Mato Grosso do Sul
PM forma primeira turma de policiamento turístico e prepara MS para receber delegações da COP15
Curso inédito qualifica policiais para atuação em áreas turísticas e eventos internacionais, reforçando a segurança e a hospitalidade do Estado
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul concluiu, sexta-feira (6), a primeira turma do Curso de Policiamento Turístico do Estado, uma capacitação inédita que prepara o efetivo para atuar em áreas de grande fluxo de visitantes e em eventos internacionais. A formação inicial de 20 policiais militares marca um avanço estratégico na qualificação da segurança pública diante do crescimento do turismo e da realização da COP15, conferência ambiental internacional que ocorrerá em Campo Grande entre os dias 23 e 29 de março de 2026.
A solenidade de encerramento reuniu autoridades da segurança pública e do Governo do Estado. O curso foi concebido para capacitar policiais com conhecimentos específicos voltados ao atendimento ao visitante, à mediação de conflitos, aos protocolos de segurança em eventos internacionais e à interação com turistas estrangeiros.
Durante a cerimônia, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou o caráter histórico da formação e o papel da Polícia Militar na construção de um ambiente seguro e acolhedor para visitantes de diferentes países.
“Quero parabenizar cada policial militar, homem e mulher, que concluiu esse curso. Aprender uma segunda língua, ampliar a capacidade de atendimento e acolher bem quem chega ao nosso Estado são elementos fundamentais para que a nossa Polícia Militar continue sendo referência. Quando um visitante encontra um militar de Mato Grosso do Sul, ele encontra segurança, profissionalismo e o orgulho que temos de proteger aquilo que mais prezamos: a vida”, afirmou.
O secretário-adjunto de Estado de Justiça e Segurança Pública, coronel Ary Carlos Barbosa, ressaltou que a iniciativa fortalece a imagem institucional do Estado e acompanha o crescimento do turismo como vetor de desenvolvimento econômico.
“Iniciativas como essa demonstram que desenvolvimento turístico e preservação da natureza podem caminhar juntos. Mato Grosso do Sul tem se consolidado como um grande destino turístico graças aos investimentos realizados em infraestrutura, promoção de destinos naturais e políticas públicas voltadas ao turismo sustentável. Esse tipo de capacitação é essencial para um Estado com forte potencial turístico e garante que nossos policiais estejam preparados para orientar visitantes, mediar conflitos e representar bem a cultura e as características do nosso território”, destacou.
A criação do curso também dialoga diretamente com a expansão do turismo em Mato Grosso do Sul. O Estado tem registrado crescimento contínuo no fluxo de visitantes, especialmente em destinos consolidados como Bonito, Pantanal, Serra da Bodoquena e Corumbá. Dados recentes indicam que o turismo vem se consolidando como um dos setores relevantes da economia estadual, com impacto direto na geração de empregos e na dinamização de cadeias produtivas ligadas à hotelaria, gastronomia, transporte e serviços.
Em janeiro de 2025, o estado registrou 14.593 turistas internacionais, número 12% superior ao mesmo período de 2024, reforçando a atratividade de MS no cenário internacional. Segundo o diretor de Operações da Polícia Militar, coronel Wellington Klimpel, a qualificação do efetivo representa um passo importante para alinhar segurança pública e hospitalidade no atendimento ao turista.
“O policiamento turístico exige preparo específico. Não se trata apenas de segurança, mas também de acolhimento, orientação e integração com a dinâmica do turismo. Preparamos nossos policiais para atuar em situações que demandem interação direta com visitantes de diferentes culturas, fortalecendo a imagem de Mato Grosso do Sul como destino seguro e bem estruturado.”
A realização da COP15 em Campo Grande reforça ainda mais essa necessidade de preparação. A conferência integra a Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), tratado ambiental global estabelecido sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e deve reunir cerca de dois mil participantes entre autoridades governamentais, pesquisadores, representantes de organismos internacionais e organizações da sociedade civil.
A escolha de Mato Grosso do Sul como sede do encontro projeta o Estado no cenário diplomático e ambiental global, especialmente pela importância do Pantanal, considerado a maior planície alagável do planeta e um dos biomas estratégicos para a conservação da biodiversidade mundial.
Com a conclusão da formação, os 20 policiais passam a integrar um núcleo especializado da Polícia Militar voltado ao policiamento turístico, ampliando a capacidade do Estado de atuar em áreas de grande fluxo de visitantes, unidades de conservação ambiental, regiões de fronteira e eventos internacionais.
A iniciativa consolida a integração entre segurança pública e políticas de desenvolvimento econômico, reforçando que turismo, sustentabilidade e estabilidade institucional caminham de forma conjunta na estratégia de crescimento de Mato Grosso do Sul.
Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria
Fotos: PMMS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Como proteger idosos durante temporais e outras emergências climáticas
Especialista orienta a preparar a casa e a família para protegê-los em situações de emergência
Os temporais que atingiram Mato Grosso do Sul nos últimos dias deixaram ruas bloqueadas, árvores e postes derrubados, imóveis danificados e bairros inteiros sem energia elétrica. Em alguns pontos de Campo Grande, por exemplo, o fornecimento demorou mais de 36 horas para ser restabelecido, afetando diversas residências, muitas delas com moradores idosos.
Mato Grosso do Sul tem cerca de 391 mil pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,18% da população do Estado, segundo dados do Censo 2022 do IBGE. O número ajuda a dimensionar a importância de um cuidado muitas vezes deixado de lado: preparar a casa e a família para situações de emergência provocadas por chuvas intensas, ventos fortes e interrupções prolongadas de serviços essenciais.
Para pessoas idosas, episódios desse tipo podem trazer dificuldades adicionais. Mobilidade reduzida, uso contínuo de medicamentos, dependência de equipamentos elétricos e limitações visuais ou auditivas podem tornar mais difícil reagir rapidamente a uma situação de risco.
Para Denis Corrêa, sócio e diretor comercial e estratégico da CoreHelp, instituição especializada na capacitação para atendimento de emergências, esse planejamento precisa começar antes que a tempestade chegue.
“Em uma emergência, não é o momento de descobrir quem vai ajudar o idoso, onde estão os medicamentos ou como ele poderá deixar a casa se isso for necessário. A família precisa pensar previamente nesses cenários e definir um plano simples, que todos conheçam e consigam executar”, orienta.
A atenção a esse público também está prevista no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil 2025/2035, que estabelece que as estratégias de prevenção e resposta a desastres devem considerar prioritariamente pessoas idosas, pessoas com deficiência e aquelas com mobilidade reduzida.
O plano de resposta rápida doméstico
Denis chama esse conjunto de cuidados de plano de resposta rápida doméstico. A ideia é simples: deixar organizado, antes de qualquer problema, aquilo que a família vai precisar saber e fazer quando uma emergência acontecer. Não exige equipamentos caros nem conhecimento técnico, apenas conversa, organização e informação em lugar fácil de encontrar.
O primeiro passo é deixar os números de emergência visíveis para todos os moradores da casa, como na porta da geladeira, perto do telefone fixo ou na entrada do imóvel. Devem estar anotados o SAMU (192), a Polícia Militar (190), o Corpo de Bombeiros (193) e a Defesa Civil (199), além do telefone da companhia de energia. Também vale salvar esses contatos no celular do idoso e dos familiares mais próximos.
“Na hora do susto, muita gente esquece até o número mais conhecido. Quando a informação está escrita e à vista, qualquer pessoa da casa consegue pedir ajuda, inclusive uma criança ou uma visita”, explica Denis.
O plano também deve indicar quais hospitais da região estão preparados para atender casos de infarto e de AVC. Nessas situações, cada minuto faz diferença, e saber com antecedência para onde ir evita perda de tempo e deslocamentos desnecessários. O ideal é que a família confirme essas informações com o médico que acompanha o idoso ou com a rede de saúde do município.
Outro ponto importante é combinar qual familiar deve ser avisado primeiro em caso de emergência. Definir essa pessoa, e também uma segunda opção caso ela não atenda, evita ligações desencontradas e garante que alguém de confiança acompanhe a situação desde o início.
Por fim, a família precisa pensar em como sair rapidamente do imóvel, se for necessário. Isso inclui saber por qual porta sair, manter as chaves sempre no mesmo lugar, deixar corredores e passagens livres, ter uma lanterna de fácil acesso e combinar um ponto de encontro seguro fora da casa.
O que mais precisa estar previsto
Cada idoso tem necessidades próprias. Uma pessoa independente e com boa mobilidade terá demandas diferentes de alguém que precisa de ajuda para caminhar, usa cadeira de rodas, faz tratamento contínuo ou tem alguma condição que dificulte a comunicação ou a orientação.
A família deve definir quem poderá ajudar em uma eventual saída do imóvel, para onde o idoso será levado e como será feito esse deslocamento. Também é importante manter à mão informações sobre medicamentos, receitas, contatos de familiares, médicos e serviços de emergência.
Para quem usa medicamentos todos os dias, a recomendação é manter as receitas organizadas e acompanhar o estoque, principalmente quando houver previsão de temporais, já que sair de casa pode ficar difícil. Idosos que usam aparelhos auditivos também devem ter pilhas extras ou o carregador sempre abastecido, para não perderem a capacidade de ouvir alertas e orientações durante a emergência.
A falta de energia também merece atenção. Além de deixar a casa no escuro e aumentar o risco de quedas, uma interrupção longa pode afetar equipamentos usados nos cuidados com o idoso, a conservação de alguns medicamentos e até a comunicação com a família.
“É importante que a família saiba antecipadamente se existe algum equipamento que não pode ficar sem energia, quais são as alternativas disponíveis e para quem deve ligar. Improvisar durante o temporal aumenta muito a chance de uma decisão errada”, afirma Denis.
Nem sempre sair de casa é a primeira opção
Outra preocupação é evitar decisões apressadas. Retirar um idoso de casa durante uma chuva forte, sem que exista risco imediato no imóvel, pode expô-lo a outros perigos, como ruas alagadas, fios elétricos, árvores instáveis e quedas no caminho.
A decisão deve levar em conta as condições da casa, os alertas dos órgãos de emergência e, principalmente, a segurança do trajeto.
“Existe uma tendência natural de querer resolver tudo rapidamente, mas, em uma situação de emergência, a primeira análise deve ser sempre de segurança. Se há fios caídos, água subindo, estruturas comprometidas ou risco de queda de árvores, é preciso avaliar antes de colocar uma pessoa com mobilidade reduzida naquele ambiente”, explica o especialista.
Se for preciso deixar o imóvel, documentos pessoais, medicamentos, receitas, água e outros itens indispensáveis ao cuidado devem estar reunidos em uma bolsa ou mochila que possa ser levada rapidamente.
Também é importante que o plano não dependa de uma única pessoa. Familiares, cuidadores e vizinhos de confiança podem conhecer as necessidades daquele morador e saber como ajudar caso o responsável não consiga chegar.
Depois da chuva, os riscos continuam
O fim do temporal não significa o fim da emergência. Casas sem energia, pisos molhados, objetos fora do lugar, telhados danificados, galhos e fios espalhados pelo terreno podem criar novos riscos dentro e fora da residência.
Para idosos com dificuldade de equilíbrio, locomoção ou visão, pequenas mudanças no ambiente já aumentam a chance de quedas e outros acidentes.
Antes que o idoso volte a circular normalmente pela casa, a recomendação é verificar se há água no chão, objetos bloqueando a passagem, danos na estrutura ou qualquer alteração que dificulte a locomoção. Áreas próximas a fios, árvores caídas, postes e estruturas danificadas devem ser isoladas até a avaliação de profissionais.
Com essas medidas combinadas antes, a família reduz os improvisos justamente quando precisa decidir rápido. Um plano simples, com números de emergência à vista, hospitais de referência, contatos definidos, medicamentos organizados, rotas de saída e as necessidades específicas do idoso, torna a resposta mais segura antes, durante e depois de um temporal.
Mato Grosso do Sul
Inmet alerta para tempestades com ventos de até 90 km/h em MS; Energisa reforça orientações de segurança
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de tempestade para Mato Grosso do Sul, válidos a partir deste sábado (19), com instabilidade prevista até a segunda-feira (21). A previsão indica chuvas intensas, granizo, raios e ventos de até 90 km/h, afetando principalmente a região sul do estado.
Diante do risco de queda de árvores e lançamento de objetos sobre a fiação de energia, a Energisa-MS orienta a população a reforçar a segurança durante as tempestades:
- Distância de Segurança: Em caso de cabos rompidos, árvores ou objetos sobre a rede elétrica, mantenha distância e jamais tente mover o material, mesmo que a região pareça sem energia.
- Canais de Atendimento: Caso identifique ocorrências na rede, acione a concessionária imediatamente pelos meios oficiais:
- WhatsApp (Gisa): (67) 99980-0698
- Aplicativo: Energisa On
- Telefone: 0800 722 7272
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