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Mato Grosso do Sul

Mamanalgesia humaniza a vacinação infantil e será tema em evento nacional sobre amamentação

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Prática reconhecida pelo Ministério da Saúde e pela OMS ajuda a reduzir a dor do bebê durante a vacinação e integra o debate do XVII ENAM e VII ENACS, que acontecem em abril de 2026, com co-realização da SES

A amamentação durante a vacinação infantil, prática conhecida como mamanalgesia, tem se consolidado como uma estratégia segura, eficaz e humanizada para reduzir a dor e o estresse dos bebês durante procedimentos injetáveis.

Reconhecida pelo Ministério da Saúde e pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a prática será um dos temas em destaque no XVII ENAM (Encontro Nacional de Aleitamento Materno) e no VII ENACS (Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável), que acontecem de 26 a 30 de abril de 2026, em Campo Grande, com co-realização da SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul).

A mamanalgesia consiste em amamentar o bebê antes e durante a aplicação da vacina, contribuindo para diminuir o choro e o desconforto. Evidências científicas apontam que a prática associa diferentes fatores analgésicos naturais, como o contato pele a pele, a sucção, o vínculo materno e substâncias presentes no leite humano, atuando de forma conjunta no alívio da dor.

De acordo com a Nota Técnica nº 39/2021 do Ministério da Saúde, os serviços responsáveis pela administração de vacinas devem favorecer a presença dos pais ou responsáveis e incentivar a amamentação imediatamente antes e durante a vacinação, sempre que a criança estiver em aleitamento materno. A recomendação também se estende a outros procedimentos, como o teste do pezinho e a coleta de sangue.

Para a referência técnica em aleitamento materno da SES, Liliane Rodrigues, a prática reforça o cuidado humanizado à criança. “A mamanalgesia é uma prática baseada em evidências científicas e faz parte do cuidado humanizado à criança. Apoiar a amamentação durante a vacinação contribui para reduzir a dor, o estresse e fortalece o vínculo entre mãe e bebê”, afirma Liliane.

Além das recomendações técnicas nacionais, a prática é reconhecida em Mato Grosso do Sul pela Lei Estadual nº 6.149/2023, que instituiu a Semana de Conscientização e Incentivo à Mamanalgesia, celebrada anualmente na semana do dia 1º de agosto.

A importância da promoção do aleitamento materno e de práticas como a mamanalgesia também estará no centro dos debates do XVII ENAM e VII ENACS, eventos de referência nacional que reúnem profissionais de saúde, gestores, pesquisadores e representantes da sociedade civil em torno da saúde materno-infantil e da alimentação adequada e saudável.

A SES é parceira e co-realizadora do evento, ao lado da IBFAN Brasil e da Prefeitura Municipal de Campo Grande. A programação inclui mesas científicas, cursos, apresentações de trabalhos e atividades abertas ao público, além da tradicional mobilização Mil Mães Amamentando, que marca a abertura do encontro.

Para a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, sediar e co-realizar um evento dessa dimensão fortalece as políticas públicas voltadas à infância no Estado.

“Debater a amamentação e a alimentação saudável em um evento nacional, trazendo também práticas como a mamanalgesia, reforça o compromisso de Mato Grosso do Sul com a humanização do cuidado, a proteção da infância e a qualificação do SUS”, destaca Maymone.

Com o tema “Amamentação e Alimentação Complementar Saudável: o desafio da atuação intersetorial, inclusiva e sustentável”, o evento ocorrerá em diferentes espaços da Capital e tem como um dos focos o manejo da amamentação nos serviços de saúde e a promoção de práticas baseadas em evidências.

Para mais informações, clique aqui.

André Lima, Comunicação SES
Foto de capa: Fernando Frazão/Agência Brasil
Internas: André Lima

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Rio Taquari volta a subir e coloca Coxim em situação de emergência, alerta Imasul

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O Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), informa que o município de Coxim encontra-se em situação de emergência em razão da elevação do nível do rio Taquari.

De acordo com dados da Plataforma de Coleta de Dados (PCD), o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm, indicando potencial para provocar danos materiais e riscos à integridade da população ribeirinha e de áreas próximas ao curso hídrico.

Mesmo após a redução observada na última semana, o nível do rio voltou a subir em decorrência das chuvas registradas nas últimas 24 horas. No início da noite de ontem (13), a marca atingiu novamente a cota considerada de inundação.

A previsão meteorológica elaborada pelo Cemtec aponta variação de nebulosidade, possibilidade de pancadas de chuva e influência de frente fria nos próximos dias, especialmente na bacia do rio Coxim, afluente do Taquari.

O Inmet classifica as chuvas com grau de severidade de perigo potencial, enquanto o CPTEC indica ocorrência de chuvas intensas em níveis 1 e 2. Com a elevação do nível do rio, há possibilidade de invasão das águas em áreas lindeiras e instalações próximas ao leito, podendo agravar o cenário.

Diante do quadro, o Imasul recomenda atenção das autoridades locais e informa que, após deliberação técnica, será acionada a Defesa Civil do Mato Grosso do Sul para acompanhamento e adoção das medidas necessárias de prevenção e resposta.

O Instituto segue monitorando continuamente as condições hidrológicas e meteorológicas da região e manterá a população informada sobre qualquer alteração relevante.

Comunicação Imasul

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Peritos da Polícia Científica de MS orientam sobre cuidados relacionados ao ‘Boa Noite, Cinderela’

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Especialista em toxicologia forense alerta para cuidados simples que podem evitar crimes em ambientes festivos

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, por meio da DQT (Divisão de Química e Toxicologia), orienta a população para os riscos do uso criminoso de substâncias conhecidas popularmente como “Boa Noite, Cinderela”, especialmente durante o período de Carnaval, quando há maior consumo de bebidas alcoólicas e maior circulação de pessoas em eventos públicos e privados.

De acordo com o perito criminal Evandro Rodrigo Pedon, essas substâncias incluem, em geral, medicamentos sedativos e depressores do sistema nervoso central, como benzodiazepínicos, que podem ser adicionados às bebidas sem que a vítima perceba. Os efeitos envolvem sonolência intensa, confusão mental, perda de memória e redução da capacidade de reação, o que facilita a prática de crimes.

“Essas substâncias reduzem rapidamente a percepção do ambiente e a capacidade de defesa da vítima, criando uma situação de extrema vulnerabilidade. Em muitos casos, a pessoa só percebe que algo está errado quando os efeitos já estão avançados”, explica o perito.

Atenção redobrada com bebidas, principalmente em ambientes festivos, é fundamental para a prevenção.

A Polícia Científica realiza exames toxicológicos para identificação dessas substâncias durante as investigações, mas a orientação é que a prevenção seja priorizada. Entre os cuidados recomendados estão evitar aceitar bebidas de desconhecidos, não perder o copo de vista e desconfiar de alterações repentinas no sabor, cheiro ou nos efeitos da bebida.

Outro fator de risco é a associação dessas substâncias com o álcool, que potencializa os efeitos no organismo. “Mesmo em pequenas quantidades, a combinação pode causar desorientação severa. Ao perceber qualquer mal-estar incomum, a pessoa deve procurar ajuda imediatamente e, sempre que possível, estar acompanhada por alguém de confiança”, orienta Pedon.

Em situações suspeitas, a recomendação é buscar atendimento médico o quanto antes e registrar ocorrência policial. A coleta de material biológico nas primeiras horas após o fato é essencial para a identificação das substâncias.

Ao compartilhar informações técnicas de forma acessível, a Polícia Científica contribui para que a população esteja mais atenta e saiba como agir diante de situações suspeitas, especialmente em períodos de maior exposição, como o Carnaval.

Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS
Fotos: Maria Ester Rossoni

Fonte: Governo MS

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