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Agronegócios

Produção brasileira cresce e reforça posição de destaque no mercado global

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A suinocultura brasileira vive um período de expansão e consolidação, com números que mostram sua relevância tanto no mercado interno quanto externo. Entre 2015 e 2023, a produção de carne suína no Brasil cresceu expressivos 54,4%, passando de 3,4 milhões para 5,2 milhões de toneladas. Esse avanço posiciona o país como o quarto maior produtor mundial, atrás apenas da China, União Europeia e Estados Unidos.

O consumo de carne suína também tem ganhado espaço à mesa dos brasileiros. Em 2015, o consumo per capita era de 15,1 kg; em 2023, esse número chegou a 20,6 kg. O reconhecimento pela qualidade do produto tem ajudado a impulsionar esse crescimento, conforme destaca Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS): “O mercado interno está aprendendo a reconhecer a qualidade da carne suína, enquanto no mercado externo batemos recordes de exportação.”

Nas exportações, o avanço foi ainda mais notável: um salto de 130,3% no mesmo período. Em 2023, o Brasil exportou 1,08 milhão de toneladas de carne suína, consolidando-se como um fornecedor de peso no mercado global.

Um dos pilares do sucesso brasileiro no setor é o modelo integrado de produção, que abrange cerca de 45% das granjas do país. Essa integração entre produtores e indústrias começou no Sul e se expandiu para regiões com maior disponibilidade de grãos, como o Centro-Oeste. Essa organização eficiente é complementada pela excelência sanitária brasileira, fator essencial para conquistar mercados exigentes.

O Brasil mantém um rígido controle de rastreabilidade, passando por quarentenas rigorosas e adotando práticas que garantem o bem-estar animal e a sustentabilidade. Essa estrutura tem sido um diferencial competitivo frente a concorrentes globais.

O crescimento da suinocultura no Brasil é puxado por estados com forte tradição agropecuária. No terceiro trimestre de 2024, o abate de suínos no país aumentou 2,1%, totalizando 14,95 milhões de cabeças. Entre os destaques regionais estão:

  • Rio Grande do Sul: aumento de 197,99 mil cabeças.
  • Minas Gerais: incremento de 79,47 mil cabeças.
  • Mato Grosso do Sul: crescimento de 36,64 mil cabeças.
  • Paraná: alta de 27,89 mil cabeças.

Com a expansão da produção, o Brasil se aproxima do terceiro lugar no ranking global de produção de carne suína. No campo das exportações, a expectativa é alcançar mercados ainda mais exigentes, como Japão e Coreia do Sul, e consolidar a presença nos atuais parceiros, como China e Rússia.

A Associação Brasileira de Criadores de Suínos aposta também em campanhas voltadas ao consumidor interno, buscando fortalecer a imagem da carne suína como uma opção saborosa, saudável e versátil. A combinação de inovação, qualidade e foco no consumidor promete manter a suinocultura brasileira em trajetória ascendente.

(com informações da ABCS)

Fonte: Pensar Agro

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Estado colhe safra recorde e lidera produtividade da soja no Brasil

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A Bahia deverá colher 13,3 milhões de toneladas de grãos em 2026, o maior volume de sua história. A produção deve superar em 417 mil toneladas o recorde alcançado no ano passado, impulsionada principalmente pela soja. Além do crescimento da safra, o Estado conquistou outro resultado de destaque: a maior produtividade média da oleaginosa no país.

A estimativa consta do acompanhamento da safra baiana atualizado na sexta-feira (4) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base no levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se o resultado for confirmado, a produção estadual avançará 3,2% em relação às 12,84 milhões de toneladas colhidas em 2025.

A soja responderá por aproximadamente dois terços de todos os grãos produzidos no Estado. A previsão é de uma colheita de 8,93 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% em um ano. Isso representa 324 mil toneladas adicionais, volume responsável por quase 80% do aumento esperado para toda a safra baiana.

O desempenho da soja chama a atenção não apenas pelo tamanho da produção. Segundo o 11º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produtividade média das lavouras baianas alcançou 4.260 quilos por hectare, equivalentes a 71 sacas. É o melhor resultado entre os Estados produtores do país.

A liderança mostra que a expansão do agronegócio baiano não depende somente da incorporação de novas áreas. O resultado está associado à combinação de condições climáticas favoráveis, correção do solo, sementes adaptadas ao Cerrado, agricultura de precisão, irrigação e maior controle das operações no campo, especialmente no Oeste da Bahia.

Para o produtor, colher mais por hectare é decisivo em um período de margens apertadas. A produtividade elevada permite diluir despesas com máquinas, mão de obra, arrendamento e estrutura. Esse ganho ajuda a compensar parte da queda das cotações, embora não elimine os efeitos dos juros elevados e do aumento de custos importantes, como fertilizantes e defensivos.

O milho também contribui para o recorde. Somadas as diferentes safras do cereal, a Bahia deverá produzir 2,8 milhões de toneladas, avanço de 2,3% em relação a 2025. O resultado reforça a oferta regional de ração e beneficia cadeias como avicultura, suinocultura e produção de leite, que dependem do grão como um dos principais componentes da alimentação animal.

A produção de algodão em caroço deverá chegar a 1,84 milhão de toneladas, aumento de 2,8%. A área cultivada cresceu 2,5%, para aproximadamente 410 mil hectares. Segundo a Conab, o volume de chuvas e a maior disponibilidade de umidade no solo favoreceram o desenvolvimento das lavouras e reduziram perdas durante o ciclo.

Outras culturas ampliam o resultado positivo para além do Oeste baiano. A produção de café está estimada em 294 mil toneladas, alta de 12,5%. A maior contribuição virá do café canéfora, cuja colheita pode crescer 18,1%. No cacau, a previsão é de 137 mil toneladas, avanço de 15,4%, favorecido pelas condições das lavouras no Baixo Sul e no Litoral Sul.

A uva também deverá apresentar crescimento, com produção de 107 mil toneladas, 5,1% acima da registrada em 2025. O avanço reforça a importância do Vale do São Francisco, onde a irrigação permite produção em diferentes períodos do ano e abastecimento dos mercados interno e externo.

Os números do IBGE e da Conab não devem ser comparados diretamente. O IBGE considera o ano civil e acompanha um conjunto próprio de culturas, enquanto a Conab trabalha com o calendário da safra, iniciado em um ano e encerrado no seguinte. Apesar das diferenças metodológicas, os dois levantamentos confirmam o desempenho elevado da agricultura baiana e a liderança estadual na produtividade da soja.

O avanço da produção tem reflexos sobre transporte, armazenagem, comércio, serviços e agroindústria. No primeiro trimestre de 2026, o agronegócio baiano movimentou R$ 19,8 bilhões e respondeu por 13,5% da economia estadual. A participação tende a crescer ao longo do ano à medida que a colheita é comercializada e movimenta as demais etapas da cadeia.

O recorde, entretanto, não significa aumento automático da renda. A SEI identificou queda de 11% nos preços dos principais produtos agropecuários no primeiro trimestre. O crédito rural empresarial concedido na Bahia também recuou 22,8% entre julho de 2025 e março de 2026, para R$ 7,05 bilhões.

Nesse cenário, a produtividade tornou-se a principal defesa do produtor contra o estreitamento das margens. A Bahia chega à maior safra de sua história produzindo mais por hectare, mas o resultado financeiro dependerá dos preços, dos custos de financiamento e da capacidade de armazenar e comercializar os grãos nos momentos mais favoráveis.

Fonte: Pensar Agro

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