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Mato Grosso do Sul

MS recebe R$ 3,8 milhões para ampliar combate a incêndios florestais

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Mato Grosso do Sul recebeu R$ 3,8 milhões do Governo Federal para ampliar as ações de combate aos incêndios florestais que atingem os biomas Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. Os recursos foram liberados nesta terça-feira (15) pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, em agenda com o governador Reinaldo Azambuja em Campo Grande.

“O dinheiro será utilizado em contratação de horas de voo e na compra de combustíveis e equipamentos que vão dar aos brigadistas condições de enfrentar os incêndios que acometem o Estado”, explicou o ministro. A destinação do recurso consta em plano de operações aprovado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Com o apoio financeiro, o trabalho de combate às chamas que já vinha sendo realizado há mais de 90 dias no Pantanal será estendido para os biomas da Mata Atlântica e do Cerrado, em especial no Parque Estadual das Nascentes do Taquari, no município de Alcinópolis, que enfrenta situação crítica e já teve 50% de sua área consumida pelo fogo.

“Estamos fortalecendo as ações de combate aos incêndios florestais. Com recursos federais e estaduais, estamos enfrentando esse problema causado pela pior estiagem dos últimos 50 anos juntos”, afirmou Reinaldo Azambuja.

A força-tarefa de combate ao fogo é acompanhada pelo Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). No Pantanal, o trabalho de combate às chamas é feito por 230 homens entre brigadistas do Ibama/Prevfogo e militares do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e do Paraná, além de militares da Marinha.

Já no Cerrado, na região do Parque Estadual das Nascentes do Taquari, são 140 homens entre militares do Corpo de Bombeiros e do Exército. Outros 500 brigadistas estão atuando em todo o Estado.

Emergência ambiental

Mato Grosso do Sul entrou em estado de emergência ambiental ontem (14) por causa do fogo que já consumiu mais de 1.450.000 hectares de florestas. Com a situação reconhecida pela União, o Estado deve receber mais recursos federais nos próximos dias.

“Além desse primeiro plano de trabalho, que conseguiu R$ 3,8 milhões para usarmos nos 79 municípios do Estado, estamos montando mais dois planos de trabalho para aumentar nossa atuação”, explicou o coordenador da Defesa Civil Estadual, tenente-coronel Fábio Catarineli.

Cerimônia

Por causa da pandemia de coronavírus, o montante de R$ 3,8 milhões para o Estado ampliar as ações de combate aos incêndios florestais nos biomas Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica foi liberado em ato restrito realizado na governadoria. Acompanharam a cerimônia os senadores Nelsinho Trad, Simone Tebet e Soraya Thronicke; os deputados federais Luiz Ovando e Rose Modesto; e os secretários estaduais Jaime Verruck (Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Antônio Carlos Videira (Justiça e Segurança Pública) e Eduardo Riedel (Governo e Gestão Estratégica).

Bruno Chaves, Subcom
Fotos: Chico Ribeiro

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Casos confirmados de Covid-19 serão rastreados

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A partir do próximo dia 28, pessoas suspeitas, confirmadas e aquelas que tiveram contatos com o coronavírus serão monitoradas no Estado. Isso graças ao Rastrear, programa criado para quebrar a cadeia do vírus e diminuir a taxa de contágio.

Geraldo Resende, secretário de Estado de Saúde (SES), explica que o Rastrear foi desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Mato Grosso do Sul será o único no País a fazer este trabalho.

Rastreando e identificando precocemente casos suspeitos ou casos confirmados de Covid, será possível elaborar estratégias de monitoramento diário de aparecimento de sinais e sintomas.

O Programa Rastrear já está em operação e à disposição dos 79 municípios do Estado. Dados da Secretaria de Estado de Saúde apontam que desde o dia 14 de setembro, a taxa de transmissão do coronavírus apresenta redução quanto ao contágio no Estado.

 

Katiuscia Fernandes – Subsecretaria de Comunicação

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Implantação do Corredor Bioceânico fortalece integração entre os países latino-americanos

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A construção do Corredor Bioceânico é um sonho que vem sendo desenhado e esperado por autoridades e comunidades da América do Sul, em especial do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, desde a década de 60. A obra irá ampliar as possibilidades de parcerias comerciais e fortalecer a integração entre os países latino-americanos.

Para o professor e historiador Eronildo Barbosa, a rota que liga os oceanos Atlântico e Pacífico é um dos projetos mais importantes do Brasil nesse momento histórico. “É um projeto que traz muita esperança, muita expectativa, muito sonho e que vai redirecionar Mato Grosso do Sul para um novo salto de qualidade, para uma intervenção muito mais forte no mercado internacional, trazendo emprego e maior importância econômica para o Estado”, avalia.

Salta Argentina. Foto: Erick Wilke

As primeiras iniciativas para a criação do projeto foi do então prefeito de Iquique, Jorge Soria Quiroga, em sua primeira gestão (1964-1970). Ele esteve à frente da prefeitura da cidade chilena por quatro mandatos e atualmente é senador pela região de Tarapacá.

“Esse projeto tem a sua base nos anos 60. Quando Jorge Soria decidiu buscar caminhos novos e seguros que pudessem ligar a sua cidade Iquique, ou seja, os portos do norte do Chile aos portos do Brasil. Ele costurou durante anos as articulações para que isso se efetivasse, mas nos anos 60 e 70 não havia clima político e econômico que permitisse que essa ligação acontecesse”, comenta o historiador.

Os dados históricos foram levantados por Eronildo Barbosa como parte do projeto de pesquisa e extensão da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) sobre o Corredor Bioceânico.

Conforme o historiador, a ideia de um trajeto que ligasse os oceanos Pacífico e Atlântico passou a ter uma atenção maior das autoridades a partir dos anos 90, com a criação do Mercosul (Mercado Comum do Sul).

“De forma mais concreta, no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), a partir de 1995, temos projetos e investimentos em infraestrutura, pavimentação, já considerando a possibilidade de um caminho que aproximasse os países do Mercosul, visando a integração cultural e econômica”, destaca.

Em 2000, a proposta ganhou força com a reunião da cúpula de presidentes da América. Um dos temas abordados foi a construção de um corredor que facilitasse a articulação de vários eixos de integração regional. O trabalho para que o projeto fosse concretizado foi intensificado nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) e Dilma Rousseff, no período de 2003 a 2010.

Definição da rota

As propostas de rotas iniciais consideravam uma conexão viária até os portos do Chile e do Peru, e previam o trajeto via Paraguai, pela fronteira com Ponta Porã (MS), ou via Bolívia.

A definição ocorreu em 2015, em uma histórica reunião que aconteceu em Assunção, com a presença dos presidentes e outras autoridades do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Na ocasião, foi assinada a Declaração de Assunção que possibilitou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para a realização de estudos técnicos com a pretensão de dar início às atividades de viabilização de um Corredor Rodoviário Bioceânico, ligando o Brasil, a partir de Porto Murtinho (MS) aos portos do norte do Chile.

Atores importantes

Para a idealização e concretização do projeto, houve um esforço importante de autoridades e comunidades do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Entre esses atores está o ministro João Carlos Parkinson de Castro, do Ministério das Relações Exteriores, que é o coordenador nacional dos Corredores Rodoviário e Ferroviário Bioceânicos.

“O ministro Parkinson lidera esse projeto desde 2010, conhece profundamente essa empreitada e acredita que a universidade é uma base importante para se compreender as transformações que virão e para oferecer propostas e caminhos novos para esse projeto”, afirma Eronildo Barbosa

Em âmbito regional, há destaque para o ex-prefeito de Porto Murtinho, Heitor Miranda; ex-prefeito de Campo Grande, Juvêncio César da Fonseca; ex-prefeito de Dourados, Braz Mello, que também já foi vice-governador de Mato Grosso do Sul; e ex-prefeito de Corumbá, Ricardo Cândia.

A atuação de empresários e outros políticos como Claudio Cavol, André Puccinelli, José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT), Vander Loubet, Fausto Matto Grosso, Reinaldo Azambuja, entre outros, também foi fundamental para que a rota internacional pudesse sair do papel.

Contribuições da pesquisa

O estudo no Eixo de História do Projeto Multidisciplinar Corredor Bioceânico da UFMS será disponibilizado para a população em geral, podendo ser utilizado por outros pesquisadores, representantes de associações de bairro, sindicatos, associações comerciais e instituições públicas.

“Nosso objetivo é oferecer à sociedade um conjunto de insumos históricos. É preciso que a comunidade conheça sua história, sinta orgulho da sua história. A história é uma base muito importante para quem quer construir um futuro que esteja lastreado numa plataforma segura. Quem não conhece a sua história, tende a cometer erros porque a história é um instrumento para orientar para o presente e para o futuro”, destaca o pesquisador.

O projeto tem o objetivo de identificar potencialidades e gargalos ao longo do Corredor Bioceânico e é coordenado pelo Prof. Dr. Erick Wilke, da Escola de Administração e Negócios (ESAN/UFMS). Também são realizados estudos nos Eixos de Logística, Economia, Turismo e Direito. Os recursos que viabilizaram a pesquisa são oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Vander Loubet (PT/MS).

Por: Assessoria de Comunicação do Projeto Corredor Bioceânico da UFMS

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