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Mato Grosso do Sul

Miranda recebe pacote de obras do Governo de MS com escola, creche e Corpo de Bombeiros

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Em um investimento de R$ 13,8 milhões, o Governo de Mato Grosso do Sul entregou nesta quinta-feira (22) obras que trazem mais segurança, educação e conforto para a população de Miranda. Um dos destaques é a construção do quartel do Corpo de Bombeiros, importante estrutura de combate aos incêndios no Pantanal.

Outra é a reforma geral da Escola Estadual Carmelita Canale Rebuá, no valor de R$ 6.828.566,06, incluindo o investimento em mobiliário. A unidade foi readequada aos padrões de acessibilidade e recebeu intervenção em toda a área construída (três blocos com 4 salas cada).

O trabalho envolveu troca de pisos, parte elétrica e hidráulica, esquadrias, pintura geral, adequação das calçadas e reforma dos banheiros e cozinha, contando ainda com a entrega de aparelhos de ar-condicionado, mesas, gaveteiro, microcomputadores, conjunto refeitório, conjuntos escolares, roupeiro, freezer, bebedouro, armários, tabletes e chromebooks, avaliados em R$ 941.118,36.

“Fizemos essa reforma com muito carinho. Parece uma escola nova. Ajudem a mantê-la bem conservada”, pediu o governador Eduardo Riedel aos alunos, durante visita à unidade. A Escola Estadual Carmelita Canale Rebuá atende 200 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio.

Além disso, a unidade tem duas turmas do curso profissionalizante Normal Médio, que funciona no período noturno, com 140 alunos matriculados. A escola passou a atender, neste ano, pela primeira vez, alunos de 4º e 5º ano do Ensino Fundamental.

Mais obras

Eduardo Riedel entregou ainda a ponte em concreto sobre o córrego Vilas Boas, a reforma geral e ampliação da agência de trânsito do Detran e a nova creche Ediles Moraes de Souza, uma obra municipal em parceria e com investimento do governo estadual.

O prefeito Fábio Florença ficou emocionado com o volume de investimentos e entregas. “Hoje é um dia especial. Eu só tenho a agradecer”, afirmou.

Bombeiros

Construído em terreno de 1,2 mil m², doado pela prefeitura, o quartel do Corpo de Bombeiros de Miranda foi erguido com recursos do município, no valor de R$ 739.460,26. A planta possui 355 m² de área, dotados de salas administrativas, de comunicação, recepção, arquivo, cozinha/refeitório, alojamentos, depósito de materiais e área de desinfeção de viaturas.

Para o atendimento de diversos tipos de ocorrência, junto com a inauguração da unidade operacional, o governo do Estado também entrega três viaturas que, somadas, representam investimentos de R$ 3.291.400 na segurança da população do município e entorno, sendo duas com tanque de água para combate a incêndios.

Ponte

Na área da infraestrutura, o município foi contemplado com a entrega da ponte sobre o córrego Vilas Boas. Construída pelo Governo do Estado, na ligação entre os bairros Laranjeiras e Matadouro, a nova estrutura em concreto era uma reivindicação antiga dos moradores das duas localidades urbanas e também dos indígenas das aldeias Passarinho e Moreira que tem a via como um de seus acessos.

A ponte que havia no local era de madeira. O uso intenso danificava a estrutura, que várias vezes precisou ser interditada, causando transtorno aos usuários. Com 30 metros de cumprimento e largura de 10 metros, a nova ponte de concreto recebeu investimentos de R$ 1.860.905,08 do governo estadual.

Detran

A agência do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) de Miranda passou por reforma e ampliação e também foi entregue nesta quinta-feira (22) pelo governador Eduardo Riedel.

Com investimento próprio de R$ 633.894,46, a unidade recebeu nova climatização, troca de piso, otimização do layout do atendimento ao público, atualização da fachada, além de reparos gerais na cobertura do prédio e instalações elétricas.

Também foi realizada toda a adequação para garantia da acessibilidade conforme a legislação vigente. Outra melhoria implementada na agência foi no pátio de apreensão de veículos, com reforço no muro e troca dos portões de acesso para ampliar a segurança dos veículos recolhidos.

A unidade que possuía edificação de 114,80 m² agora conta com 215,62 m². A novidade é a construção do pátio para vistoria veicular.

A agência de Miranda realiza cerca de 5 mil atendimentos/ano. Miranda possui 11,7 mil veículos registrados junto ao Detran-MS e conforme o último censo do IBGE, conta com população de 25.536 habitantes.

Creche

Para concluir o projeto de construção de uma escola municipal de educação infantil – a Creche Ediles Moraes de Souza, que se arrastava há 10 anos – o Governo do Estado repassou ao município o montante de R$ 1,2 milhão, por meio de convênio firmado entre a Secretaria de Estado de Educação e a Prefeitura de Miranda.

O governador Eduardo Riedel fez ainda uma reunião com o prefeito e vereadores para discutir novos investimentos no município. “Nosso governo começou com a prioridade de dar continuidade aos investimentos. Agora, estou aqui para escutar as prioridades de vocês para fazermos ainda mais”, disse o governador.

Entre os pedidos, que estão sendo avaliados pela gestão estadual, estão obras de infraestrutura e ampliação da cesta de alimentos distribuída às comunidades indígenas.

Também participaram das agendas em Miranda os secretários Eduardo Rocha (Casa Civil) e Hélio Daher (Educação), o deputado federal Dagoberto Nogueira, deputado estadual Pedrossian Neto, diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, prefeitos e vereadores da região.

Paulo Fernandes, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Como proteger idosos durante temporais e outras emergências climáticas

Especialista orienta a preparar a casa e a família para protegê-los em situações de emergência

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Os temporais que atingiram Mato Grosso do Sul nos últimos dias deixaram ruas bloqueadas, árvores e postes derrubados, imóveis danificados e bairros inteiros sem energia elétrica. Em alguns pontos de Campo Grande, por exemplo, o fornecimento demorou mais de 36 horas para ser restabelecido, afetando diversas residências, muitas delas com moradores idosos.

Mato Grosso do Sul tem cerca de 391 mil pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,18% da população do Estado, segundo dados do Censo 2022 do IBGE. O número ajuda a dimensionar a importância de um cuidado muitas vezes deixado de lado: preparar a casa e a família para situações de emergência provocadas por chuvas intensas, ventos fortes e interrupções prolongadas de serviços essenciais.

Para pessoas idosas, episódios desse tipo podem trazer dificuldades adicionais. Mobilidade reduzida, uso contínuo de medicamentos, dependência de equipamentos elétricos e limitações visuais ou auditivas podem tornar mais difícil reagir rapidamente a uma situação de risco.

Para Denis Corrêa, sócio e diretor comercial e estratégico da CoreHelp, instituição especializada na capacitação para atendimento de emergências, esse planejamento precisa começar antes que a tempestade chegue.

“Em uma emergência, não é o momento de descobrir quem vai ajudar o idoso, onde estão os medicamentos ou como ele poderá deixar a casa se isso for necessário. A família precisa pensar previamente nesses cenários e definir um plano simples, que todos conheçam e consigam executar”, orienta.

A atenção a esse público também está prevista no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil 2025/2035, que estabelece que as estratégias de prevenção e resposta a desastres devem considerar prioritariamente pessoas idosas, pessoas com deficiência e aquelas com mobilidade reduzida.

O plano de resposta rápida doméstico

Denis chama esse conjunto de cuidados de plano de resposta rápida doméstico. A ideia é simples: deixar organizado, antes de qualquer problema, aquilo que a família vai precisar saber e fazer quando uma emergência acontecer. Não exige equipamentos caros nem conhecimento técnico, apenas conversa, organização e informação em lugar fácil de encontrar.

O primeiro passo é deixar os números de emergência visíveis para todos os moradores da casa, como na porta da geladeira, perto do telefone fixo ou na entrada do imóvel. Devem estar anotados o SAMU (192), a Polícia Militar (190), o Corpo de Bombeiros (193) e a Defesa Civil (199), além do telefone da companhia de energia. Também vale salvar esses contatos no celular do idoso e dos familiares mais próximos.

“Na hora do susto, muita gente esquece até o número mais conhecido. Quando a informação está escrita e à vista, qualquer pessoa da casa consegue pedir ajuda, inclusive uma criança ou uma visita”, explica Denis.

O plano também deve indicar quais hospitais da região estão preparados para atender casos de infarto e de AVC. Nessas situações, cada minuto faz diferença, e saber com antecedência para onde ir evita perda de tempo e deslocamentos desnecessários. O ideal é que a família confirme essas informações com o médico que acompanha o idoso ou com a rede de saúde do município.

Outro ponto importante é combinar qual familiar deve ser avisado primeiro em caso de emergência. Definir essa pessoa, e também uma segunda opção caso ela não atenda, evita ligações desencontradas e garante que alguém de confiança acompanhe a situação desde o início.

Por fim, a família precisa pensar em como sair rapidamente do imóvel, se for necessário. Isso inclui saber por qual porta sair, manter as chaves sempre no mesmo lugar, deixar corredores e passagens livres, ter uma lanterna de fácil acesso e combinar um ponto de encontro seguro fora da casa.

O que mais precisa estar previsto

Cada idoso tem necessidades próprias. Uma pessoa independente e com boa mobilidade terá demandas diferentes de alguém que precisa de ajuda para caminhar, usa cadeira de rodas, faz tratamento contínuo ou tem alguma condição que dificulte a comunicação ou a orientação.

A família deve definir quem poderá ajudar em uma eventual saída do imóvel, para onde o idoso será levado e como será feito esse deslocamento. Também é importante manter à mão informações sobre medicamentos, receitas, contatos de familiares, médicos e serviços de emergência.

Para quem usa medicamentos todos os dias, a recomendação é manter as receitas organizadas e acompanhar o estoque, principalmente quando houver previsão de temporais, já que sair de casa pode ficar difícil. Idosos que usam aparelhos auditivos também devem ter pilhas extras ou o carregador sempre abastecido, para não perderem a capacidade de ouvir alertas e orientações durante a emergência.

A falta de energia também merece atenção. Além de deixar a casa no escuro e aumentar o risco de quedas, uma interrupção longa pode afetar equipamentos usados nos cuidados com o idoso, a conservação de alguns medicamentos e até a comunicação com a família.

“É importante que a família saiba antecipadamente se existe algum equipamento que não pode ficar sem energia, quais são as alternativas disponíveis e para quem deve ligar. Improvisar durante o temporal aumenta muito a chance de uma decisão errada”, afirma Denis.

Nem sempre sair de casa é a primeira opção

Outra preocupação é evitar decisões apressadas. Retirar um idoso de casa durante uma chuva forte, sem que exista risco imediato no imóvel, pode expô-lo a outros perigos, como ruas alagadas, fios elétricos, árvores instáveis e quedas no caminho.

A decisão deve levar em conta as condições da casa, os alertas dos órgãos de emergência e, principalmente, a segurança do trajeto.

“Existe uma tendência natural de querer resolver tudo rapidamente, mas, em uma situação de emergência, a primeira análise deve ser sempre de segurança. Se há fios caídos, água subindo, estruturas comprometidas ou risco de queda de árvores, é preciso avaliar antes de colocar uma pessoa com mobilidade reduzida naquele ambiente”, explica o especialista.

Se for preciso deixar o imóvel, documentos pessoais, medicamentos, receitas, água e outros itens indispensáveis ao cuidado devem estar reunidos em uma bolsa ou mochila que possa ser levada rapidamente.

Também é importante que o plano não dependa de uma única pessoa. Familiares, cuidadores e vizinhos de confiança podem conhecer as necessidades daquele morador e saber como ajudar caso o responsável não consiga chegar.

Depois da chuva, os riscos continuam

O fim do temporal não significa o fim da emergência. Casas sem energia, pisos molhados, objetos fora do lugar, telhados danificados, galhos e fios espalhados pelo terreno podem criar novos riscos dentro e fora da residência.

Para idosos com dificuldade de equilíbrio, locomoção ou visão, pequenas mudanças no ambiente já aumentam a chance de quedas e outros acidentes.

Antes que o idoso volte a circular normalmente pela casa, a recomendação é verificar se há água no chão, objetos bloqueando a passagem, danos na estrutura ou qualquer alteração que dificulte a locomoção. Áreas próximas a fios, árvores caídas, postes e estruturas danificadas devem ser isoladas até a avaliação de profissionais.

Com essas medidas combinadas antes, a família reduz os improvisos justamente quando precisa decidir rápido. Um plano simples, com números de emergência à vista, hospitais de referência, contatos definidos, medicamentos organizados, rotas de saída e as necessidades específicas do idoso, torna a resposta mais segura antes, durante e depois de um temporal.

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Mato Grosso do Sul

Inmet alerta para tempestades com ventos de até 90 km/h em MS; Energisa reforça orientações de segurança

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de tempestade para Mato Grosso do Sul, válidos a partir deste sábado (19), com instabilidade prevista até a segunda-feira (21). A previsão indica chuvas intensas, granizo, raios e ventos de até 90 km/h, afetando principalmente a região sul do estado.

​Diante do risco de queda de árvores e lançamento de objetos sobre a fiação de energia, a Energisa-MS orienta a população a reforçar a segurança durante as tempestades:

  • Distância de Segurança: Em caso de cabos rompidos, árvores ou objetos sobre a rede elétrica, mantenha distância e jamais tente mover o material, mesmo que a região pareça sem energia.
  • Canais de Atendimento: Caso identifique ocorrências na rede, acione a concessionária imediatamente pelos meios oficiais:
    • WhatsApp (Gisa): (67) 99980-0698
    • Aplicativo: Energisa On
    • Telefone: 0800 722 7272
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