, sim. No Parque do Pombo, o trabalho iniciado em 2022 utiliza transmissores GPS e 80 armadilhas fotográficas. A tecnologia permite descobrir por onde os animais andam, quais áreas utilizam e como se deslocam entre os fragmentos de vegetação do Cerrado.
O parque possui 8.032 hectares de Cerrado nativo preservado e também abriga animais como anta, lobo-guará e cachorro-vinagre.
E outra curiosidade impressiona: o tatu-canastra é considerado o maior tatu do mundo e pode chegar a aproximadamente 1,5 metro de comprimento. Apesar do tamanho, encontrá-lo não é tarefa fácil, já que possui hábitos predominantemente noturnos.
Um verdadeiro “construtor” da natureza
As enormes tocas abertas pelo tatu-canastra não servem somente para ele. A espécie é chamada de “engenheira do ecossistema”, porque esses abrigos acabam sendo utilizados por muitos outros animais. Pesquisas citadas pelo ICAS já identificaram mais de 100 espécies de vertebrados e cerca de 300 de invertebrados utilizando essas estruturas.
A conservação é especialmente importante porque sua reprodução é lenta: segundo o ICAS, uma fêmea tem apenas um filhote a cada três ou quatro anos.
Assim, enquanto boa parte da população talvez nunca tenha visto um deles pessoalmente, gigantes de até 1,5 metro circulam pelo Cerrado de Três Lagoas — e alguns deles estão sendo acompanhados por GPS pelos pesquisadores.
Essa é uma daquelas curiosidades que mostram que Três Lagoas tem muito mais vida selvagem escondida em suas matas do que muita gente imagina.
Fonte: TL Notícias
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