Três Lagoas
Fonte Luminosa da Lagoa Maior é reativada e funcionará todas as noites
Em solenidade, Prefeito Angelo Guerreiro disse que a reativação da fonte é um pedido especial de muitos munícipes
A Fonte Luminosa da Lagoa Maior volta a encantar os olhos dos frequentadores do local e de toda a população de Três Lagoas. Em ato solene, o prefeito Angelo Guerreiro reinaugurou o funcionamento da Fonte, na noite de dia (19).
Ao som da Banda Marcial “Cristo Redentor”, a solenidade foi iniciada com a presença dos vereadores Isabel Cristina, Jorginho do Gás, diretores e secretários municipais. Ao público presente, o prefeito esclareceu que a reativação da Fonte é um pedido antigo dos munícipes.
“Tanto eu, quanto muitos três-lagoenses, já sonhávamos em ver este chafariz funcionando novamente. Foram muitas tratativas e dedicação para coloca-la em funcionamento. Agradeço ao empenho das secretarias e profissionais envolvidos, que se dedicaram em devolver este presente para nossa Cidade”, disse Guerreiro.
A Fonte Luminosa estava desativada há aproximadamente dois anos, desde um período longo de estiagem, que provocou o rebaixamento do leito d’água da Lagoa. Com isso, a parte hidráulica, elétrica e motora acabou sofrendo desgastes, sendo necessário o desligamento total até os reparos necessários.
Somente neste mês, todos os procedimentos necessários foram concluídos para que o chafariz voltasse a funcionar. A fonte irá funcionar todas as noites, das 18h30 às 23h.
Três Lagoas
Vanguarda três-lagoense: A literatura de resistência de Ana Maria Rodrigues Barbosa na 28ª Bienal Internacional
No epicentro das efervescências culturais da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a cidade de Três Lagoas ganha relevo por meio da voz e do talento de sua intelectualidade local. A jornalista e esteta Ana Maria Rodrigues-Barbosa, cujo centro de criação e vivência fixou-se na referida urbe sul-mato-grossense, projeta a identidade criativa do município no maior conclave literário da América Latina com sua obra de estreia, Miados & Ditados – Poeminhas para ouvir o outro lado, ilustrada por Joana Raspini.
O opúsculo propõe uma hermenêutica lúdica: a partir de uma perspectiva felina, desconstrói o apotegma popular para entrever as nuanças da condição humana.
Tendo o município de Três Lagoas como berço de sua fundamentação narrativa, o trabalho esteve exposto no estande da Fábrica do Livro (Rua J, posição 28), onde a autora participou de sessões de autógrafos nos dias 7 e 9 de setembro, consolidando a representatividade três-lagoense na cena contemporânea.
”Dedico-me com afinco à criação literária desde o último ano, e ver a produção florescer a partir de Três Lagoas até alcançar um espaço de tal magnitude é uma experiência de profunda comoção”, ressalta Ana Maria, ao avaliar os percalços de uma publicação independente em um recinto moldado pelos grandes conglomerados editoriais.
“Trata-se de uma vitrine monumental; todavia, a atenção do grande público costuma ser captada por obras massificadas. Projetar o nome e a literatura da nossa região, conquistando cada leitor individualmente, constitui um gesto de autêntica resistência estética.”
João Maria Vicente, com informações de Hojemais
Três Lagoas
Três Lagoas abriga cinco tatus-canastra monitorados e nova “moradora” pesa 26 quilos
Três Lagoas guarda uma curiosidade que muita gente talvez desconheça: cinco tatus-canastra já foram capturados e monitorados pelo projeto de conservação dentro do Parque Natural Municipal do Pombo. O mais novo destaque é uma fêmea de 26 quilos, batizada de Flora, capturada no último domingo (6).
Flora entrou para uma lista bastante especial. Ela se tornou o 55º tatu-canastra monitorado pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) desde o início do programa. Desse total, 45 são do Pantanal e dez do Cerrado. E é aí que Três Lagoas chama atenção: metade dos dez animais do Cerrado acompanhados pelo projeto é do Parque do Pombo.
E tem GPS no tatu?
Tem, sim. No Parque do Pombo, o trabalho iniciado em 2022 utiliza transmissores GPS e 80 armadilhas fotográficas. A tecnologia permite descobrir por onde os animais andam, quais áreas utilizam e como se deslocam entre os fragmentos de vegetação do Cerrado.
O parque possui 8.032 hectares de Cerrado nativo preservado e também abriga animais como anta, lobo-guará e cachorro-vinagre.
E outra curiosidade impressiona: o tatu-canastra é considerado o maior tatu do mundo e pode chegar a aproximadamente 1,5 metro de comprimento. Apesar do tamanho, encontrá-lo não é tarefa fácil, já que possui hábitos predominantemente noturnos.
Um verdadeiro “construtor” da natureza
As enormes tocas abertas pelo tatu-canastra não servem somente para ele. A espécie é chamada de “engenheira do ecossistema”, porque esses abrigos acabam sendo utilizados por muitos outros animais. Pesquisas citadas pelo ICAS já identificaram mais de 100 espécies de vertebrados e cerca de 300 de invertebrados utilizando essas estruturas.
A conservação é especialmente importante porque sua reprodução é lenta: segundo o ICAS, uma fêmea tem apenas um filhote a cada três ou quatro anos.
Assim, enquanto boa parte da população talvez nunca tenha visto um deles pessoalmente, gigantes de até 1,5 metro circulam pelo Cerrado de Três Lagoas — e alguns deles estão sendo acompanhados por GPS pelos pesquisadores.
Essa é uma daquelas curiosidades que mostram que Três Lagoas tem muito mais vida selvagem escondida em suas matas do que muita gente imagina.
Fonte: TL Notícias
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