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Mato Grosso do Sul

Inocência entra no mapa da nova logística de MS com pacote de mais de R$ 150 milhões em obras

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O município de Inocência passa a integrar um novo eixo de infraestrutura e logística no leste de Mato Grosso do Sul. Neste sábado (7), o governador Eduardo Riedel participou da assinatura de ordens de início de serviço para um conjunto de obras que somam mais de R$ 150 milhões em investimentos.

A agenda marcou a autorização formal para execução de projetos que envolvem pavimentação rodoviária, melhorias no aeródromo municipal, recapeamento urbano e reordenamento do trânsito, ampliando a capacidade logística e a mobilidade na cidade.

O principal investimento é a implantação e pavimentação da rodovia MS-316, no trecho que liga o município à região de Pouso Alto. A obra prevê 38,05 quilômetros de asfalto novo, com investimento de R$ 143,3 milhões, além da implantação de obras de arte especiais, como pontes e estruturas de drenagem.

A pavimentação da MS-316 é um marco histórico para Inocência e região. O trecho três contemplado começa na ponte sobre o Rio Indaiá Grande, no limite entre Inocência e Chapadão do Sul, seguindo até o início da área urbana do município.

Segundo Riedel, o modelo de parceria entre o governo estadual e os municípios vem sendo consolidado ao longo dos últimos anos e tem sido fundamental para viabilizar obras e políticas públicas em diferentes regiões.

“Essa parceria com os municípios foi construída ao longo do tempo, ouvindo prefeitos, vereadores e a Assembleia Legislativa. Ninguém realiza nada sozinho. Assim como os prefeitos dependem da Câmara, o Governo do Estado também depende da Assembleia e da bancada federal para fazer os projetos acontecerem”, disse.

O governador também detalhou parte dos investimentos autorizados durante a agenda no município, que incluem obras de infraestrutura urbana e melhorias logísticas.

“Assinamos aqui o recapeamento de vias da cidade, com R$ 2,4 milhões, além de cerca de R$ 700 mil em sinalização urbana. Também teremos iluminação no aeródromo para operação noturna e outros investimentos importantes para a estrutura da cidade”, explicou.

Riedel ressaltou ainda que o crescimento econômico do Estado é resultado de planejamento e de uma equipe técnica dedicada à execução das políticas públicas.

“Mato Grosso do Sul está há quase uma década crescendo acima da média nacional, sem cair abaixo de 4% ao ano. Isso é fruto de planejamento, de uma equipe técnica preparada e de políticas que dão segurança para quem quer investir no Estado”, pontuou.

Ao mencionar a pavimentação da rodovia MS-316, o governador afirmou que a obra representa uma demanda histórica da região e que deve ampliar a competitividade econômica local. “A MS-316 é um sonho antigo de toda essa região. Essa estrada significa segurança para as famílias, conforto no deslocamento e mais competitividade para quem produz aqui”, afirmou.

A pavimentação da rodovia é considerada estratégica para atender à demanda logística gerada pela instalação da fábrica de celulose da empresa Arauco em Inocência. A obra deverá facilitar o escoamento da produção, reduzir custos de transporte e melhorar as condições de tráfego para moradores, produtores rurais e empresas que utilizam a via.

Além do impacto econômico, o projeto deve trazer benefícios diretos à população, como mais segurança viária, redução do tempo de deslocamento e maior integração regional, fortalecendo a cadeia produtiva ligada ao setor florestal e industrial, movimento que vem consolidando a região como parte do chamado Vale da Celulose.

Outro investimento autorizado é a implantação do balizamento noturno no Aeródromo Municipal, com recursos de R$ 2,8 milhões. O sistema permitirá operações aéreas noturnas ou em condições de baixa visibilidade, conforme normas da Agência Nacional de Aviação Civil e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo.

O projeto inclui também a instalação do PAPI (Precision Approach Path Indicator), equipamento visual que orienta os pilotos sobre o ângulo correto de descida durante a aproximação para pouso.

A iniciativa integra o Plano Logístico Aeroviário de Mato Grosso do Sul, que prevê R$ 250 milhões em investimentos, dos quais R$ 140 milhões já foram aplicados entre 2023 e 2025 na modernização de aeródromos e equipamentos de segurança no Estado.

No perímetro urbano, também foram autorizadas obras de recapeamento em vias estratégicas da cidade, com investimento de R$ 2,4 milhões, dentro do programa MS Ativo – Municipalismo I, com recursos provenientes de emendas parlamentares. Serão beneficiadas a Avenida Pantanal, a Rua João Barbosa e a Avenida Albertina Garcia Dias.

O prefeito de Inocência, Antônio Ângelo Garcia dos Santos, destacou que o município também vai ampliar os investimentos em infraestrutura urbana com recursos próprios e parcerias com o Governo do Estado.

Segundo ele, a prefeitura prevê aplicar R$ 3 milhões do próprio orçamento para obras de pavimentação, o que permitirá completar a urbanização de um dos bairros da cidade.
“O município vai investir com recurso próprio mais R$ 3 milhões. Com isso, esse bairro fica totalmente asfaltado”, afirmou.

O prefeito também citou outro projeto de pavimentação em fase avançada de planejamento, voltado ao bairro José Dias da Silva. De acordo com ele, a proposta já está estruturada em parceria com o governo estadual.

“O projeto já está pronto, está com o doutor Guilherme. São mais R$ 8 milhões para fazer o asfalto do bairro José Dias da Silva, um compromisso com a Câmara de Vereadores e com a administração municipal, dentro do MS Ativo”.

Durante o discurso, o prefeito também relacionou a expansão dos investimentos públicos ao novo ciclo econômico vivido pelo município com a chegada da indústria de celulose.
Ele afirmou que o empreendimento tem ampliado a capacidade de investimento local e viabilizado novos projetos urbanos e habitacionais.

“Se hoje podemos construir casas, fazer pavimentação com recurso próprio e estabelecer parcerias com o Governo do Estado, isso acontece porque a vinda da Arauco para Inocência foi uma grande bênção. Temos desafios, sim. Tudo chega ao mesmo tempo para uma cidade pequena, mas estamos trabalhando muito”, concluiu.

O pacote para Inocência inclui ainda obras de sinalização viária e reordenamento do tráfego, que serão executadas pelo Detran-MS, com investimento de R$ 717,5 mil. As intervenções contemplam implantação de mão única em algumas vias, reforço da sinalização vertical e horizontal e melhorias na rotatória localizada no cruzamento da Rua Benevenuto Garcia Dias com a Avenida Juraci Luís Castro.

O projeto prevê 1.148 m² de sinalização horizontal, instalação de 170 placas e construção de travessias elevadas nas avenidas Alexandre Batista Garcia, Três Lagoas e na Rua Duca Valadão.
A agenda também contou com a participação do senador Nelsinho Trad, do deputado federal Dagoberto Nogueira, do presidente da Alems, Gerson Claro e do deputado estadual Paulo Corrêa.

Também acompanharam as atividades o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, e o secretário da SEILOG (Secretaria de Infraestrutura e Logística), Guilherme Alcântara, além de vereadores e prefeitos da região do Vale da Celulose.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende/Secom

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Como proteger idosos durante temporais e outras emergências climáticas

Especialista orienta a preparar a casa e a família para protegê-los em situações de emergência

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Os temporais que atingiram Mato Grosso do Sul nos últimos dias deixaram ruas bloqueadas, árvores e postes derrubados, imóveis danificados e bairros inteiros sem energia elétrica. Em alguns pontos de Campo Grande, por exemplo, o fornecimento demorou mais de 36 horas para ser restabelecido, afetando diversas residências, muitas delas com moradores idosos.

Mato Grosso do Sul tem cerca de 391 mil pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,18% da população do Estado, segundo dados do Censo 2022 do IBGE. O número ajuda a dimensionar a importância de um cuidado muitas vezes deixado de lado: preparar a casa e a família para situações de emergência provocadas por chuvas intensas, ventos fortes e interrupções prolongadas de serviços essenciais.

Para pessoas idosas, episódios desse tipo podem trazer dificuldades adicionais. Mobilidade reduzida, uso contínuo de medicamentos, dependência de equipamentos elétricos e limitações visuais ou auditivas podem tornar mais difícil reagir rapidamente a uma situação de risco.

Para Denis Corrêa, sócio e diretor comercial e estratégico da CoreHelp, instituição especializada na capacitação para atendimento de emergências, esse planejamento precisa começar antes que a tempestade chegue.

“Em uma emergência, não é o momento de descobrir quem vai ajudar o idoso, onde estão os medicamentos ou como ele poderá deixar a casa se isso for necessário. A família precisa pensar previamente nesses cenários e definir um plano simples, que todos conheçam e consigam executar”, orienta.

A atenção a esse público também está prevista no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil 2025/2035, que estabelece que as estratégias de prevenção e resposta a desastres devem considerar prioritariamente pessoas idosas, pessoas com deficiência e aquelas com mobilidade reduzida.

O plano de resposta rápida doméstico

Denis chama esse conjunto de cuidados de plano de resposta rápida doméstico. A ideia é simples: deixar organizado, antes de qualquer problema, aquilo que a família vai precisar saber e fazer quando uma emergência acontecer. Não exige equipamentos caros nem conhecimento técnico, apenas conversa, organização e informação em lugar fácil de encontrar.

O primeiro passo é deixar os números de emergência visíveis para todos os moradores da casa, como na porta da geladeira, perto do telefone fixo ou na entrada do imóvel. Devem estar anotados o SAMU (192), a Polícia Militar (190), o Corpo de Bombeiros (193) e a Defesa Civil (199), além do telefone da companhia de energia. Também vale salvar esses contatos no celular do idoso e dos familiares mais próximos.

“Na hora do susto, muita gente esquece até o número mais conhecido. Quando a informação está escrita e à vista, qualquer pessoa da casa consegue pedir ajuda, inclusive uma criança ou uma visita”, explica Denis.

O plano também deve indicar quais hospitais da região estão preparados para atender casos de infarto e de AVC. Nessas situações, cada minuto faz diferença, e saber com antecedência para onde ir evita perda de tempo e deslocamentos desnecessários. O ideal é que a família confirme essas informações com o médico que acompanha o idoso ou com a rede de saúde do município.

Outro ponto importante é combinar qual familiar deve ser avisado primeiro em caso de emergência. Definir essa pessoa, e também uma segunda opção caso ela não atenda, evita ligações desencontradas e garante que alguém de confiança acompanhe a situação desde o início.

Por fim, a família precisa pensar em como sair rapidamente do imóvel, se for necessário. Isso inclui saber por qual porta sair, manter as chaves sempre no mesmo lugar, deixar corredores e passagens livres, ter uma lanterna de fácil acesso e combinar um ponto de encontro seguro fora da casa.

O que mais precisa estar previsto

Cada idoso tem necessidades próprias. Uma pessoa independente e com boa mobilidade terá demandas diferentes de alguém que precisa de ajuda para caminhar, usa cadeira de rodas, faz tratamento contínuo ou tem alguma condição que dificulte a comunicação ou a orientação.

A família deve definir quem poderá ajudar em uma eventual saída do imóvel, para onde o idoso será levado e como será feito esse deslocamento. Também é importante manter à mão informações sobre medicamentos, receitas, contatos de familiares, médicos e serviços de emergência.

Para quem usa medicamentos todos os dias, a recomendação é manter as receitas organizadas e acompanhar o estoque, principalmente quando houver previsão de temporais, já que sair de casa pode ficar difícil. Idosos que usam aparelhos auditivos também devem ter pilhas extras ou o carregador sempre abastecido, para não perderem a capacidade de ouvir alertas e orientações durante a emergência.

A falta de energia também merece atenção. Além de deixar a casa no escuro e aumentar o risco de quedas, uma interrupção longa pode afetar equipamentos usados nos cuidados com o idoso, a conservação de alguns medicamentos e até a comunicação com a família.

“É importante que a família saiba antecipadamente se existe algum equipamento que não pode ficar sem energia, quais são as alternativas disponíveis e para quem deve ligar. Improvisar durante o temporal aumenta muito a chance de uma decisão errada”, afirma Denis.

Nem sempre sair de casa é a primeira opção

Outra preocupação é evitar decisões apressadas. Retirar um idoso de casa durante uma chuva forte, sem que exista risco imediato no imóvel, pode expô-lo a outros perigos, como ruas alagadas, fios elétricos, árvores instáveis e quedas no caminho.

A decisão deve levar em conta as condições da casa, os alertas dos órgãos de emergência e, principalmente, a segurança do trajeto.

“Existe uma tendência natural de querer resolver tudo rapidamente, mas, em uma situação de emergência, a primeira análise deve ser sempre de segurança. Se há fios caídos, água subindo, estruturas comprometidas ou risco de queda de árvores, é preciso avaliar antes de colocar uma pessoa com mobilidade reduzida naquele ambiente”, explica o especialista.

Se for preciso deixar o imóvel, documentos pessoais, medicamentos, receitas, água e outros itens indispensáveis ao cuidado devem estar reunidos em uma bolsa ou mochila que possa ser levada rapidamente.

Também é importante que o plano não dependa de uma única pessoa. Familiares, cuidadores e vizinhos de confiança podem conhecer as necessidades daquele morador e saber como ajudar caso o responsável não consiga chegar.

Depois da chuva, os riscos continuam

O fim do temporal não significa o fim da emergência. Casas sem energia, pisos molhados, objetos fora do lugar, telhados danificados, galhos e fios espalhados pelo terreno podem criar novos riscos dentro e fora da residência.

Para idosos com dificuldade de equilíbrio, locomoção ou visão, pequenas mudanças no ambiente já aumentam a chance de quedas e outros acidentes.

Antes que o idoso volte a circular normalmente pela casa, a recomendação é verificar se há água no chão, objetos bloqueando a passagem, danos na estrutura ou qualquer alteração que dificulte a locomoção. Áreas próximas a fios, árvores caídas, postes e estruturas danificadas devem ser isoladas até a avaliação de profissionais.

Com essas medidas combinadas antes, a família reduz os improvisos justamente quando precisa decidir rápido. Um plano simples, com números de emergência à vista, hospitais de referência, contatos definidos, medicamentos organizados, rotas de saída e as necessidades específicas do idoso, torna a resposta mais segura antes, durante e depois de um temporal.

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Mato Grosso do Sul

Inmet alerta para tempestades com ventos de até 90 km/h em MS; Energisa reforça orientações de segurança

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de tempestade para Mato Grosso do Sul, válidos a partir deste sábado (19), com instabilidade prevista até a segunda-feira (21). A previsão indica chuvas intensas, granizo, raios e ventos de até 90 km/h, afetando principalmente a região sul do estado.

​Diante do risco de queda de árvores e lançamento de objetos sobre a fiação de energia, a Energisa-MS orienta a população a reforçar a segurança durante as tempestades:

  • ​Distância de Segurança: Em caso de cabos rompidos, árvores ou objetos sobre a rede elétrica, mantenha distância e jamais tente mover o material, mesmo que a região pareça sem energia.
  • ​Canais de Atendimento: Caso identifique ocorrências na rede, acione a concessionária imediatamente pelos meios oficiais:
    • ​WhatsApp (Gisa): (67) 99980-0698
    • ​Aplicativo: Energisa On
    • ​Telefone: 0800 722 7272
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