Mato Grosso do Sul
MS avança no aprimoramento da regulação para fortalecer investimentos e melhorar atendimento ao cidadão
Mato Grosso do Sul está avançando na atividade regulatória que, além de ser essencial para atrair e consolidar investimentos, garante ao usuário uma prestação de serviço melhor com tarifa justa. O 3º Seminário O Papel da Regulação no Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul mostrou como o Programa QualiREG fez o diagnóstico da qualidade da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (AGEMS), como serão implementadas atividades de melhoria e como o resultado vai ser medido posteriormente para validar os resultados.
O consultor da ONU (Organização das Nações Unidas) que atua no QualiREG com a equipe da AGEMS, Renato de Castro, e o coordenador de Auditoria de Regulação na Controladoria-Geral da União (CGU), Carlos Roberto Ruchiga Corrêa Filho, que gerencia o programa, apresentaram durante o evento, nesta quarta-feira (22), em Campo Grande, detalhes do andamento e as perspectivas de resultados para os serviços que a Agência regula.

“O objetivo do programa é promover regulação de alta qualidade, visando o contínuo aprimoramento. A qualidade regulatória diminui a burocracia, facilita investimentos e garante a prestação continuada do serviço para o usuário”, reforçou Ruchiga.
O diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, lembrou que Mato Grosso do Sul passou a fazer concessões de infraestrutura nos últimos anos e tem projetos para expandir ainda mais esse cenário. Há dois anos foi concedida a primeira rodovia; recentemente, um projeto inovador de infovia; também já foi anunciada nova concessão da Ferroeste pela União, entre outros projetos. “Olha a importância de uma agência de regulação em um Estado que tem tudo isso projetado para ser executado. Somos um Estado moderno, onde se faz gestão por resultados, e a Agência tem que se qualificar para dar segurança jurídica para aqueles que queiram investir”, ressaltou.
Avanços no Saneamento
O setor de saneamento básico é destaque nessa fase do projeto, em que os consultores da QualiREG estão trabalhando com a equipe da Diretoria de Saneamento Básico e Resíduos Sólidos e a Assessoria de Estratégia, Planejamento e Resultados.
Seguindo os indicadores do projeto piloto e experiências que foram sendo implantadas em agências federais e estaduais, o diagnóstico mostrou que é possível a Agência avançar em pontos em que a autarquia tem autonomia para agir. “Qualidade dos contratos e das normas regulatórias, por exemplo, que não dependem de criar nova lei [atribuição do Governo, como poder concedente]”, citou Carlos Ruchiga.

Com a realização de capacitações, já finalizadas e em andamento, e estudos em execução com a Consultoria, a AGEMS já começou a consolidar os instrumentos que irão proporcionar essa melhoria regulatória. “Nesse trabalho nós definimos planos de ação para a Agência Reguladora – os roadmaps – que têm duração de sete meses. O levantamento apontou um total de seis produtos a serem gerados. Já chegamos a quatro”, explicou Castro, durante o painel que apresentou com Carlos Ruchiga, e mediado pela procuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia.
Temas como a criação de uma Agenda Regulatória (instrumento de planejamento e priorização de ações), Análise de Impacto Regulatório (que avalia previamente resultados que podem ser gerados por uma nova decisão da Agência) e Gestão do estoque regulatório (estudo para conhecer e revisar os regulamentos existentes) fazem parte dessa importante discussão técnica.
O consultor reconheceu que, ao estar já aplicando os modelos de gestão de processos, gestão de projetos, lançado pela primeira vez uma agenda regulatória, e ter iniciado a gestão e atualização do estoque regulatório mostram a posição assertiva da AGEMS em relação à qualificação que o programa propõe.
Gizele Oliveira, AGEMS
Mato Grosso do Sul
Brasil e Alemanha trocam experiências sobre biomassa e tecnologias para indústria de baixo carbono
O Brasil tem biomassa em abundância. A Alemanha, experiência no desenvolvimento de tecnologias para aproveitar resíduos e fontes renováveis. Os pesquisadores dos dois países discutiram como essa combinação pode abrir novos caminhos para uma indústria de baixo carbono durante o 4º Workshop Internacional de Inovação em Biomassa, evento realizado na sede do Instituto Senai de Inovação em Biomassa (ISI Biomassa), em Três Lagoas.
Duas palestras magnas no primeiro dia de evento trouxeram experiências dos institutos alemães Fraunhofer IGB e Fraunhofer UMSICHT. Ambos são institutos de pesquisa aplicada pertencentes à rede alemã Fraunhofer-Gesellschaft, mas diferem em seus focos científicos e áreas de atuação.
A brasileira Luciana Vieira, líder de grupo do Instituto Fraunhofer de Engenharia de Interfaces e Biotecnologia (IGB), na Alemanha, apresentou trabalhos que integram processos eletroquímicos, energia renovável, biotecnologia e outras áreas para desenvolver alternativas mais sustentáveis e ampliar a valorização da biomassa.
“Não acho que haverá uma tecnologia que vai salvar tudo. Precisamos de interdisciplinaridade, de pessoas de várias áreas trabalhando juntas para chegar a soluções inovadoras. O básico e o de sempre já não funcionam mais. Precisamos de novas ideias, novas possibilidades e diferentes expertises”, argumentou.
A pesquisadora também destacou a colaboração entre o Fraunhofer e o ISI Biomassa. Para ela, a relação entre os centros de pesquisa brasileiros e alemães não deve ser entendida apenas como transferência de conhecimento da Europa para o Brasil.
“Muitas vezes, quando se fala de colaboração com a Alemanha, fala-se em transferência de tecnologia. Eu não estou falando de transferência, mas de troca. O que é desenvolvido aqui no ISI Biomassa nos coloca em um nível de troca de tecnologias. Estou aprendendo muito e trocando muito”, ressaltou.
O potencial brasileiro em biomassa
O pesquisador alemão Robert Daschner, chefe de departamento do Instituto Fraunhofer de Tecnologia Ambiental, de Segurança e Energética (UMSICHT), atua há cerca de 20 anos em pesquisas na área. Ele apresentou experiências relacionadas ao aproveitamento de resíduos biogênicos, conversão termoquímica e desenvolvimento de tecnologias voltadas à redução de emissões.
“Na Alemanha, trabalhamos muito com resíduos da agricultura e do setor florestal porque temos uma área menor e menos biomassa disponível. Quando olhamos para o Brasil, a disponibilidade é muito maior. Por isso, acredito que o papel da biomassa pode ser ainda maior do que na Europa”, afirmou.
Parceiro do ISI Biomassa há três anos, esta foi a primeira vez do pesquisador em Três Lagoas. Para Daschner, a cooperação entre os países abre oportunidades para transformar o potencial brasileiro.
“A parceria entre a Alemanha e o Fraunhofer com o Brasil, especialmente com o Senai e o ISI Biomassa, representa uma grande oportunidade para avançarmos no setor de biomassa. Temos muita experiência para compartilhar e, trabalhando juntos, podemos desenvolver boas tecnologias para o mercado brasileiro”, destacou.
Mato Grosso do Sul
Final de semana no MS com calor intenso entre 40 a 43 graus, veja as informações aqui
O CEMTEC (Centro de Monitoramento do Temo e do Clima de Mato Grosso do Sul) divulgou a a previsão do tempo para sexta-feira (25/09) a Segunda-feira (28/09), em grande parte de Mato Grosso do Sul, a previsão indica tempo firme, com sol e variação de nebulosidade, associado à atuação de um sistema de alta pressão atmosférica, que favorece a estabilidade do tempo, a redução da nebulosidade e a manutenção de condições mais quentes e secas.
O principal destaque será o calor intenso, com rápido aquecimento das temperaturas ao longo do dia. As temperaturas já estarão elevadas nas primeiras horas da manhã e, durante a tarde poderão atingir 40°C a 43°C em algumas localidades, principalmente nas regiões Pantaneira e Sudoeste. A persistência desse padrão ao longo do fim de semana caracteriza um período de temperaturas acima da média, podendo configurar onda de calor em algumas regiões, marcando o primeiro episódio de calor intenso da primavera.
Mais importante do que a classificação meteorológica são os impactos sobre a população. A combinação de temperaturas muito elevadas e baixa umidade do ar pode favorecer desidratação, mal-estar e agravamento de problemas respiratórios, especialmente entre crianças, idosos e pessoas expostas ao calor. Recomenda-se reforçar a hidratação, evitar exposição prolongada ao sol e atividades físicas nos horários de maior aquecimento, além de manter atenção especial com os grupos mais vulneráveis.
As condições de calor persistente e baixa umidade também aumentam significativamente o risco de ocorrência e rápida propagação de incêndios florestais, devido ao ressecamento da vegetação e à maior disponibilidade de material combustível. Ventos, mesmo que pontuais, podem favorecer a dispersão das chamas, aumentar a velocidade de propagação dos incêndios e dificultar as ações de controle e combate.
Diante desse cenário, é fundamental não utilizar o fogo para limpeza de terrenos, manejo da vegetação, queima de resíduos ou outras finalidades, além de seguir rigorosamente as medidas vigentes de suspensão da queima controlada em Mato Grosso do Sul.
Embora os modelos indiquem baixa probabilidade de chuva, o forte aquecimento diurno poderá favorecer, de forma muito pontual e isolada, a ocorrência de pancadas de chuva e eventuais tempestades. A probabilidade é baixa e não altera o cenário predominante de tempo quente e seco.
Os ventos atuam predominantemente do quadrante norte, com velocidades entre 30 e 50 km/h e, pontualmente, rajadas superiores a 50 km/h.
Em relação às temperaturas previstas
Regiões Sul, Cone-Sul, Leste e Grande Dourados: Mínimas entre 17-24°C e máximas entre 29-38°C;
Regiões Pantaneira e Sudoeste: Mínimas entre 21-28°C e máximas entre 35-43°C;
Regiões Bolsão e Norte: Mínimas entre 20-27°C e máximas entre 34-40°C; Campo Grande: Mínimas entre 20-25°C e máximas entre 32-36°C.
EM TRÊS LAGOAS
A previsão aponta calor cada vez mais intenso a partir de sábado, justamente quando começa a primeira onda de calor da primavera de 2026, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O aviso vermelho de grande perigo vale de sábado (26) até quarta-feira (30).
SEXTA-FEIRA: AINDA PODE TER CHUVA
A sexta-feira (25) deve começar com temperaturas mais amenas, mas o calor aumenta ao longo do dia.
As previsões consultadas apontam máxima na casa dos 32°C, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas. Quem pretende sair na sexta precisa ficar atento às mudanças durante o dia.
SÁBADO: O CALOR COMEÇA A APERTAR
No sábado (26), a temperatura sobe bastante. A previsão indica máxima entre 35°C e 37°C em Três Lagoas, com tempo predominantemente aberto.
É também o dia em que começa oficialmente o período de onda de calor destacado pelo INMET. O instituto prevê temperaturas pelo menos 5°C acima da média climatológica por vários dias consecutivos.
DOMINGO: TERMÔMETROS PODEM ENCOSTAR NOS 40°C
O domingo (27) promete ser o dia mais quente do fim de semana.
As projeções consultadas apontam máxima entre 37°C e 39°C, enquanto outra atualização chega a indicar até 42°C para a cidade. Como a previsão pode sofrer alterações, o cenário mais seguro é esperar calor extremo, próximo dos 40°C.
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