Mato Grosso do Sul
Sejusp aponta que crimes caíram quase 50% em Mato Grosso do Sul durante as eleições
O balanço final da Operação Eleições 2024, divulgado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp) aponta uma queda de 47,37% no número de crimes em geral, durante o pleito municipal. Este ano foram registradas 261 ocorrências contra as 496 contabilizadas durante o pleito municipal de 2020.
Para o secretário-executivo de Segurança Pública da Sejusp, coronel Wagner Ferreira da Silva, o planejamento e o emprego de recursos de forma antecipada foram fundamentais para a redução. “Dessa forma conseguimos empregar o efetivo de forma estratégica, naqueles locais em que a inteligência nos indicou haver necessidade, o que tornou a operação mais eficaz”, acredita.
Ao todo foram registrados 67 crimes eleitorais em todo o estado durante o primeiro turno das eleições municipais, sendo que a boca de urna (12), compra de votos (11) e transporte ilegal de eleitores (11) lideraram as ocorrências. Foram registradas ainda 6 tentativas de violação do sigilo do voto e 6 tentativas de prejudicar os trabalhos eleitorais.
Embora tranquilo, o primeiro turno eleitoral terminou com 12 de prisões em flagrante. Entre os presos estão 4 candidatos, 7 eleitores e 1 colaborador da Justiça Eleitoral.
Também foram apreendidos R$ 1.725,00 em dinheiro e 2.373 panfletos e santinhos de candidatos, que estavam sendo utilizados para a realização de boca de urna. “Houve ainda uma grande quantidade de derramamento de material de propaganda próximo aos locais de votação”, lembra Wagner.
Para a operação foram empregados pela Sejusp um efetivo de reforço de 3.413 homens e mulheres, 4 aeronaves, sendo 3 helicópteros e 1 avião, mais 683 viaturas além daquelas utilizadas no policiamento de rotina e 4 embarcações.
Monitoramento em tempo real
Toda a movimentação policial e o atendimento de ocorrências foram acompanhados em tempo real tanto pelas forças estaduais, como federais e municipais de segurança pública, que estiveram de prontidão no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no Parque dos Poderes, em Campo Grande, do início ao final do pleito eleitoral, facilitando a tomada de decisões e agilizando as ações operacionais.
Durante a Operação Eleições 2024, estiveram no CICC, que esteve o tempo inteiro interligado com o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), em Brasília, equipes da Sejusp, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros Militar, do CIOPS, Guarda Civil Municipal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Defesa Civil, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Tribunal Regional Eleitoral.
A Operação Eleições 2024 teve início em 22 de agosto, com a elaboração do Plano Estadual de Atuação Integrada do Mato Grosso do Sul e encerrou às 21h de ontem, dia 06 de outubro, quando o Tribunal Regional Eleitoral finalizou a apuração dos votos.
Joelma Belchior, Comunicação Sejusp
Fotos: PM5 e PCMS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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