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Mato Grosso do Sul

Maratona de Campo Grande desafia competidores e se consolida como uma das provas mais atrativas do País

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O relógio marcava 6h03min e o sol, ainda bem tímido, foi surgindo aos poucos quando uma multidão de pessoas começou a tomar conta das vias da capital sul-mato-grossense neste domingo (2). Em meio a uma temperatura agradável e percurso evidenciando as principais belezas naturais, arquitetônicas e pontos turísticos da Cidade Morena, a segunda edição da Maratona de Campo Grande dobrou o número de participantes, com mais de dois mil corredores na rua, e se consolidou como uma das provas mais atrativas e organizadas do País.

A competição teve o apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer), Fundtur (Fundação de Turismo) e Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), com patrocínio máster da MSGás (Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul).

Além da tradicional prova de 42 quilômetros (km), o evento incluiu os trajetos de sete e 21 km para reunir democraticamente todos os amantes de corrida de rua, do iniciante ao avançado. A largada foi dada dos altos da avenida Afonso Pena, na Cidade da Maratona, e os corredores tiveram a oportunidade de passar por pontos estratégicos da capital, como o Bioparque Pantanal, a Rua 14 de Julho, o Horto Florestal e o Parque dos Poderes. Tudo isso em meio ao encanto do chão forrado por flores de ipê, típica árvore com florada característica nesta época do ano, formando “tapetes” de várias cores: rosa, amarelo, roxo.

Para o governador Eduardo Riedel, a Maratona apontou o potencial esportivo, turístico e econômico de Mato Grosso do Sul, recebendo corredores e famílias das mais diversas partes do país. Somando-se toda a programação, de sexta-feira (30) a domingo (2), cerca de sete mil pessoas circularam pelo evento. “A Maratona de Campo Grande veio para ficar. É um evento atrativo, com divulgação a nível nacional e boa premiação aos participantes, sendo que alguns vieram de muito longe para estar aqui. Tudo isso é capaz de movimentar um fluxo econômico, aquecer o turístico, além de colocar em destaque o potencial esportivo e o amor do sul-mato-grossense por corrida de rua”, afirmou Riedel.

“A primeira edição já havia sido um sucesso e essa agora veio para coroar Mato Grosso do Sul como um estado que tem uma maratona forte e muito atrativa. Do começo ao fim, a estrutura e organização entregaram o melhor para os corredores, que foram presenteados com um clima agradável neste domingo, além das belezas da nossa capital”, destacou o diretor-presidente da Fundesporte, Herculano Borges.

Organizadora da prova, Kassilene Cardadeiro, exaltou a qualidade técnica do evento, que teve estratégia logística planejada há seis meses. Apesar da interdição de grandes vias da cidade, a estrutura montada não interferiu na mobilidade urbana. “Nosso objetivo é colocar Mato Grosso do Sul no cenário das grandes provas brasileiras e estamos conseguindo, acredito estamos no caminho certo. Dobramos o número de participantes e o percurso mostrou, de fato, a cidade de Campo Grande, com os principais pontos turísticos”.

Praticante assíduo de corrida de rua, o diretor-presidente da MSGÁS, Rui Pires dos Santos, fez questão de colocar o pé no asfalto, participando dos sete quilômetros. “Eu adoro esse clima de corrida, a adrenalina que dá, e a MSGÁS sempre buscou patrocinar corridas de rua, porque são eventos que proporcionam saúde, bem-estar e também são capazes de movimentar a economia. Estamos muito felizes de apoiar a Maratona de Campo Grande, uma prova de excelência e que, sem dúvida, orgulha os sul-mato-grossenses”.

Samael Coelho foi o primeiro a cruzar a linha de chegada nos 7 km

O primeiro a sentir a emoção de cruzar a linha de chegada foi Samael Coelho, de 32 anos. O corredor encarou os sete quilômetros, chegou à marca de 24min24s e se sagrou bicampeão da prova. “Estava lesionado, fiquei surpreso, mas consegui repetir esse feito. Essa é uma das minhas principais provas do ano e consegui atingir um tempo bem próximo ao do ano passado”, relatou o atleta, que vinha se preparando desde janeiro para a Maratona, após se recuperar de uma lesão na panturrilha.

Ao completar a prova, Evelin Ribeiro vibrou e se emocionou. Primeira mulher na linha de chegada, a atleta de 31 anos batalhou para buscar a medalha de ouro, após ter sido segunda colocada em 2022. “Nem acreditei. Eu treino muito, todos os dias, seja com sol, chuva, frio. Cheguei a treinar de touca, casaco e tudo mais. Procuro me esforçar sempre para fazer o melhor e estou muito feliz”, confessou a corredora, que completou o percurso de sete quilômetros em 29min02s.

Com 77 anos, Aude Lessonier é apaixonado por corrida de rua e treina todo dia

Aude Lessonier deixou bem claro que não há idade certa para testar os limites do corpo e se aventurar em corridas de rua. Aos 77 anos, o servidor público aposentado participou dos sete quilômetros e revelou que começou a correr por motivos de saúde e para incentivar os filhos e amigos a praticarem atividade física. “Quero cuidar da minha saúde e gosto de estar no meio dos jovens, correndo, participando de provas. Eu meço minha vida pelos quilômetros que corro e não pela idade que tenho”. A paixão por corrida começou em 2014. “Corro sempre com meus filhos e até antes da pandemia eu ganhava deles”, brincou Aude, que tem rotina intensa de treinamento funcional e no asfalto, chegando a completar 12 quilômetros.

Nilson Lima completou sua 332 maratona em Campo Grande

Personagem de maratonas Brasil e mundo afora, Nilson Lima marcou presença pelo segundo ano consecutivo na Maratona de Campo Grande. Com a prova na capital sul-mato-grossense, o consultor financeiro de 70 anos completou 332 maratonas em seu currículo. O maratonista de Uberlândia (MG) já chegou a competir em provas em 25 países da Europa, no Japão, Emirados Árabes, África do Sul e Estados Unidos.

Para o mineiro, Campo Grande tem hoje uma das melhores maratonas do país e está no caminho certo para entrar no roteiro de provas internacionais. Nilson veio para a Cidade Morena ao lado de 10 amigos corredores, também do interior de Minas Gerais. “Sempre especial vir a Campo Grande, cidade maravilhosa. Esse ano foi melhor ainda, o percurso estava ótimo. Aqui tem vários fatores para tornar a maratona de porte internacional, como o chamamento turístico, a divulgação, a estrutura de qualidade e o percurso atrativo. A gente corre, mas também aproveita o turismo da cidade e da região. Sempre que possível quero voltar a Campo Grande”.

Confira todos os resultados em detalhes em https://www.chiptiming.com.br/resultados/maratonadecampogrande2023.

Serviço

A 2ª edição da Maratona de Campo Grande teve realização da Adac – Associação Desportiva Atletas de Cristo e organização da Agência H2O Ecoturismo. Patrocinador master: MSGÁS – Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul. Apoio: Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (Setescc), Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e Prefeitura de Campo Grande. Mais informações, como galeria de fotos, resultados, pelo Instagram @maratonacampogrande e pelo site: www.maratonadecampogrande.com.br.

Texto e fotos: Lucas Castro, Fundesporte

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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Mato Grosso do Sul

Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.

A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Operação criança segura

A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.

Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.

A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.

Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.

Como denunciar?

O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.

As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.

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