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Mato Grosso do Sul

Projeto inovador da AGEMS usa a tecnologia e inteligência para revolucionar o transporte de passageiros em MS

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Paineis informativos e App para o usuário, frota monitorada, localização em tempo real, e coleta e gerenciamento de dados são alguns dos produtos do Centro de Integração Tecnológica que está sendo implantado. Marco para o transporte rodoviário intermunicipal de passageiros, o Centro de Integração Técnica e Inteligência (CITI) está em fase final de implantação pela Agência Estadual de Regulação (Agems) e promete revolucionar a operação e a gestão do serviço.

O diretor-presidente da Agência, Carlos Alberto de Assis, promoveu hoje (17) reunião com a equipe para conhecer de perto todo o detalhamento técnico e alinhar as próximas etapas.

“O transporte tem sido problema por muitos anos. Vencemos dificuldades, desconfianças e agora sabemos onde queremos chegar. Temos a tecnologia e estamos avançando muito rápido”, destaca Carlos Alberto.

Inteligência de dados

Mais de 380 ônibus e micro-ônibus já receberam o sistema de rastreamento, e esse número deverá chegar a algo entre 500 e 600 veículos de linha regular em uma fase inicial, conforme explica a coordenadora do CITI, Marisa Oliveira.

O equipamento tem servido para identificação e mapeamento digital de todos os pontos de parada em cada uma das rotas. A tecnologia também vai servir para a localização em tempo real de todos os veículos quando o sistema estiver em plena operação.

Construído do zero pela Agems em menos de um ano, o CITI hoje já está abastecido com um gigantesco conjunto de informações que antes estavam dispersas ou desordenadas em antigos bancos de dados e mesmo em documentos de papel. “Depuramos dez anos de informações”, resume a coordenadora da Câmara de Regulação Econômica de Transportes, Luciana Gomes.

A partir dessa organização, o Sistema TRIP (Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros) dá um salto de patamar, e passa a ser gerido não com dados declarados dos operadores, mas com informações precisas, coletadas digitalmente, armazenadas e gerenciadas com uso da tecnologia pela agência reguladora.

Próximas etapas

A inteligência de dados, em que o principal produto é o CITI, vai gerar entregas internamente, para a tomada de decisão e gerenciamento técnico da Agems, e também para o público externo – operadores e usuários.

Parte desses produtos vai estar visível, em forma de painéis informativos em terminais rodoviários, onde o passageiro poderá acompanhar horários e previsão do ônibus em que pretende embarcar.

Para a fase inicial dessa instalação, equipe da Agems está iniciando visita a 25 municípios, para identificar estrutura dos terminais e definir ações com as Prefeituras, que são responsáveis pelos terminais.

Sobre os critérios para essa definição, o diretor de Transportes, Matias Gonsales explica: “Consideramos as cidades que têm maior concentração de passageiros, de linhas e de conexões, inclusive as interestaduais, as divisas como outros estados, e cidades que têm projetos futuros geradores de grande concentração de pessoas”.

Tecnologia à mão

Outro produto integrado ao CITI é o aplicativo para smartphone, que vai colocar nas mãos do cidadão de norte a sul, de leste a oeste, o serviço de pesquisa de linhas, horários, tarifas, direcionamento para compra de passagem e uma série de informações atualizadas, em tempo real.

O desenvolvimento está sendo feito em conjunto com a Diretoria de Inovação e Relações Institucionais, para garantir a navegação amigável. “O aplicativo é muito importante, pela praticidade do usuário ter as informações na hora, com facilidade”, lembra a diretora Rejane Monteiro.

Outros serviços

Depois do transporte de passageiros, o CITI futuramente irá integrar os outros serviços que são regulados e fiscalizados pela Agems.

Gizele Oliveira, Comunicação Agems
Fotos: Gizele Oliveira

Fonte: Governo MS

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Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS

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Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.

Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.

O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.

O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News

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Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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