Brasil
6ª Feira da Floresta inicia nesta terça-feira em Gramado
Além da área de exposição, feira realizada em Gramado começa com discussões sobre Florestas Energéticas e o mercado de biomassa
Gramado recebe a partir desta terça-feira, dia 04, a sexta edição da Feira da Floresta, Centro de Eventos Expogramado. O evento na Serra Gaúcha com expositores da cadeia produtiva de base florestal prossegue até o dia 06 de abril, numa realização da Futura Feiras e Empreendimentos, com apoio e parceria com entidades do setor.
No seu primeiro dia, a programação inclui o 2º Biomassa Florestal e Energia RS, para apresentar aos mercados produtores de biomassa florestal, indústria e consumidores de insumos energéticos, o momento atual no Brasil e no Mundo, do potencial desta para produção de pellet, briquetes e outros de base florestal.
Estarão presentes especialistas como o canadense Markus Lehmann, consultor internacional do mercado de biomassa e pellets. Além dele, participam pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa-MG, Univates, USP e Embrapa, sendo também apresentados cases de empresas gaúchas e da Europa. O encerramento da programação conta com a participação da Secretaria Estadual de Minas e Energia.
O atual cenário do setor de base florestal favorece e propicia a realização da 6ª Feira da Floresta, voltada à produção florestal e cadeias produtivas, oportunizando a realização de negócios, da semente aos manufaturados. A entrada na Feira será gratuita com cadastramento dos visitantes no local ou pré-cadastramento por internet. Mais informações em www.feiradafloresta.com.br.
A 6ª Feira da Floresta tem patrocínio de CMPC Celulose Riograndense, Ibá – Indústria Brasileira de Árvores, Senar/RS e Swan Hotéis.
Na quarta e quinta-feira prossegue a programação paralela à Feira com eventos pertinentes ao setor, bem como palestras e atividades sócio ambientais, organizados em parceria com as demais entidades promotoras e apoiadoras, promovendo o conhecimento técnico, científico, sócio ambiental, mercadológico e o reconhecimento à inovação e a contribuição a cadeia produtiva de base florestal.
São também parte da programação paralela:
– 4º Ciclo de Palestras para Produtores Rurais, realizado nas manhãs de quarta e quinta-feira, trazendo conhecimento acerca de oportunidades de renda e sustentabilidade para as propriedades rurais;
– 2º Simpósio Gaúcho da Madeira, realizado nas manhãs de quarta e quinta-feira, com o objetivo de trazer temas capazes de motivar e capacitar as indústrias da madeira a buscar e investir em novas tecnologias de produção, estudos de marcado, diversificação de produtos com agregação de valor e através do aumento da produtividade garantir a sustentabilidade da atividade;
– Espaço Mundo da Madeira, destinada aos industriais da madeira, comerciantes, profissionais (designers, arquitetos, engenheiros), artesões, fabricantes de artefatos de madeira para exposição de produtos e serviços inclusive com Rodada de Negócios.
– 2º Prêmio Feira da Floresta, realizado no final do dia de quarta-feira reconhecendo produtores, indústrias, inovação em marcenaria e imprensa especializada.
– Reunião das Associações Integrantes da Ibá – Indústria Brasileira de Árvores, realizada na manhã de quarta-feira, com participação da Associação Gaúcha de Empresas Florestais e suas de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Bahia.
– Reunião da Câmara Setorial das Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, marcada para a tarde do dia 5 abril, sendo a única programada para ocorrer fora de Brasília em 2017. Participam da câmara órgãos do governo, entidades do setor e instituições de pesquisa e desenvolvimento. A reunião de Gramado será aberta a interessados.
SOBRE A FUTURA FEIRAS
A Futura Feiras e Empreendimentos foi criada em 2008 por Nilvia Röhrig e Roque Justen, ambos com larga experiência no setor florestal, buscando a inovação e integração da cadeia de produtiva de base florestal. A primeira edição da Feira da Floresta aconteceu em Gramado no ano de 2009, sendo as edições seguintes repetidas na cidade até o ano de 2012. Nova Prata sediou a última edição em 2015, quando a Feira aconteceu junto com o Congresso Florestal do RS.
Brasil
Eldorado Brasil reúne mais de 400 mulheres em evento e reforça protagonismo feminino no campo
Três Lagoas, 30 de março de 2026 – A Eldorado Brasil Celulose, referência global em sustentabilidade e eficiência no setor, reuniu mais de 400 mulheres nesta quarta-feira (24), em Três Lagoas, para celebrar a diversidade e a presença feminina no campo. Na quarta edição, o encontro Mulheres em Campo, promove palestras, talk show e, principalmente, a promoção de troca de experiências entre profissionais que desafiam limites e rompem barreiras diariamente nas operações da companhia e no setor florestal de Mato Grosso do Sul.
De desafiar padrões, Milena da Silva Melo, 27 anos, entende bem. Mecânica na Eldorado Brasil Celulose, ela deixou por muito tempo o diploma na gaveta de casa até participar de uma seleção na empresa. “Desde criança eu sempre fui diferente das outras meninas. Enquanto elas brincavam de barbie e boneca, eu já era o tipo de criança que gostava de montar e desmontar brinquedos para ver como era. Adulta, eu fiz o curso técnico de Mecânica Industrial e como eu trabalhava, era casada, tinha minha casa, acabei deixando de lado”, relembra.

Durante uma seleção da Eldorado Brasil Celulose, um dos recrutadores pediu para analisar o currículo de Milena e deu a sugestão para que ela tentasse a vaga de mecânica da Florestal.
“Foi uma oportunidade que surgiu na hora certa, e eu a abracei da melhor forma possível. Quando cheguei ao campo, tive receio de ser deixada de lado por ser mulher em uma área predominantemente masculina, mas fui muito bem recebida pelos colegas, tanto da mecânica quanto pelas lideranças da manutenção. Posso não ter a mesma força física que um homem, mas tenho a minha força e a minha inteligência, que uso a meu favor no dia a dia no campo”, pontua.
Milena integra o quadro de colaboradores da Eldorado desde 2025 e faz parte de um movimento crescente de ampliação da presença feminina nas operações da companhia. No comparativo entre 2023 e 2024, a Eldorado registrou um aumento de 14% no número de mulheres em seu quadro de colaboradores. Na área administrativa, elas já são maioria.
Marilu Ramos, coordenadora de Treinamento Operacional e da equipe Nossa Gente Florestal, destaca a importância da iniciativa. “Estamos na quarta edição das Mulheres em Campo. É um evento pensado com muito carinho, ele é desenhado para ser um dia de celebração, de festa, de valorizar a presença feminina e o trabalho que cada uma delas desempenha”, ressalta.
Engenheira florestal, Marilu também reforça as transformações no setor. “Historicamente, essa é uma área predominantemente masculina, mas, nos últimos anos, o número de mulheres nesse setor tem aumentado, a presença feminina tem crescido — e eu sou um exemplo disso. A diversidade é fundamental para o mercado de trabalho, seja de gênero ou de qualquer outra natureza. Podemos contribuir com nosso jeito, com nosso preciosismo e qualidades”, pontua.
Sobre a Eldorado Brasil Celulose
A Eldorado Brasil Celulose, empresa do Grupo J&F, é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 6 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera o EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A Companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.
Brasil
Pós-Carnaval sem perrengue: o que fazer (e o que não fazer) para melhorar da ressaca
Depois de dias de folia, pouca água e sono bagunçado, é comum a manhã seguinte pesar. Dor de cabeça, enjoo, boca seca, tontura e cansaço intenso são sinais frequentes no pós-Carnaval, e não é exagero: a ressaca tem explicação fisiológica.
“A ressaca alcoólica é definida, sob o aspecto farmacológico e fisiológico, como um conjunto de sinais e sintomas resultantes dos efeitos tóxicos do etanol e de seus metabólitos”, explica Denise Basílio, coordenadora do curso de Farmácia da Estácio. Segundo ela, mesmo quando a concentração de álcool no sangue cai, o organismo segue com alterações metabólicas e inflamatórias.
O principal fator é o acetaldeído, substância formada no fígado durante o metabolismo do álcool. “O etanol é metabolizado principalmente no fígado pela ação da enzima álcool desidrogenase, resultando na formação de acetaldeído, um metabólito altamente reativo e tóxico”, afirma Denise. “Esse composto está amplamente associado a manifestações como náuseas, cefaleia, rubor e mal-estar geral.”
Além disso, o álcool ativa processos inflamatórios. “O consumo provoca a ativação de vias inflamatórias sistêmicas, levando ao aumento de citocinas pró-inflamatórias”, aponta. Isso ajuda a explicar a fadiga, dores no corpo e a sensibilidade maior a luz e som.
Por que a ressaca dá tantos sintomas? – A desidratação é um dos mecanismos principais, já que o álcool aumenta a perda de líquidos e eletrólitos. “Isso aumenta a diurese e provoca a perda de água e eletrólitos”, destaca Denise. Com isso, aparecem sintomas como dor de cabeça, tontura, boca seca e fraqueza.
Já o enjoo e a dor no estômago costumam ser consequência da irritação gástrica. “Estão mais relacionados à irritação da mucosa gástrica e ao aumento da secreção ácida provocados pelo álcool”, explica.
“A sensibilidade à luz e ao som, além da cefaleia pulsátil, também tem relação com alterações no cérebro. ‘Estão associadas à vasodilatação cerebral e à inflamação neurovascular’, acrescenta Denise.
E há ainda um agravante importante: o sono. O álcool diminui a qualidade do sono REM, fase considerada essencial para a recuperação do cérebro, ligada à consolidação da memória e ao descanso mental. “Quando esse ciclo é prejudicado, a pessoa pode acordar mais cansada, irritada e com dificuldade de concentração, mesmo tendo dormido por várias horas”, pontua.
O que melhora – Quando a ressaca já chegou, não existe milagre. “A recuperação da ressaca baseia-se, essencialmente, em medidas de suporte”, orienta Denise.
A principal delas é beber água. “A hidratação adequada, de preferência com água e associada a soluções eletrolíticas, é essencial”, diz. Alimentação leve também contribui, especialmente com carboidratos, e o repouso ajuda o corpo a se recuperar do estresse metabólico.
O que piora – Na tentativa de melhorar rápido, muita gente se automedica e isso pode trazer risco. “O alívio dos sintomas deve ser feito com cautela, evitando a automedicação inadequada”, reforça Denise.
Ela alerta para o paracetamol: “Seu uso após a ingestão de álcool aumenta o risco de hepatotoxicidade, que é quando o órgão sofre dano por estar sobrecarregado ao metabolizar substâncias, como álcool e alguns medicamentos”. Anti-inflamatórios também exigem cuidado, pois podem agravar a irritação gástrica e aumentar riscos renais. Já medicamentos depressores do sistema nervoso central, como benzodiazepínicos, podem ser perigosos quando associados ao álcool.
“A abordagem mais segura consiste em garantir hidratação, alimentação adequada, um ambiente tranquilo e descanso”, afirma Denise. “O uso de medicamentos deve ser reservado apenas para quando for estritamente necessário e sob orientação.”
Além disso, ela alerta que alguns sinais indicam necessidade de avaliação médica. “Vômitos persistentes, confusão mental, dor abdominal intensa, sonolência excessiva, convulsões ou icterícia não são sinais de uma ressaca comum.”
Como prevenir – Para evitar a ressaca, Denise reforça que medidas simples funcionam melhor. “Evitar o consumo em jejum, alternar bebida alcoólica com água, alimentar-se adequadamente e respeitar os limites individuais são medidas embasadas em evidências”, orienta.
Ela também chama atenção para práticas comuns que podem aumentar riscos. “O uso preventivo de medicamentos e a combinação de álcool com bebidas energéticas carecem de fundamentação científica e podem piorar os danos à saúde”, conclui.
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