Tecnologia
Novidades que deram o que falar na E3 2021
Depois de dois anos, a E3, maior feira de games do mundo, voltou esta semana. Desta vez, em versão virtual por conta da pandemia de covid-19, que causou o cancelamento da edição do ano passado. Para maior parte do público, que sempre acompanhou de longe as conferências – transmitidas ao vivo pela internet – pouco mudou. Apesar das restrições em razão da pandemia, o evento esteve repleto de novidades. Separei abaixo as principais delas.

Ubisoft
A principal surpresa da publicadora francesa foi o anúncio de Mario & Rabbids: Sparks of Hope, continuação do improvável crossover que fez bastante sucesso no Switch. O jogo de combate em turnos, no estilo do clássico game XCOM, leva a turma do mascote da Nintendo e os coelhos bagunceiros da Ubisoft a uma aventura no espaço, com direito à estreia da versão “Rabbid” da heroína Rosalina, de Super Mario Galaxy.
A Ubisoft também mostrou mais detalhes de Far Cry 6, que vai ganhar um modo alternativo no qual se pode jogar com vilões de outros games da franquia. E teve ainda o anúncio de Avatar: Return to Pandora, baseado no filme do diretor James Cameron. O jogo de ação em primeira pessoa impressionou pelo visual, tal qual a película lançada em 2009, que inaugurou uma febre de longa-metragens em 3D na época (lembra?).
Xbox & Bethesda
A Bethesda, agora uma subsidiária da Microsoft (fabricante do Xbox), anunciou dois novos games na conferência, ambos exclusivos. Um deles, Starfield, trata-se de um RPG de ficção científica, situado no espaço sideral, com lançamento previsto para novembro de 2022. O game está sendo desenvolvido pelo mesmo estúdio responsável pelos últimos Elder Scrolls, incluindo o famoso Skyrim.
A outra novidade é o jogo de tiro em terceira pessoa RedFall, dos mesmos criadores de Prey. Só foi possível assistir a um trailer em computação gráfica que mostra atiradores combatendo inimigos que são uma mistura de vampiros com zumbis. Quatro personagens estarão disponíveis no game, que poderá ser jogado em modo cooperativo.
A Microsoft também mostrou um pouco mais do modo multiplayer de Halo Infinite, jogo de tiro que havia sido prometido para o lançamento do Xbox Series no ano passado, mas que até agora não tem uma data para chegar às lojas. Ao menos a espera está valendo a pena, com uma evolução visual evidente entre um ano e outro. Forza Horizon 5 é outro título bastante esperado de corrida de carros, que impressionou com uma recreação detalhada de paisagens do México.
O Xbox Game Pass também foi assunto na conferência. O serviço de assinatura que dá acesso instantâneo a centenas de jogos não só vai receber esses e outros games no dia do lançamento (incluindo aí Hades, sucesso do PC e Switch em 2020), como também continua ampliando sua biblioteca com títulos do passado, como os clássicos Fallout 1-3 e o recente Yakuza: Like a Dragon.
Square Enix
A gigante japonesa dedicou a maior parte da sua conferência para falar de dois jogos desenvolvidos por seus estúdios ocidentais, ambos baseados no universo da Marvel. Um deles é Guardians of The Galaxy, aventura single-player (único jogador) com os heróis intergaláticos que ficaram famosos no cinema nos últimos anos. No game desenvolvido pela Eidos Montreal (da série Deus Ex), você controla o Senhor das Estrelas, mas também contará com a ajuda dos outros membros da trupe, que inclusive poderão obedecer a comandos do jogador. A Square Enix também deu detalhes sobre as próximas expansões de Marvel’s Avengers, incluindo a história War for Wakanda, com o herói Pantera Negra e o país de Wakanda.
Bastante comentado também foi o anúncio do jogo de ação com combate em tempo real Stranger of Paradise, baseado no primeiro Final Fantasy e desenvolvido pela Team Ninja (de Ninja Gaiden). Tem ainda o novo trailer de Babylon´s Fall, da Platinum Games, que inclusive repete aqui o estilo consagrado pela companhia nas séries Bayonetta e Nier: Automata.
Nintendo
Esperado por alguns, o apelidado “Switch Pro”, versão mais poderosa do atual videogame da empresa, não foi apresentado ou sequer confirmado. Apesar disso, a casa do Mario trouxe algumas boas surpresas: uma é o trailer sensacional da sequência de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, que leva o herói Link para flutuar pelos céus. Lembra um pouco o “fracassado” Skyward Sword (se é que podemos chamar assim um dos títulos mais vendidos do Wii, mas que decepcionou fãs e crítica).
Tem ainda a revelação de um novo capítulo da saga da heroína Samus Aran: Metroid Dread traz a franquia de volta aos jogos 2D após 19 anos (desconsiderando os remakes realizados nesses tempos), com lançamento em breve: 8 de Outubro. Algumas semanas depois, chegará às lojas Mario Party Superstars, que trará de volta 5 tabuleiros usados na série no Nintendo 64, além de trazer de 100 minigames remasterizados.
Para completar, vale citar a adição de Kazuya Mishima, anti-herói da série de luta Tekken, ao jogo Super Smash Bros Ultimate. Mais detalhes sobre o personagem serão revelados em uma apresentação online no dia 28 de junho.
Menções honrosas
A lista de novidades da E3 está longe de acabar. Além dos anúncios apontados acima, vale citar a presença cada vez mais onipresente de jogos independentes e de estúdios menores. São muitos que poderia destacar, mas vou me ater a apenas dois títulos brasileiros.
Um deles é Dodgeball Academia (Switch/PC), do estúdio paulista Pocket Trap, revelado durante a PC Gaming Show. Trata-se de um RPG no melhor estilo Mario Tennis, mas com disputas de queimada e um visual cartunesco bem único, que deve estar disponível ainda este ano. O outro game brasileiro é Dolmen, jogo de tiro em terceira pessoa com elementos de RPG, da potiguar Massive Work Studio, que desenvolve o título desde 2016. O jogo foi um dos destaques da conferência Summer Games Fest e tem lançamento previsto para 2022 no PC e consoles.
*apresentador do quadro Fliperama, no programa Stadium, da TV Brasil. A coluna é publicada às quintas-feiras
Por Agência Brasil
Tecnologia
Prédios que respiram: a arquitetura que ajuda a enfrentar o calor sem depender do ar-condicionado
Ventilação cruzada, sombreamento, escolha adequada de materiais e telhados verdes estão entre as estratégias usadas para melhorar o conforto térmico e reduzir a dependência da climatização artificial
Com a aproximação da primavera e a elevação gradual das temperaturas, o projeto das edificações ganha um papel central na busca por ambientes mais confortáveis sem depender exclusivamente do ar-condicionado. A chamada arquitetura bioclimática considera as características do clima e do local desde o planejamento da construção, utilizando fatores como direção dos ventos, incidência solar, temperatura média e umidade para definir as melhores soluções.
Um estudo de 2023 realizado pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) apontou que a implementação de estratégias bioclimáticas em habitações populares reduziu o consumo de energia em até 82,6%, com o percentual de horas dentro de uma faixa de temperatura tida como confortável ficando em torno de 80% do dia. O investimento adicional necessário para a implementação das estratégias não chegou a 7% do valor total da edificação.
É nesse contexto que aparece a expressão “prédio que respira”. A ideia está relacionada a edificações que favorecem a renovação natural do ar e aproveitam as condições do ambiente para melhorar o conforto interno. Segundo Vitor Del Giudice Pena, professor de Arquitetura e Urbanismo da UNIASSELVI, um dos principais recursos é a ventilação cruzada, que permite a circulação do ar entre diferentes aberturas.
“Não é apenas abrir grandes janelas. O projeto precisa entender de onde o vento vem, por onde ele entra, como ele percorre o ambiente e por onde ele sai”, explica Vitor. Para isso, a posição das janelas, a orientação da edificação e até a presença de construções vizinhas precisam ser consideradas. Em situações nas quais a ventilação natural não é suficiente, sistemas mecânicos de ventilação ou exaustão podem complementar a estratégia.
“Em alguns projetos mais específicos também podem ser utilizadas estratégias mais complexas, como torres de ventilação, pátios internos ou sistemas subterrâneos de condicionamento do ar”, complementa o especialista.
Cada clima exige uma resposta
A arquitetura bioclimática pode ser aplicada tanto em grandes edifícios quanto em residências, mas as soluções precisam ser adaptadas às condições de cada região brasileira. “Nosso país possui diferentes zonas climáticas e as estratégias precisam ser adaptadas a cada uma delas. Uma solução que funciona muito bem em uma região mais quente, como o Nordeste ou o Centro-Oeste, pode não ser a melhor escolha para uma região fria, como o Sul ou o Sudeste”, afirma Pena.
Além da ventilação cruzada, que funcionaria em boa parte dos contextos brasileiros, há outras soluções mais específicas que podem ser avaliadas na criação de um projeto arquitetônico. “Podemos trabalhar com sombreamento das fachadas e das aberturas; orientação adequada da edificação em relação ao nascente e ao poente do sol; proteção contra a radiação solar direta; utilização de materiais apropriados e, dependendo da situação, estratégias como o ‘efeito chaminé’, com aberturas em diferentes alturas para facilitar a saída do ar quente”, enumera o professor da UNIASSELVI.
Material certo para o contexto da edificação
A escolha dos materiais também interfere diretamente no comportamento térmico das construções. Características como condutividade térmica, densidade e capacidade de armazenar calor determinam como cada sistema construtivo absorve, transmite e libera energia.
“Em algumas situações, podemos buscar materiais e sistemas construtivos que dificultem a transferência de calor, funcionando como uma espécie de barreira térmica. Em outras, podemos aproveitar a capacidade térmica de determinados materiais para armazenar calor e liberá-lo posteriormente, em horários mais frios do dia”, explica o especialista.
Por isso, a decisão não deve considerar apenas o material isoladamente, mas sua aplicação em conjunto com o sistema construtivo e as condições climáticas do local. “Não existe simplesmente um ‘material melhor’ para o conforto térmico. O mais importante é entender qual é o comportamento daquele material dentro do sistema construtivo e em relação ao clima onde a edificação está localizada”, explica Pena.
‘Telhado verde’ vai além da estética
Outra estratégia que pode ser incorporada aos projetos são os ‘telhados verdes’, sistemas de cobertura de edificações que recebem vegetação, reduzindo a transferência direta da radiação solar para a cobertura e contribuindo para melhorar o desempenho térmico do edifício.
“Além da estética, o telhado verde pode funcionar como uma estratégia de desempenho ambiental. Mas ele exige projeto adequado, execução especializada e manutenção posterior, justamente para evitar problemas”, ressalta o professor.
O sistema também pode ajudar no gerenciamento das águas pluviais, retendo parte da chuva e liberando-a gradualmente. Mas, para isso, a adoção exige planejamento específico. “É importante destacar que telhados verdes não são simplesmente terra e plantas colocadas sobre o edifício. Existe uma composição de camadas necessária para que o sistema funcione corretamente, como estrutura apropriada, impermeabilização, sistemas de drenagem e filtragem, entre outras camadas específicas”, afirma Vitor.
Mais do que depender de uma tecnologia isolada, a arquitetura bioclimática busca integrar diferentes decisões desde o início do projeto. Ventilação, orientação, sombreamento, materiais e vegetação podem atuar em conjunto para aproveitar melhor as condições naturais do local e contribuir para o conforto dos usuários.
Sobre a UNIASSELVI
A UNIASSELVI é uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil. Com uma oferta diversificada de mais de 500 cursos, que incluem Graduação, Pós-Graduação e Profissionalizantes, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância (EAD), a instituição se destaca pela sua abrangência e qualidade educacional. Presente em todos os estados brasileiros, a UNIASSELVI conta com uma ampla rede de mais de 1,3 mil polos e mais de 16 unidades de ensino presencial. É reconhecida como a única instituição de grande porte nacional a receber nota máxima no Recredenciamento Institucional, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). A missão da UNIASSELVI é fornecer os recursos e o suporte necessários para que os alunos construam suas próprias histórias e alcancem o sucesso acadêmico e profissional, promovendo assim o desenvolvimento pessoal e profissional de cada estudante.
Tecnologia
Descartes usa IA para acelerar processos aduaneiros e reduzir trabalho manual com documentos
A Descartes Systems Group, líder global em conectar empresas intensivas em logística no comércio internacional, anunciou novos recursos de Image Document Management (IDM) baseados em inteligência artificial (IA). Esses recursos ajudam despachantes aduaneiros, forwarders e prestadores de serviços logísticos a acelerar a preparação de declarações aduaneiras, além da criação e execução de embarques. Com agentes de IA treinados para operações logísticas e incorporados diretamente às soluções de transporte e aduaneiras da Descartes, as organizações podem transformar documentos comerciais em dados prontos para uso operacional, reduzindo a entrada manual de dados e aumentando a eficiência operacional.
“Inserir dados de fatura comercial é uma das atividades que mais consome tempo no processo de importação, especialmente quando os embarques envolvem documentos complexos com centenas de itens de linha”, disse Scott Sangster, General Manager, Logistics Service Providers da Descartes. “Em vez de simplesmente digitalizar documentos um a um, nossa solução de IDM habilitada por agentes interpreta faturas comerciais, conhecimentos de embarque, packing lists e outros documentos relacionados ao embarque dentro do seu contexto. Ela consegue extrair, validar e preparar dados que podem iniciar imediatamente fluxos de trabalho aduaneiros e de transporte, com significativamente menos exceções e correções manuais. Ao eliminar a necessidade de redigitar informações de múltiplos documentos e permitir que os usuários permaneçam dentro das aplicações Descartes que já utilizam, as organizações conseguem processar volumes maiores de embarques com mais consistência e muito menos esforço manual.”
Por meio da Descartes Global Logistics Network™ (Descartes GLN™), os recursos de IDM baseados em IA permitem que as organizações processem documentos comerciais diretamente dentro das aplicações Descartes que utilizam no dia a dia para criar embarques e preparar declarações aduaneiras. Diferentemente de soluções isoladas de processamento de documentos com IA, que exigem aplicações separadas, integrações personalizadas ou transferências manuais de informações entre sistemas, a solução da Descartes elimina a troca de fluxos de trabalho entre plataformas, reduz a complexidade de implementação e acelera o tempo de retorno. A solução também é capaz de entender e processar múltiplos tipos de documentos associados a um mesmo embarque.
Principais benefícios
- Menos entrada manual de dados por meio da extração, interpretação e preparação, orientadas por IA, de informações aduaneiras e logísticas a partir de faturas comerciais, conhecimentos de embarque, packing lists e outros documentos comerciais.
- Preparação mais rápida de declarações aduaneiras e criação de embarques por meio de dados prontos para uso operacional, capazes de iniciar transações aduaneiras e de transporte sem redigitação.
- Processamento mais consistente de documentos relacionados ao embarque, com menos exceções, correções manuais e retrabalho em operações aduaneiras e logísticas de alto volume.
- Maior escalabilidade operacional por meio da ampliação da capacidade de processamento de documentos, que sustenta o crescimento do negócio sem aumento proporcional de equipe.
- Adoção de IA simples e prática por meio de agentes treinados para logística, incorporados às soluções Descartes já existentes, eliminando a necessidade de aplicações isoladas, integrações complexas ou modelos de IA treinados pelo cliente.
“Embora o processamento de documentos continue sendo uma das maiores fontes de esforço manual nas operações de despacho aduaneiro e logística, a maioria dos clientes não está em busca de mais uma aplicação de IA isolada para gerenciar documentos”, disse Ken Wood, Executive Vice President of Product Management da Descartes. “Nossa solução automatiza uma das atividades que mais consome tempo nas operações aduaneiras e logísticas por meio de capacidades agênticas incorporadas à plataforma Descartes que os clientes já usam todos os dias. O objetivo não é simplesmente ler um documento de embarque, mas compreender rapidamente seu contexto logístico e preparar os dados necessários para movimentar declarações aduaneiras ou embarques de forma mais rápida e precisa.”
Saiba mais sobre os recursos de Image Document Management baseados em IA da Descartes.
Sobre a Descartes
A Descartes impulsiona supply chains internacionais e domésticas mais responsivas, eficientes, seguras e sustentáveis, conectando empresas intensivas em logística em sua Global Logistics Network (GLN). Embarcadores, transportadoras e prestadores de serviços logísticos se conectam e colaboram na GLN, utilizando tecnologia, dados e IA para gerenciar entregas de última milha, embarques nacionais e internacionais, cotação e pagamento de fretes, pesquisas de comércio global, conformidade aduaneira e uma variedade de processos regulatórios. Saiba mais sobre a Descartes em www.descartes.com e conecte-se conosco no LinkedIn e no X.
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