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Mesmo em quarentena, Diego mostra sede de títulos

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Em época de quarentena é comum haver momentos de impaciência, desespero, de se questionar quando tudo isso vai passar e, finalmente, poder viver mais aliviado. Quer uma dica de como superar essa fase? Um grande exemplo vem de dentro do elenco do Flamengo. O meia Diego Ribas chegou ao Rio de Janeiro como grande contratação, recebeu duras críticas após a eliminação na Copa do Brasil para o Athletico-PR, sofreu sua pior lesão na carreira, mas foi recompensado com a jogada do gol do título da Libertadores da América de 2019.

Valeu a pena seguir na luta após o pênalti perdido contra o Furacão? O próprio Diego responde.

“É difícil, às vezes, quando você faz tudo da maneira correta, se dedica como deve ser, faz tudo como manda o figurino e os resultados não acontecem por detalhes. Isso em alguns momentos é bem frustrante. Só que o que faz a diferença realmente, e o que é algo fundamental para um campeão, é a perseverança, independente das circunstâncias que se vive. Naquele momento foi uma decepção gigantesca, porque sempre sonhei em conquistar um grande título no Flamengo. Eu decidi, mesmo diante de tanta cobrança, diante de tanta dificuldade, decidi perseverar e continuar sonhando. O resultado foi que veio pela frente um título muito impactante, que é a Libertadores, também o Brasileiro. Vale a pena seguir, perseverar e superar esses momentos, porque no momento da glória valoriza ainda mais toda a trajetória”.

O “homão” rubro-negro participou de uma transmissão ao vivo pelo canal oficial do Flamengo no Youtube na última quarta e falou muito sobre o atual momento do país e do futebol, além do 2019 vitorioso do elenco. Em isolamento social dentro de casa, Diego não negou a ansiedade para voltar aos gramados.

“Realmente está sendo um período delicado, e nós jogadores estamos procurando seguir todas as recomendações, e é essa a mensagem que passamos para todos. A expectativa é muito grande de poder retornar. É o que nós amamos fazer, faz parte da nossa vida, do dia a dia jogar futebol e ter o contato com os torcedores, porque nos motiva a cada dia para trabalhar, para ser melhor. Neste momento, vamos controlando a ansiedade e a vontade. Todos temos feito um trabalho físico com respaldo da nossa preparação física e do departamento médico para que possamos estar, na medida do possível, bem fisicamente para quando voltar, voltar da melhor maneira”.

Para espantar o tédio dentro de casa, vale até apelar para a esposa cortar o cabelo. Diego publicou em sua conta no Instagram a “aventura”, uma brincadeira que fez sucesso nas redes sociais.

“Estamos sempre viajando muito, concentrando bastante. Acredito que nunca fiquei tanto tempo em casa, mesmo nas férias acabamos fazendo uma coisa ou outra e ficamos distante. Agora tem sido um período constante dentro de casa, com esse relacionamento com os familiares, e aí sobra para a esposa cortar o cabelo. Surpreendeu, foi um gesto de confiança, deixei na responsabilidade dela e ela correspondeu muito bem. Vamos encontrando soluções conforme vão surgindo pequenos empecilhos que nós não temos do que reclamar”.

Apesar do bom humor, o meio-campista rubro-negro sabe que o retorno aos gramados terá que ser em um ritmo acelerado.

“Nossa mentalidade é realmente vencedora, de um time que gosta e quer ser campeão, e por isso todos os jogadores estão se cuidando e trabalhando na medida do possível. Agora existe algo que é insubstituível, que é a competição. Você competir no treinamento, mas principalmente no jogo, é o que eleva seu nível físico e técnico, e isso é fundamental. Acredito que o que vai ser muito importante é, realmente, a equipe na primeira semana, 10 dias, no limite do trabalho físico e técnico para que possamos estar o mais próximo da nossa forma ideal e voltar a competir em alto nível”.

Sede de títulos. Mesmo em casa, Diego representa o que o elenco do Flamengo multicampeão de 2019 ainda espera para 2020. Portanto, não é hora de esmorecer, torcedor rubro-negro, o ano ainda pode reservar muitas alegrias para você.

Edição: Fábio Lisboa

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Marcelo Benevenuto acusa Max López de racismo, em jogo de 2019

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O zagueiro Marcelo Benevenuto, do Botafogo, acusou o ex-atacante do Vasco, Maxi López, de racismo durante uma partida entre as equipes. O depoimento foi feito durante entrevista concedida na noite de ontem (1º de junho) ao jornalista Thiago Franklin, em seu canal, no Youtube.

“Teve um lance que eu tava marcando ele, só que eu tava marcando colado mesmo. Não tava batendo nele, nada, tava junto. Aí ele foi e me xingou. Primeiro ele fez uma falta em mim dentro da área, ele me empurrou e eu caí de costas. Aí eu marcando e ele ficava me xingando de ‘preto de m… preto de m… ‘ aí eu respirei fundo, eu tava me controlando. Falei ‘se tiver o próximo jogo contra o Vasco e esse cara tiver eu vou ser expulso’. Pior que eu não tinha feito nada com ele. Ninguém sabe dessa história porque eu não cheguei a falar pra ninguém”.

MARCELO BENEVENUTO, BOTAFOGO MARCELO BENEVENUTO, BOTAFOGO

Reprodução YouTube/ Canal do TF

 

A partida citada por Marcelo Benevenuto foi entre Vasco e Botafogo, no dia 23 de fevereiro de 2019, pela primeira rodada da Taça Rio. Yago Pikachu abriu o placar para o Cruzmaltino. O gol de empate do glorioso veio após cobrança de escanteio que Maxi López desviou mal e o próprio Marcelo Benevenuto, de cabeça, marcou. Detalhe que, tanto o zagueiro brasileiro quanto o atacante argentino receberam cartão amarelo ainda no primeiro tempo: Marcelo por falta em Bruno César e Maxi López por reclamação.

Em 2009, o lateral Elicarlos acusou Maxi López de o ter chamado de “macaco” durante a partida entre Cruzeiro e Grêmio, pela semifinal da Libertadores da América. O argentino, que na época defendia o time gaúcho, prestou depoimento na delegacia negando as acusações e depois foi liberado.

Maxi López atualmente defende o Crotone, da Itália. Nesta terça-feira (02), o atacante utilizou as redes sociais para se manifestar contra o racismo. Em sua conta pessoal no Instagram, ele escreveu as hashtags  #saynotoracism e #blacklivesmatter. Além disso, publicou fotos ao lado de ex-companheiros de equipe como Samuel Eto’o, Muntari, Robinho, Ronaldinho Gaúcho e do atacante Samuel Armenteros, que atua com o argentino no Crotone. Em sua conta do Twitter, Maxi López postou um link de sua publicação no Instagram.

 

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

✊?✊?✊?✊?✊? #saynotoracism #blacklivesmatter

Uma publicação compartilhada por Maxi Lopez (@officialmaxilopez) em 2 de Jun, 2020 às 5:20 PDT

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Áustria recebe os dois primeiros GPs da temporada da F1

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A Formula One Management – empresa responsável pela organização da Fórmula 1 (F1) -anunciou nesta terça-feira (2), as oito primeiras provas do calendário de 2020, que compõem a fase europeia da temporada. Os pilotos vão largar, pela primeira vez no ano no dia 5 de julho, no circuito de Spielberg, na Áustria. Inicialmente o campeonato estava marcado para começar em março, mas devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), a data do primeiro Grande Prêmio teve de ser alterada. Ao todo, 11 provas foram afetadas pela insegurança sanitária, sendo que quatro delas –  Austrália (estreia), Mônaco, França e Holanda – foram canceladas. Já outros seis GPs foram adiados: Bahrein (Vietnã), China, Holanda, Espanha, Azerbaijão e Canadá.

Em comunicado oficial no site da F1, o Presidente e CEO, o americano Chase Carey, comemorou o começo das disputas, que inicialmente vai acontecer sem a presença de público.

“Estamos satisfeitos por podermos definir nosso calendário de oito corridas de abertura e esperamos publicá-lo completo nas próximas semana. Temos trabalhado incansavelmente com todos os nossos parceiros, a FIA e as equipes para criar um calendário de abertura revisado para 2020, permitindo-nos reiniciar as corridas da maneira mais segura possível. Embora, a temporada comece sem fãs em nossas corridas, esperamos que nos próximos meses a situação nos permita recebê-los de volta quando for seguro. Mas sabemos que o retorno da F1 será um impulso bem-vindo para fãs de esportes de todo o mundo”, disse.

 

CEO da Liberty Media, grupo que comanda a Fórmula 1, Chase Carey, durante encontro com o presidente da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto. CEO da Liberty Media, grupo que comanda a Fórmula 1, Chase Carey, durante encontro com o presidente da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

Chase Carey confia na volta do público às corridas até o fim da temporada de 2020 – Valter Campanato/Agência Brasil

 

De 15 a 18 provas em 2020

De acordo com o novo cronograma, os austríacos serão os responsáveis por sediar duas corridas, assim como os ingleses. Desta forma, a organização da F1 alterou o nome dos GPs extras. Na Áustria será chamado de Estíria, que é a região onde está localizado Spielberg. Na Inglaterra levará a denominação de 70° aniversário, em memória da primeira prova ocorrida no autódromo de Silverstone. As provas anunciadas são:

GP da Áustria (Spielberg): 5 de julho

GP da Estíria (Spielberg): 12 de julho

GP da Hungria (Hungaroring): 19 de julho

GP da Inglaterra (Silverstone): 2 de agosto

GP 70º aniversário (Silverstone): 9 de agosto

GP da Espanha (Barcelona): 16 de agosto

GP da Bélgica (Spa-Francorchamps): 30 de agosto

GP da Itália (Monza): 6 de setembro

Com o calendário comprimido em razão da pandemia, a F1 trabalha para realizar entre 15 e 18 provas, das 22 programadas inicialmente. No início de abril, o diretor técnico da F1, Ross Brawn, explicou que o limite para o começo das corridas seria o mês de outubro, de modo a respeitar o estatuto da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que limita um mínimo de oito provas para realização de um campeonato mundial.

Edição: Sergio du Bocage

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