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Mato Grosso do Sul

Na região de Dourados, 2 pontes de madeira serão substituídas por estruturas de concreto

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A ponte de madeira entre as cidades de Dourados e Deodápolis, na MS-274, será, em breve, uma paisagem do passado. Em até 30 dias começam as obras de construção da nova ponte de concreto armado, com 91 metros de extensão e 10 de largura. A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) publicou nessa terça-feira (15) o nome da empresa vencedora do processo licitatório.

O Governo do Estado investiu R$ 6,1 milhões na obra que irá atender diversos produtores na região. O prazo para conclusão da ponte são 270 dias, a partir da Ordem de Início de Serviço (OIS), que será dada logo após a assinatura do contrato.

A Agesul também já publicou o nome da empresa responsável pela construção da ponte de concreto sobre o córrego Laranja Doce, na estrada vicinal Barro Preto, entre Dourados e Douradina. Hoje, no local motoristas trafegam por uma ponte de madeira que será substituída por uma estrutura de concreto, com 51 metros de extensão e 6 de largura. Nos próximos dias, a empresa deve assinar o contrato com a Agesul  e logo a obra deve iniciar.

“Programa Mais Pontes”

A construção dessas estruturas faz parte do “Programa Mais Pontes”, criado pelo Governo do Estado para realizar, de forma programada, a substituição de pontes de madeira por pontes ou galerias de concreto: materiais mais duráveis e que requer menos manutenção.

“O ‘Programa Mais Pontes’ abrange os 79 municípios. Com a crescente expansão do agronegócio e o crescimento das cidades, atender a essas demandas é de suma importância para a manutenção da economia do Estado, além de viabilizar acessos e transformar a vida de muita gente”, afirmou o vice-governador e secretário de Infraestrutura, Murilo Zauith.

Projetos

Das 36 pontes que em julho deste ano estavam em fase de projeto de engenharia, estudo e orçamento, 14 já foram para fase de licitação de obra ou já estão aguardando Ordem Serviço. As outras 22 listadas abaixo, que vão beneficiar diversas regiões do Estado, seguem na etapa de elaboração ou contratação de projeto. 

    • Córrego Cachoeira (Dois Irmãos do Buriti); Córrego Taguaruçu (Dois Irmãos do Buriti); Rio Dois Irmãos (Dois Irmãos do Buriti);
    • Córrego Toro (Naviraí MS-290) e Rio Amambaí (Itaquiraí MS290);
    • Córrego da Lata, Córrego Dourado, Rio Iguatemi e Córrego Pacova (Iguatemi e Japorã MS-386);
    • Córrego Tapa, Córrego Corredeira, Córrego Desencano e Córrego Canastrão (TerenosMS-355);
    • Vazante I, II, III do Inhumas (3 pontes Rio Negro MS-228);
    • Rio Verde (Rio Verde de Mato Grosso estrada vicinal);
    • Rio Piripucu (Bela VistaMS- 472);
    • Rio Bacuri (estrada vicinal Bonito);
    • Córrego Barreiro (Divisa de Rochedo com Bandeirantes);
    • Rio Taquara (Laguna Carapã MS-378);
    • Rio Branco (Porto Murtinho estrada vicinal);
    • Rio Inhumas; Rio Coxim; Vazante Corixão (estrada vicinal Rio Verde de Mato Grosso e São Gabriel do Oeste);
    • Rio Midaque (Nioaque);
    • Rio Aporé (Paranaíba MS-434).

 

Luciana Brazil, AgesulSeinfra

Fotos: Agesul/Divulgação.

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Casos confirmados de Covid-19 serão rastreados

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A partir do próximo dia 28, pessoas suspeitas, confirmadas e aquelas que tiveram contatos com o coronavírus serão monitoradas no Estado. Isso graças ao Rastrear, programa criado para quebrar a cadeia do vírus e diminuir a taxa de contágio.

Geraldo Resende, secretário de Estado de Saúde (SES), explica que o Rastrear foi desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Mato Grosso do Sul será o único no País a fazer este trabalho.

Rastreando e identificando precocemente casos suspeitos ou casos confirmados de Covid, será possível elaborar estratégias de monitoramento diário de aparecimento de sinais e sintomas.

O Programa Rastrear já está em operação e à disposição dos 79 municípios do Estado. Dados da Secretaria de Estado de Saúde apontam que desde o dia 14 de setembro, a taxa de transmissão do coronavírus apresenta redução quanto ao contágio no Estado.

 

Katiuscia Fernandes – Subsecretaria de Comunicação

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Implantação do Corredor Bioceânico fortalece integração entre os países latino-americanos

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A construção do Corredor Bioceânico é um sonho que vem sendo desenhado e esperado por autoridades e comunidades da América do Sul, em especial do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, desde a década de 60. A obra irá ampliar as possibilidades de parcerias comerciais e fortalecer a integração entre os países latino-americanos.

Para o professor e historiador Eronildo Barbosa, a rota que liga os oceanos Atlântico e Pacífico é um dos projetos mais importantes do Brasil nesse momento histórico. “É um projeto que traz muita esperança, muita expectativa, muito sonho e que vai redirecionar Mato Grosso do Sul para um novo salto de qualidade, para uma intervenção muito mais forte no mercado internacional, trazendo emprego e maior importância econômica para o Estado”, avalia.

Salta Argentina. Foto: Erick Wilke

As primeiras iniciativas para a criação do projeto foi do então prefeito de Iquique, Jorge Soria Quiroga, em sua primeira gestão (1964-1970). Ele esteve à frente da prefeitura da cidade chilena por quatro mandatos e atualmente é senador pela região de Tarapacá.

“Esse projeto tem a sua base nos anos 60. Quando Jorge Soria decidiu buscar caminhos novos e seguros que pudessem ligar a sua cidade Iquique, ou seja, os portos do norte do Chile aos portos do Brasil. Ele costurou durante anos as articulações para que isso se efetivasse, mas nos anos 60 e 70 não havia clima político e econômico que permitisse que essa ligação acontecesse”, comenta o historiador.

Os dados históricos foram levantados por Eronildo Barbosa como parte do projeto de pesquisa e extensão da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) sobre o Corredor Bioceânico.

Conforme o historiador, a ideia de um trajeto que ligasse os oceanos Pacífico e Atlântico passou a ter uma atenção maior das autoridades a partir dos anos 90, com a criação do Mercosul (Mercado Comum do Sul).

“De forma mais concreta, no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), a partir de 1995, temos projetos e investimentos em infraestrutura, pavimentação, já considerando a possibilidade de um caminho que aproximasse os países do Mercosul, visando a integração cultural e econômica”, destaca.

Em 2000, a proposta ganhou força com a reunião da cúpula de presidentes da América. Um dos temas abordados foi a construção de um corredor que facilitasse a articulação de vários eixos de integração regional. O trabalho para que o projeto fosse concretizado foi intensificado nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) e Dilma Rousseff, no período de 2003 a 2010.

Definição da rota

As propostas de rotas iniciais consideravam uma conexão viária até os portos do Chile e do Peru, e previam o trajeto via Paraguai, pela fronteira com Ponta Porã (MS), ou via Bolívia.

A definição ocorreu em 2015, em uma histórica reunião que aconteceu em Assunção, com a presença dos presidentes e outras autoridades do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Na ocasião, foi assinada a Declaração de Assunção que possibilitou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para a realização de estudos técnicos com a pretensão de dar início às atividades de viabilização de um Corredor Rodoviário Bioceânico, ligando o Brasil, a partir de Porto Murtinho (MS) aos portos do norte do Chile.

Atores importantes

Para a idealização e concretização do projeto, houve um esforço importante de autoridades e comunidades do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Entre esses atores está o ministro João Carlos Parkinson de Castro, do Ministério das Relações Exteriores, que é o coordenador nacional dos Corredores Rodoviário e Ferroviário Bioceânicos.

“O ministro Parkinson lidera esse projeto desde 2010, conhece profundamente essa empreitada e acredita que a universidade é uma base importante para se compreender as transformações que virão e para oferecer propostas e caminhos novos para esse projeto”, afirma Eronildo Barbosa

Em âmbito regional, há destaque para o ex-prefeito de Porto Murtinho, Heitor Miranda; ex-prefeito de Campo Grande, Juvêncio César da Fonseca; ex-prefeito de Dourados, Braz Mello, que também já foi vice-governador de Mato Grosso do Sul; e ex-prefeito de Corumbá, Ricardo Cândia.

A atuação de empresários e outros políticos como Claudio Cavol, André Puccinelli, José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT), Vander Loubet, Fausto Matto Grosso, Reinaldo Azambuja, entre outros, também foi fundamental para que a rota internacional pudesse sair do papel.

Contribuições da pesquisa

O estudo no Eixo de História do Projeto Multidisciplinar Corredor Bioceânico da UFMS será disponibilizado para a população em geral, podendo ser utilizado por outros pesquisadores, representantes de associações de bairro, sindicatos, associações comerciais e instituições públicas.

“Nosso objetivo é oferecer à sociedade um conjunto de insumos históricos. É preciso que a comunidade conheça sua história, sinta orgulho da sua história. A história é uma base muito importante para quem quer construir um futuro que esteja lastreado numa plataforma segura. Quem não conhece a sua história, tende a cometer erros porque a história é um instrumento para orientar para o presente e para o futuro”, destaca o pesquisador.

O projeto tem o objetivo de identificar potencialidades e gargalos ao longo do Corredor Bioceânico e é coordenado pelo Prof. Dr. Erick Wilke, da Escola de Administração e Negócios (ESAN/UFMS). Também são realizados estudos nos Eixos de Logística, Economia, Turismo e Direito. Os recursos que viabilizaram a pesquisa são oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Vander Loubet (PT/MS).

Por: Assessoria de Comunicação do Projeto Corredor Bioceânico da UFMS

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