Ambiental
PMA realiza Educação Ambiental e orientação sobre fauna em zonas urbanas e rurais para funcionários de empresa
Dentro da sua função constitucional de prevenção, A Polícia Militar Ambiental de Corumbá (MS) realizou ontem atividade de educação ambiental a 20 funcionários da empresa de Engenharia Telecomunicações Telemont S.A, no município. Atendendo solicitação da empresa, a atividade debateu vários temas ambientais, mas teve ênfase em preservação da fauna pantaneira, inclusive, discutindo o surgimento dos animais em área urbana.
Durante a atividade também foi apresentada uma síntese da Lei dos Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), relativamente à parte de fauna, prevista no seu artigo 29 – Matar, perseguir, caçar apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa.
A cidade de Corumbá está localizada à margem direita do rio Paraguai, com o pantanal e, segundo pesquisas, uma das principais causas do aparecimento dos animais são as cheias no Pantanal e incêndios florestais, que fazem com que os animais saiam à procura de abrigo e adentrem ao perímetro urbano.
A Polícia Militar Ambiental tem efetuado ação conjunta com várias instituições e empresas, a fim de preservar vidas humanas e dos animais; inclusive preventivamente, por meio de distribuições de cartilhas à população, material este distribuído durante a palestra de ontem.
Orientações contidas nas cartilhas sobre aparecimento de animais:
–Chame imediatamente a Polícia Militar Ambiental e o Corpo de Bombeiros, explicando a situação e orientando-os da melhor forma possível sobre a localização da onça.
–Não tente ajudar no resgate. O resgate e a lida com animais silvestres são atividades muito especializadas, que oferecem riscos, e que precisam ser feitas em condição de calma e controle.
–Controle a curiosidade e não tente obter fotografias. A imprensa certamente oferecerá informações e imagens do resgate, os quais você poderá acessar depois em total segurança.
–Obedeça ao isolamento da área, caso este seja implantado; oriente os vizinhos e familiares sobre estas regras, para a segurança de todos e para facilitar o trabalho das equipes de resgate.
–Mantenha silêncio nas vizinhanças; animais silvestres expostos a ruídos intensos, como vozes humanas, gritos, motores de carros, entre outros, podem ficar ainda mais estressados.
–Lembre-se: animais silvestres agem por instinto, nunca os provoque, ameace-os, tente controla-los ou capturá-los. É perigoso, além disso, pode caracterizar um crime ambiental, você poderá ter uma experiência desagradável.
Na oportunidade também foram lembrados alguns cuidados básicos em relação à área rural e urbana:
–Nunca oferecer/dar alimentos para animais silvestres.
–Nunca andar ou exercer qualquer atividade quando estiver com pouca luminosidade (ex.: necessidade de trabalho noturno), com pessoas afastadas uma das outras.
–Nunca ficar afastado do grupo agachado ou sentado.
Ambiental
Operação Libertas prende 18 pessoas e resgata quase 800 animais em 11 estados
Nesta quarta-feira (29/10), Ministérios Públicos, Polícias Ambientais e órgãos de fiscalização de onze estados brasileiros deflagraram a Operação Libertas, que mirou alvos do tráfico de animais silvestres. A ação resultou no cumprimento de 116 mandados, na prisão de 7 pessoas preventivamente e 11 em flagrante, além do resgate de quase 800 animais retirados ilegalmente da natureza – em sua maioria aves dos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, algumas ameaçadas de extinção –, destinadas a feiras clandestinas e pontos de comércio irregular.
A operação é coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), por meio do Projeto Libertas, e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Freeland Brasil e financiamento do Escritório de Assuntos Internacionais sobre Narcóticos e Aplicação de Lei dos Estados Unidos (INL).
A Abrampa é presidida pelo promotor de Justiça e coordenador do Núcleo Ambiental do MPMS, Luciano Loubet. O Estado foi um dos participantes da operação, junto com Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Maranhão e Bahia.
Ações em MS
Em Mato Grosso do Sul, foram vistoriados 35 locais pelo Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul) e pela Polícia Militar Ambiental (PMA), nos municípios de Campo Grande, Bataguassu, Batayporã e Ivinhema. Durante as fiscalizações:

* Uma ave curió foi apreendida;
* Um filhote permaneceu com o criador, como fiel depositário;
* Foi aplicada uma multa de R$ 500,00;
Foram emitidas cinco notificações, envolvendo situações como manutenção de aves exóticas sem nota fiscal e comunicação de óbito de animal.
Além do tráfico de animais silvestres, a operação também revelou a prática de outros crimes associados, como receptação, falsificação de documentos e de sinais públicos, maus-tratos, organização criminosa, entre outros. Durante a operação, também foram apreendidas armas de fogo, veículos, quantias em dinheiro, documentos, celulares e gaiolas.
Entre as espécies apreendidas destacam-se aves como papagaios, coleirinhos, trinca-ferros e tucanos, além de espécies ameaçadas de extinção. Também foram encontrados quelônios, gatos de bengala, entre outros.
Os animais resgatados foram encaminhados a centros de reabilitação do Ibama e de órgãos estaduais, onde recebem cuidados veterinários. Sempre que possível, são devolvidos à natureza; os que não têm condições de sobrevivência permanecem em criadouros conservacionistas ou zoológicos autorizados.
“A operação deflagrada hoje é uma resposta contundente do Estado para proteger nossa fauna, essencial para o equilíbrio ambiental. As investigações seguem para consolidar provas e oferecer denúncia criminal pelos crimes de tráfico de fauna, maus-tratos, associação criminosa e lavagem de dinheiro”, destacou Luciana de Paula Imaculada, promotora de Justiça do MPMG e coordenadora da operação pelo Projeto Libertas.
“Essa ação integrada demonstra o compromisso sério do Ministério Público brasileiro com o enfrentamento ao tráfico de fauna silvestre, um crime que causa sofrimento a milhões de animais, ameaça espécies inteiras e compromete os serviços ecossistêmicos essenciais à vida. Combater essa prática é também proteger a saúde pública, a integridade ambiental e a própria governança do país”, afirmou Juliana Ferreira, diretora-executiva da Freeland Brasil.
Texto: Marta Ferreira de Jesus
Revisão: Fabrício Judson
Fotos: Imasul e PMA/MS
Ambiental
PMA prende mulher vendendo crânios de animais silvestres no MS
Na noite de ontem, 15 de dezembro, a Polícia Militar Ambiental de Bonito realizou a prisão em flagrante de uma mulher que comercializava, de forma ilegal, nove crânios de animais silvestres. A ação ocorreu após denúncia anônima, que indicava a venda dos itens em uma praça da cidade.
Durante a abordagem, a autora alegou ter encontrado os crânios em estradas e rodovias ao longo de suas viagens. Segundo ela, os ossos foram inicialmente usados para fins decorativos antes de serem colocados à venda.
O caso foi enquadrado no Art. 29 da Lei nº 9.605/98, que tipifica como crime a venda, exposição à venda ou uso de produtos oriundos da fauna silvestre sem a devida autorização ambiental. Além disso, foi aplicada uma multa com base no Art. 24 do Decreto nº 6.514/08, que prevê sanções administrativas para infrações ambientais. O valor da penalidade foi de R$ 500,00 por indivíduo, totalizando R$ 9.000,00 (nove mil reais) no caso em questão.
Os itens foram apreendidos e a autora foi encaminhada à delegacia da Polícia Civil local para as medidas legais cabíveis.
A PMA destaca a importância do cumprimento da legislação ambiental como medida indispensável para a preservação da fauna e flora. A comercialização de partes de animais silvestres, mesmo ossos de animais já mortos, é proibida por lei, pois pode estimular práticas como a caça ilegal.
Assessoria de Comunicação do 1º BPMA
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