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Mato Grosso do Sul

Projeto Produtiva-Mente garante cuidado contínuo à saúde mental na Penitenciária de Naviraí

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A Campanha Janeiro Branco chama a atenção para a importância da saúde mental, mas na Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí esse cuidado acontece durante todo o ano. Desde 2022, a unidade mantém o grupo terapêutico Produtiva-Mente, voltado ao acompanhamento de custodiados com transtornos mentais.

Entre as ferramentas utilizadas no Produtiva-Mente está a arteterapia
Entre as ferramentas utilizadas no Produtiva-Mente está a arteterapia.

Atualmente, cinco reeducandos participam do projeto. Ao longo dos últimos anos, mais de 15 custodiados já foram atendidos, muitos deles com evolução clínica suficiente para alcançar a desinternação, a partir do acompanhamento realizado por meio do Plano Terapêutico Singular. O trabalho é desenvolvido em parceria com o Centro de Atenção Psicossocial de Naviraí e com a equipe de saúde mental da própria unidade.

O grupo tem como foco o acolhimento, a escuta e o respeito às particularidades de cada participante. As atividades buscam ajudar no controle dos sintomas, no desenvolvimento do autocuidado e no manejo das emoções, reduzindo episódios de descontrole emocional relacionados aos transtornos psicológicos.

Segundo a policial penal e psicóloga responsável pelo projeto, Jessica Dias dos Santos, o acompanhamento contínuo faz diferença no dia a dia dos custodiados. Ela explica que a proposta é oferecer um espaço de escuta e cuidado, ajudando cada participante a compreender melhor suas emoções e a lidar com o transtorno de forma mais equilibrada, o que contribui para a estabilidade emocional e para a adesão ao tratamento.

O impacto do projeto também é percebido pelos próprios participantes. Um dos reeducandos atendidos pelo grupo relatou sua gratidão pela atenção recebida e pelos resultados do acompanhamento. “A participação no grupo me fez me reencontrar, porque eu vivia há mais de 20 anos preso em um labirinto muito escuro, onde não conseguia pedir ajuda e era só sofrimento”, comentou.

Policial Penal responsável pelo projeto acompanhando interno durante arteterapia

Segundo ele, com o trabalho realizado, conseguiu se perceber de outra forma e acreditar na mudança. “Hoje, com a progressão desse trabalho, tenho mais aceitação e esperança de poder voltar à sociedade. Vale a pena tentar e acreditar que você pode ser uma pessoa melhor”, ressaltou. O reeducando também destacou a reconstrução de vínculos familiares. “Muitas coisas que eu achei que não poderia construir, eu consegui, como a minha família, que voltou para mim”.

Entre as ferramentas utilizadas no Produtiva-Mente está a arteterapia, aplicada como apoio ao tratamento em saúde mental. Por meio de atividades artísticas, os participantes conseguem expressar sentimentos e vivências que nem sempre conseguem colocar em palavras. A prática ajuda a reduzir a ansiedade, fortalecer a autoestima e estimular o autoconhecimento.

No ambiente prisional, a arteterapia também contribui para criar um espaço mais seguro e respeitoso, favorecendo a construção de vínculos e a continuidade do tratamento. As ações são realizadas de forma articulada com o Plano Terapêutico Singular e com a rede de atenção psicossocial do município.

O grupo segue em funcionamento regular na Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí e integra os projetos da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) voltados à humanização da pena em Mato Grosso do Sul, com foco no cuidado em saúde mental e no tratamento digno de pessoas privadas de liberdade.


Keila Oliveira, Comunicação Agepen/MS

Fonte: Governo MS

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Rio Taquari volta a subir e coloca Coxim em situação de emergência, alerta Imasul

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O Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), informa que o município de Coxim encontra-se em situação de emergência em razão da elevação do nível do rio Taquari.

De acordo com dados da Plataforma de Coleta de Dados (PCD), o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm, indicando potencial para provocar danos materiais e riscos à integridade da população ribeirinha e de áreas próximas ao curso hídrico.

Mesmo após a redução observada na última semana, o nível do rio voltou a subir em decorrência das chuvas registradas nas últimas 24 horas. No início da noite de ontem (13), a marca atingiu novamente a cota considerada de inundação.

A previsão meteorológica elaborada pelo Cemtec aponta variação de nebulosidade, possibilidade de pancadas de chuva e influência de frente fria nos próximos dias, especialmente na bacia do rio Coxim, afluente do Taquari.

O Inmet classifica as chuvas com grau de severidade de perigo potencial, enquanto o CPTEC indica ocorrência de chuvas intensas em níveis 1 e 2. Com a elevação do nível do rio, há possibilidade de invasão das águas em áreas lindeiras e instalações próximas ao leito, podendo agravar o cenário.

Diante do quadro, o Imasul recomenda atenção das autoridades locais e informa que, após deliberação técnica, será acionada a Defesa Civil do Mato Grosso do Sul para acompanhamento e adoção das medidas necessárias de prevenção e resposta.

O Instituto segue monitorando continuamente as condições hidrológicas e meteorológicas da região e manterá a população informada sobre qualquer alteração relevante.

Comunicação Imasul

Fonte: Governo MS

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Peritos da Polícia Científica de MS orientam sobre cuidados relacionados ao ‘Boa Noite, Cinderela’

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Especialista em toxicologia forense alerta para cuidados simples que podem evitar crimes em ambientes festivos

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, por meio da DQT (Divisão de Química e Toxicologia), orienta a população para os riscos do uso criminoso de substâncias conhecidas popularmente como “Boa Noite, Cinderela”, especialmente durante o período de Carnaval, quando há maior consumo de bebidas alcoólicas e maior circulação de pessoas em eventos públicos e privados.

De acordo com o perito criminal Evandro Rodrigo Pedon, essas substâncias incluem, em geral, medicamentos sedativos e depressores do sistema nervoso central, como benzodiazepínicos, que podem ser adicionados às bebidas sem que a vítima perceba. Os efeitos envolvem sonolência intensa, confusão mental, perda de memória e redução da capacidade de reação, o que facilita a prática de crimes.

“Essas substâncias reduzem rapidamente a percepção do ambiente e a capacidade de defesa da vítima, criando uma situação de extrema vulnerabilidade. Em muitos casos, a pessoa só percebe que algo está errado quando os efeitos já estão avançados”, explica o perito.

Atenção redobrada com bebidas, principalmente em ambientes festivos, é fundamental para a prevenção.

A Polícia Científica realiza exames toxicológicos para identificação dessas substâncias durante as investigações, mas a orientação é que a prevenção seja priorizada. Entre os cuidados recomendados estão evitar aceitar bebidas de desconhecidos, não perder o copo de vista e desconfiar de alterações repentinas no sabor, cheiro ou nos efeitos da bebida.

Outro fator de risco é a associação dessas substâncias com o álcool, que potencializa os efeitos no organismo. “Mesmo em pequenas quantidades, a combinação pode causar desorientação severa. Ao perceber qualquer mal-estar incomum, a pessoa deve procurar ajuda imediatamente e, sempre que possível, estar acompanhada por alguém de confiança”, orienta Pedon.

Em situações suspeitas, a recomendação é buscar atendimento médico o quanto antes e registrar ocorrência policial. A coleta de material biológico nas primeiras horas após o fato é essencial para a identificação das substâncias.

Ao compartilhar informações técnicas de forma acessível, a Polícia Científica contribui para que a população esteja mais atenta e saiba como agir diante de situações suspeitas, especialmente em períodos de maior exposição, como o Carnaval.

Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS
Fotos: Maria Ester Rossoni

Fonte: Governo MS

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